Brasil Offshore: Mudanças na política elevam as expectativas em offshore

Jotun exibirá sistemas aprovados de revestimento para offshore ©QD Foto: Divulgação
Jotun exibirá sistemas aprovados de revestimento para offshore

A Brasil Offshore deste ano chega envolta em perspectivas promissoras, de alguma forma simbolizando um momento de expectativas mais favoráveis em todo o setor de exploração de óleo e gás em alto mar. “Fatores como a nova política nacional de O&G e as expectativas positivas para a Bacia de Campos, trazem otimismo de volta para o setor”, observa Daniel Pereira, gerente desse evento da indústria de petróleo e gás que acontecerá entre 25 e 28 de junho em Macaé-RJ.

Pereira: feira promete ser 10% maior que a edição anterior ©QD Foto: Divulgação
Pereira: feira promete ser 10% maior que a edição anterior

Na sua décima realização, a Brasil Offshore exporá cerca de 600 marcas, e espera receber aproximadamente 50 mil visitantes. Como informa Pereira, ambos os números são 10% superiores aos da edição anterior, promovida em 2017. Também oferecerá quase 200 horas de seminários, palestras, e outros formatos de oferta de conteúdo. “As demandas previamente colocadas pelas empresas participantes das rodadas de negociações permitem prever que nos próximos seis meses serão geradas transações da ordem de R$ 300 milhões”, diz o gerente do evento.

Costa Filho: Bacia de Campos terá projetos para reverter atual fase de declínio ©QD Foto: Divulgação
Costa Filho: Bacia de Campos terá projetos para reverter atual fase de declínio

As perspectivas de um horizonte mais promissor são avalizadas por Milton Costa Filho, secretário-geral do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis). No ano passado, ele destaca, teve início um “momento especial” para a indústria brasileira de petróleo e gás, com a recuperação dos preços do petróleo, a definição de um calendário de novos leilões de blocos exploratórios para os próximos anos e avanços na agenda regulatória.

Além disso, prossegue Costa Filho, as reservas do pré-sal colocam o Brasil entre os principais focos atuais da indústria mundial de energia. “O pré-sal brasileiro é considerado um dos três lugares mais competitivos da indústria de petróleo e gás, ao lado do Oriente Médio e dos Estados Unidos”, ressalta. “O apetite das empresas nas últimas rodadas do pré-sal demonstrou a atratividade dessas áreas: somente entre 2016 e 2018, foram pagos mais de R$ 21 bilhões em bônus de assinatura”, acrescenta Costa Filho.

Nesse momento mais auspicioso da indústria brasileira do petróleo, o secretário-geral do IBP inclui a Bacia de Campos, ainda responsável por aproximadamente 46% do petróleo nacional (índice que já foi de 90%). “O pré-sal de Campos foi destaque nos últimos leilões, e a Petrobras vem anunciando novos investimentos nessa área, assim como a ANP vem propondo medidas para aumentar a vida útil de seus campos”, entafiza. “É natural uma fase de declínio após décadas de exploração, mas a revitalização da Bacia de Campos vai ao encontro da intenção de fomentar nossa indústria estimulando investimentos de empresas de diferentes portes e perfis, e em áreas distintas”, complementa.

E o contexto mais dinâmico do setor, lembra Costa Filho, já havia repercutido favoravelmente na Rio Oil & Gas, que recebeu cerca de 43 mil visitantes em setembro de 2018. “Não será diferente nessa décima edição da Brasil Offshore”, ressalta.

Medição, detecção e segurança – Expositores também revelam otimismo em suas previsões sobre o evento. Caso de André Berti, gerente de marketing e vendas da Wika: “Considerando a retomada de investimentos no setor, a Brasil Offshores deste ano deverá ter mais visitantes e mais contatos, comparativamente à edição anterior”, projeta.

Linha de instrumentação de campo da Wika ©QD Foto: Divulgação
Linha de instrumentação de campo da Wika

Nessa edição, a Wika mostrará toda a sua linha de instrumentação de medição para pressão, temperatura, nível e vazão direcionada para a aplicação em plataformas e subsea; linha, afirma Berti, capaz de atender a todos os requisitos de operações de O&G. “Temos também controladores de calibração automáticos e móveis, oferecendo agilidade e facilidade para as operações embarcadas, além de um software de calibração para armazenamento de dados e emissão automática de certificados, eliminando a necessidade de anotações em papéis”, explica.

