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Braskem amplia EBITDA, mas sofre com greve rodoviária – Petroquímica

Marcelo Fairbanks
4 de dezembro de 2018
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    Química e Derivados, Braskem amplia EBITDA, mas sofre com greve rodoviária - Petroquímica

    A Braskem anunciou ter alcançado Ebitda consolidado (Brasil e internacional) de US$ 877 milhões no segundo trimestre deste ano, 7% acima do registrado no período anterior. A companhia atribuiu o desempenho aos spreads (diferenças entre preços da nafta/gás e dos produtos vendidos) no mercado internacional dos principais químicos, de vinílicos e de polipropileno (PP), este nos Estados Unidos. Além disso, a desvalorização do real redundou em redução dos custos e despesas calculados na moeda brasileira.

    Em relação ao segundo trimestre de 2017, o Ebitda em dólares apresentou uma queda de 7%, justificada pela menor disponibilidade de produtos para venda em decorrência da greve dos caminhoneiros no Brasil e das paradas programadas de unidades nos Estados Unidos e México, bem como dos menores spreads no mercado internacional dos principais químicos, poliolefinas no Brasil e PP na Europa.

    Nas operações locais, o segundo trimestre transcorreu com taxa média de utilização das centrais petroquímicas de 90%, três pontos percentuais abaixo do alcançado no mesmo período de 2017. Isso decorreu das restrições logísticas resultantes da greve dos caminhoneiros, causando um impacto negativo no Ebitda local de R$ 200 milhões, quando consideradas as vendas de todos os produtos. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, a taxa média de ocupação ficou estável, contanto com maior disponibilidade de matéria-prima no Rio de Janeiro e da melhor operação na Bahia, que havia sido afetada pela interrupção no fornecimento de energia elétrica no começo do ano.

    A demanda pelas resinas termoplásticas no mercado brasileiro (PE, PP e PVC) somou 1,3 milhão de toneladas no segundo trimestre, próxima à apresentada no mesmo trimestre do ano anterior. Comparada ao primeiro trimestre, a procura por resinas ficou 4% inferior, refletindo a parada dos transportadores rodoviários. No acumulado do ano, até junho, a demanda por resinas aumentou 4% em relação ao primeiro semestre de 2017, refletindo maior nível de atividade, principalmente, nos setores de embalagens, automobilístico e consumo. As vendas de resinas da Braskem no mercado brasileiro foram de 821 mil toneladas no segundo trimestre, 2% inferior em relação ao mesmo trimestre de 2017, mas 7% abaixo do volume vendido nos três primeiros meses do ano, apontando queda de mercado. De janeiro a junho, as vendas de resinas no Brasil apresentaram expansão de 2%, totalizando 1.708 mil toneladas. As exportações de resinas da Braskem somaram 320 mil t no segundo trimestre deste ano, 13% abaixo do obtido no mesmo período de 2017, porém semelhantes às do trimestre anterior.

    Para os próximos meses, a companhia prevê elevação de custos tributários decorrente da redução do incentivo fiscal para exportação (Reintegra) de 2% para 0,1% sobre a receita líquida dessas operações. Além disso, o Regime Especial para a Indústria Química (Reiq) foi revogado e elevará as alíquotas de PIS/Cofins sobre aquisição de matéria-prima a partir de outubro.

    A companhia informou que prosseguem as negociações entre a LyondellBasell e os acionistas da Braskem, visando a compra de participação acionária na petroquímica brasileira. A diretoria comentou que as tratativas estão sendo conduzias pelos acionistas, sem interferência de nenhuma ordem sobre as operações habituais.



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