Tintas e Revestimentos

Cadeia produtiva se prepara para demandas futuras

Antonio C. Santomauro
20 de dezembro de 2019
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    Química e Derivados - Abrafati: Tendências globais de saúde, qualidade e sustentabilidade apontam o futuro do setor

    Química e Derivados - Abrafati 2019 - Cadeia produtiva busca inovações e se prepara para demandas futuras

    Abrafati 2019 – Cadeia produtiva busca inovações e se prepara para demandas futuras

    A cadeia setorial de tintas e revestimentos deu mais um passo no sentido de aproximar seus integrantes durante a Abrafati 2019, formada pelo congresso internacional e exposição de produtos e serviços, promovida de 1º a 3 de outubro, em São Paulo-SP. Foi o último encontro do gênero promovido pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), pois a partir de 2021 a organização e promoção serão realizadas pela NürnbergMesse, empresa internacional especializada em feiras e convenções, sendo promotora também do European Coatings Show.

    Os 13.495 visitantes, dos quais 975 estrangeiros, aos 19.831 m² ocupados por 237 expositores e 21.397 m² de área dedicada ao congresso encontraram um clima de negócios morno neste ano. A expectativa de um crescimento pífio do PIB brasileiro, estimado em 0,8%, e o fraco desempenho da construção civil tiveram um impacto significativo nos fabricantes de tintas. No entanto, mesmo assim, as inovações apresentadas pelos fornecedores de insumos foram muito bem recebidas pelos clientes, interessados em reduzir custos e em diferenciar seus produtos da concorrência.

    É corrente a ideia de que o mercado brasileiro de tintas e vernizes tem um potencial imenso ainda por se efetivar. Portanto, a cadeia produtiva precisa estar preparada para atender um novo ciclo de crescimento da demanda, dessa vez sustentável. Ou mesmo para suprir espasmos sazonais de consumo.

    A cadeia produtiva precisa ficar atenta a novos aspectos de mercado que podem mudar paradigmas. É o caso, por exemplo, do uso das técnicas de tecnologia de informação (TI), como big data e indústria 4.0, para prever e suprir necessidades dos usuários finais, integrando o ambiente da produção e a ponta de venda com altíssima velocidade, como foi explicado por Fabiano Sant’Ana, diretor da área digital da Basf América do Sul.

    “O mundo está mudando e exigindo novas respostas. Precisamos ouvir mais os especialistas em assuntos os mais variados para tentar ver e antecipar o futuro do setor; a Abrafati 2019 foi uma oportunidade para isso”, comentou Antonio Carlos de Oliveira, presidente-executivo da Abrafati.

    A primeira reunião plenária, na manhã de 1º de outubro, foi apresentada por Thierry Vanlancker, CEO da AkzoNobel, maior indústria de tintas do mundo, com vendas de € 9,3 bilhões no exercício de 2017/18, atuante desde 1792. Após vender suas atividades químicas, a companhia ajustou o foco na produção de tintas e revestimentos, com ênfase na inovação em produtos, processos e serviços.

    Química e Derivados - Vanlancker e Oliveira: indústria precisa ir além das expectativas dos clientes

    Vanlancker e Oliveira: indústria precisa ir além das expectativas dos clientes

    “Nós precisamos ir além das expectativas dos clientes”, apontou Vanlancker. “Uma pintura não pode se resumir a mudar de cor ou deixar a superfície limpa por mais tempo, é preciso adicionar funcionalidades, a exemplo de antiembaçamento (antifogging), eliminador de marcas de dedos (antifingerprint), antimofo e antienvelhecimento, sem formaldeído”.

    Ele também apontou mais demandas para o futuro, entre elas, a capacidade de promover isolamento térmico e melhorar o aproveitamento da energia nas casas, especialmente na região sulamericana. E salientou a importância de usar ferramentas de TI nos negócios. “Estamos também no ramo de construção e manutenção naval, precisamos desenvolver novos modelos de negócios nos portos usando inteligência artificial”, comentou.

    As futuras gerações devem lidar com abordagens mais amplas que contemplem o uso mais intensivo de materiais renováveis, praticar a economia circular, eliminar substâncias perigosas e com emissão zero de VOC e gás carbônico. Vanlancker comentou que a AkzoNobel está reduzindo progressivamente o consumo de energia e as emissões de CO2 nas suas operações. “A sustentabilidade é um negócio, precisamos entregar benefícios para clientes, para a sociedade e ao ambiente”, afirmou.

    Como empresa de alcance mundial, a AkzoNobel atua de forma descentralizada, proporcionando autonomia às diversas regiões e unidades de negócios. Cada uma tem acesso a toda a “caixa de ferramentas” tecnológicas corporativa para desenvolver produtos mais adequados a cada região.

    Por fim, a gestão da inovação também conta com uma plataforma aberta, o programa Open Inovation, voltado para as tintas do futuro. São desafios anuais propostos para start-ups e cientistas de várias instituições do planeta com o intuito de acelerar novas ideias em um sistema colaborativo.



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