Química

Braskem obtém bons resultados em 2018, mas prevê problemas

Quimica e Derivados
9 de junho de 2019
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    A partida de novos projetos de produção de etileno e polietilenos terá impacto nos preços dessas resinas, principalmente porque a demanda por elas está crescendo em ritmo baixo. Os spreads (diferença entre o preço das resinas e o de suas matérias-primas, a nafta ou o gás natural) internacionais tendem a ser reduzidos nos próximos anos, como já aconteceu em 2018.

    Em compensação, o PP tem uma previsão mais otimista. “A demanda por PP nos Estados Unidos cresceu 3% em relação a 2017”, apontou Musa. Os preços da resina tendem a subir, enquanto a oferta de propeno aumenta com o bom desempenho das unidades de desidrogenação de propano. A Braskem está construindo uma fábrica de PP nos EUA que alcançou avanço físico de 48,3% em dezembro, tendo consumido até então US$ 382 milhões em investimentos, com previsão de conclusão em 2020. Na Europa, a demanda pelo PP está fraca, afetada pela redução da produção automobilística e pela crise econômica continental.

    A situação do PVC também é boa, pois houve redução de capacidades produtivas na China por razões ambientais, e a resina aproveita o aumento da oferta de eteno de baixo custo. A produção embasada em nafta se beneficiou menos, porque o insumo acompanhou a alta do petróleo.

    Investimentos – A Braskem investirá R$ 3,3 bilhões em 2019, valor 20% superior ao aplicado em 2017. O maior projeto deste ano se refere à parada da Eteno I, primeira linha de craqueamento do Polo Petroquímico de Camaçari-BA, programada para o segundo semestre. Trata-se de uma parada típica de manutenção, sem acréscimo de capacidade. O objetivo é aumentar a confiabilidade dos ativos e dos processos, reduzir perdas, proporcionando mais segurança e produtividade ao empreendimento e à comunidade. A Eteno II, segunda linha de craqueamento, operará normalmente. Com isso, o suprimento às demais plantas regionais será mantido, contando também com a formação de estoque de eteno para ser consumido durante a parada.

    A nova planta de PP receberá R$ 836 milhões em 2019, enquanto R$ 211 milhões serão direcionados para projetos ligados a movimentos estratégicos e crescimento empresarial, a exemplo da abertura recém-aprovada pelo conselho de administração de uma subsidiária na Índia, país com ampla importação de produtos químicos e plásticos.

    O cracker do ABC paulista (a antiga Petroquímica União) contará com uma parceria estabelecida com a Siemens para melhorar a eficiência energética e a confiabilidade operacional. A Siemens investirá na área de utilidades (vapor) para modernizá-la e será remunerada mediante o consumo.

    A Braskem assinou contrato para comprar energia eólica a ser produzida pelo Complexo Eólico Folha Larga, que está sendo construído pela EDF Renewables. Esse contrato viabilizará o projeto eólico e também melhorará os indicadores de sustentabilidade da companhia.

    Na área da química verde, o desenvolvimento conjunto com a Haldor Topsoe prossegue, com o intuito de produzir insumos a partir de açúcares. Em fevereiro, a unidade pioneira de demonstração de Lyngby, na Dinamarca, foi comissionada e começará a produzir monoetilenoglicol (MEG) por um processo biotecnológico que consome açúcar. Os dados obtidos por essa unidade permitirão avaliar com segurança a viabilidade técnica e econômica do projeto em escala industrial. Sua capacidade é de centenas de toneladas por ano de aldeído glicólico, posteriormente convertido em MEG. Também será estudada a possibilidade de usar açúcares diversos, como dextrose e açúcares de segunda geração no processo.



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