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Braskem obtém bons resultados em 2018, mas prevê problemas

Quimica e Derivados
9 de junho de 2019
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    Plástico Moderno,

    Fechado o balanço, a Braskem anunciou ter obtido resultados positivos em 2018, porém menores que os do ano anterior. Os prognósticos apresentados pela companhia para 2019 começam a refletir o impacto da entrada de novos crackers de etano, alimentados pelo shale gas norte-americano, e indicam uma tendência baixista para os polietilenos.

    Fernando Musa, presidente da Braskem, destacou o fato de 2018 ter sido o primeiro ano completo de operação do cracker flexível (capaz de processar cargas variadas) de Camaçari-BA, que usou 11% de etano importado durante o período, próximo do percentual máximo do uso de gás, que é de 15%. “Com isso, temos mais segurança de suprimento e redução de custos”, comentou Musa.

    Em contrapartida, a operação da companhia no México produziu 799 mil t de polietilenos em 2018, uma queda de 18% em relação a 2017. Com isso, o Ebitda gerado por essas unidades somou US$ 617 milhões. Musa explicou a redução de atividade pela dificuldade encontrada pela Pemex em fornecer etano na quantidade estabelecida contratualmente. “Recentemente, verificamos o esforço da Pemex em importar etano para suprir seus clientes, esperamos que a taxa de utilização dessas unidades aumente neste ano”, considerou.

    Plástico Moderno,

    Musa: demanda mundial esfriou enquanto partem novas plantas

    A venda de resinas termoplásticas da Braskem no Brasil em 2018 chegou a 3,42 milhões e t, 2% inferior ao total de 2017, representando Ebitda de US$ 1,9 bilhão. As operações nos Estados Unidos movimentaram 1,92 milhões de t, 9% a menos que no ano anterior, gerando Ebitda de US$ 608 milhões de t.

    Os números refletem os efeitos da crise econômica brasileira, amplificados pela greve dos caminhoneiros do primeiro semestre de 2018. Além disso, a companhia enfrentou um apagão elétrico na região Nordeste logo no início do ano e do incidente na produção de cloro/soda em Alagoas. Com isso, a taxa de ocupação dos crackers brasileiros ficou em 91%, três pontos percentuais abaixo dos 94% de 2017.

    Apesar disso, a venda de resinas de polietileno (PE), polipropileno (PP) e policloreto de vinila (PVC) no Brasil apresentou crescimento de 2,4%, somando 5.187.782 t. As vendas da Braskem supriram 3.421797 t, ou seja, 66% do mercado local. Em 2017, esse índice ficou em 69%. Musa destacou o aumento 1,4% na demanda nacional pelo PVC, quebrando uma série de quatro anos de queda.

    As exportações de resinas a partir do Brasil somaram 1,3 milhão de t, 14% abaixo de 2017. Os produtos químicos exportados pela companhia também registraram vendas menores ao exterior em 31%, com 571 mil t.

    Ao mesmo tempo, o custo de produtos vendidos (CPV) registrou total de US$ 9,5 bilhões, com 9% de acréscimo em relação ao ano anterior, refletindo o aumento dos preços de todas as matérias-primas consumidas.

    Nos EUA e na Europa, o inverno rigoroso de 2018 prejudicou a operação dos sites da companhia, derrubando a ocupação de capacidade em 9% e 14% respectivamente. A planta de Oyster Creek (EUA) parou por 50 dias para manutenção programada e troca do sistema de controle de processos. Saliente-se que as operações da Braskem nessas regiões se referem ao PP, resina que está em fase de expansão de demanda, mas que – ao contrário dos polietilenos – conta com poucos projetos de ampliação de capacidades produtivas em todo o mundo.

    Musa explicou que o panorama da economia global aponta para um arrefecimento, devido a uma acomodação das economias mais desenvolvidas e aos ajustes que estão sendo feitos na China para enfrentar uma guerra comercial contra os EUA e também para melhorar a sustentabilidade de seus negócios. Muitas incertezas podem prejudicar o desempenho mundial, a começar pela evolução do Brexit e a desaceleração da produção industrial alemã.



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