Por sua vez, a indústria de ferramentas de teste e medição Fluke exibirá três novidades: uma delas, uma atualização de uma câmera termográfica de bolso para detectar microvazamentos, falhas em painéis e sistemas eletrônicos, entre outras ocorrências; outra, o testador de válvulas 710 Fluke, posicionado para ampliar o acesso a esse gênero de testes, geralmente dependente de equipamentos mais caros.

O terceiro lançamento da Fluke será o gerador de imagens ultrassônico ii900, capaz de identificar, pelo ruído que eles emitem, os mais diversos tipos e portes de vazamentos em sistemas de gás, ar comprimido e vácuo. “Essa detecção gera não apenas maior segurança, mas também ganho de produtividade, pois entre outras coisas permite detectar perda de pressão numa linha pressurizada”, observa Rodrigo Cunha, gerente nacional de vendas da Fluke.

A Dräger destacará um portfólio de produtos e serviços de segurança com os quais, afirma Adriano Morelli, gerente de marketing do segmento Segurança da empresa, busca combinar excelência operacional com otimização de processo internos. Como um exemplo das inovações geradas por essa busca, ele cita a utilização conjunta dos sistemas fixos de detecção de gases Regard 7000 e Polytron 8100 (este último, à prova de explosão). “Com um conceito ainda mais avançado, temos hoje o detector sem fio GS01”, ressalta Morelli.

Ainda na linha de melhorias no processo de medição, liberação e autorização de trabalhos em espaços confinados, a Dräger exporá os sistemas Xam 8000 – apto a detectar até sete gases e vapores tóxicos e inflamáveis – e CSE Connect, que digitaliza a troca de informações durante os procedimentos de medição para a liberação do ambiente para o trabalho. “Temos também soluções que beneficiam os usuários: por exemplo, os equipamentos de proteção Xplore 8700, e o portfólio completo de sistemas de airline (fornecimento de ar respirável)”, ressalta Morelli. “Em conjunto com profissionais altamente preparados, nossas soluções em fuga, medição e resgate auxiliam no gerenciamento dos desafios e na condução da operação dentro de qualquer contexto”, acrescenta.

Equipamento Xplore 8700 protege os trabalhadores ©QD Foto: Divulgação
Equipamento Xplore 8700 protege os trabalhadores

A Presys terá três lançamentos: o calibrador de pressão automático com compressor de ar interno PCON Kompressor Y-18; o calibrador universal Isocal MCS-12 IS; o banho térmico TA-60NL. E a provedora de sistemas de automação e controle de processos e linhas pneumáticas Festo pretende ressaltar produtos e soluções customizadas para automação de processos, válvulas solenoide de alta performance, filtro regulador de ar feito de aço inox e soluções em painéis de controle.

Serviços, revestimento, tratamento – Fornecedora de diversas estruturas para a indústria de O&G, a Nuclep, afirma Nicola Neto, diretor comercial da empresa, “no atendimento ao setor offshore, este ano está focada na oferta de serviços e mão de obra especializada, seja na instalação, manutenção, reparo ou outra atividade”.

Instalação da Nuclep fabrica equipamentos pesados ©QD Foto: Divulgação
Instalação da Nuclep fabrica equipamentos pesados

Para disponibilizar essa oferta, ele destaca, além de uma planta de usinagem no município fluminense de Itaguaí, e um dos maiores parques de caldeiraria do mundo, a Nuclep tem ainda, entre outros diferenciais, a certificação Asme 8 – a mais recente versão das normas da American Society of Mechanical Engineers para caldeiras e vasos de pressão –, tanto para a construção de novos equipamentos quanto para a revalidação daqueles já em operação. “Isso nos habilita a um papel diferenciado no mercado: além de construir um novo, podemos também revalidar um equipamento antigo, estendendo seu tempo de vida e dando a ele novamente a credibilidade de atuação no mercado”, diz Neto.Multinacional de origem norueguesa produtora de revestimentos e tintas, a Jotun realçará um sistema, aprovado pela Norsok – uma das principais certificadoras da indústria mundial do petróleo –, desenvolvido especialmente para manutenção das estruturas offshore. “Percebemos que a manutenção é um grande desafio para nossos clientes, pois as soluções de disponíveis nesse mercado sempre foram projetadas e testadas de acordo com os padrões para novas construções. Daí o desenvolvimento desse novo sistema”, observa Fabiano Aguiar, diretor de vendas dos segmentos Marítimo e Protective da Jotun.

O novo sistema de manutenção da Jotun, ele detalha, é composto por três produtos: Barrier Smart Pack; um primer epóxi rico em zinco, que reforça a vida útil do sistema, reduzindo a preparação da superfície e o custo de aplicação; Jotamastic Smart Pack HB, que oferece alta espessura, acabamento uniforme da película, fácil de aplicar e capaz de oferecer proteção duradoura nos ambientes mais adversos; Hardtop One, com todos os benefícios de um revestimento polisiloxano bicomponente de alta qualidade em um revestimento polisiloxano monocomponente. “Esta é a primeira solução aprovada pela Norsok, em todo o mundo, para aplicação a trincha e rolo em superfícies tratadas mecanicamente (padrão St 3), ou com hidrojateamento”, ressalta Aguiar.

Superfinishing exibe revestimentos de alta resistência para offshore ©QD Foto: Divulgação
Superfinishing exibe revestimentos de alta resistência para offshore

A Super Finishing apresentará seus principais tipos de revestimentos utilizados pela indústria de petróleo e gás; entre eles: Níquel Químico com Interdifusão; Níquel Duroquímico, nas versões alto e médio fósforo; Prata Técnica; Níquel-Lub (marca registrada da empresa). Isso além de diversas opções em pinturas técnicas, dentre as quais se destacam o Ceram Kote (à base de cerâmica), o Bissulfeto de Molibdênio, e as diversas opções em revestimentos à base de PTFE.

Selagem e mais serviços – Participando da Brasil Offshore desde sua primeira edição, a Swagelok exibirá duas novidades neste ano. A primeira, um serviço de inspeção em campo dedicado a detectar e quantificar vazamentos por meio de equipamentos de ultrassom. “Ele permite não apenas identificar os vazamentos, mas quantificar quanto o cliente está perdendo com eles”, afirma Elvis Yoshio, gerente de marketing da Tecflux, representante exclusiva no Brasil da Swagelok.

A outra novidade dessa fornecedora de soluções para sistemas de fluidos – líquidos ou gasosos – será uma solução para selos mecânicos que inclui planos de selagem de acordo com a norma API 682, conexões alongadas e outros acessórios. “Além de expor nossos principais produtos, como as conexões dupla anilha, válvulas para instrumentação, mangueiras, reguladores de pressão e filtros, reforçaremos a posição da Swagelok como provedora de soluções, divulgando nossos serviços de treinamentos, inspeções em campo, sistema completo de solda orbital, unidades de teste hidráulicas para média e alta pressão e montagens de sistemas realizadas em nossa célula de Soluções Integradas”, complementa Yoshio.

A provedora de soluções de vedação industrial a Eagleburgmann apresentará a tecnologia DiamondFace, para aplicações de selos em bombas, compressores e agitadores para diversos segmentos, além de O&G: químico, mineração, indústria farmacêutica e tratamento de água, entre outros. Contando com revestimento de diamantes de até 8 µm de espessura, essa tecnologia torna as faces de selagem extremamente resistentes ao desgaste, e mantém características de excelente condutibilidade térmica, elevada resistência química e baixa fricção.

As indústrias químicas e de cosméticos, informa Rogério Pereira Guerra, gerente regional da Eagleburgmann, já utilizam a tecnologia Diamond Face no Brasil. “Também levaremos outros produtos de nosso portfolio para essa edição da Brasil Offshore, com destaque para juntas de expansão para diversas aplicações, e sistema de vedação tipo labirinto (ESPEY)”, detalha Guerra.

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