Petroquímica

Brasil Offshore: Mudanças na política elevam as expectativas em offshore

Antonio C. Santomauro
28 de julho de 2019
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    Jotun exibirá sistemas aprovados de revestimento para offshore ©QD Foto: Divulgação

    Jotun exibirá sistemas aprovados de revestimento para offshore

    A Brasil Offshore deste ano chega envolta em perspectivas promissoras, de alguma forma simbolizando um momento de expectativas mais favoráveis em todo o setor de exploração de óleo e gás em alto mar. “Fatores como a nova política nacional de O&G e as expectativas positivas para a Bacia de Campos, trazem otimismo de volta para o setor”, observa Daniel Pereira, gerente desse evento da indústria de petróleo e gás que acontecerá entre 25 e 28 de junho em Macaé-RJ.

    Pereira: feira promete ser 10% maior que a edição anterior ©QD Foto: Divulgação

    Pereira: feira promete ser 10% maior que a edição anterior

    Na sua décima realização, a Brasil Offshore exporá cerca de 600 marcas, e espera receber aproximadamente 50 mil visitantes. Como informa Pereira, ambos os números são 10% superiores aos da edição anterior, promovida em 2017. Também oferecerá quase 200 horas de seminários, palestras, e outros formatos de oferta de conteúdo. “As demandas previamente colocadas pelas empresas participantes das rodadas de negociações permitem prever que nos próximos seis meses serão geradas transações da ordem de R$ 300 milhões”, diz o gerente do evento.

    Costa Filho: Bacia de Campos terá projetos para reverter atual fase de declínio ©QD Foto: Divulgação

    Costa Filho: Bacia de Campos terá projetos para reverter atual fase de declínio

    As perspectivas de um horizonte mais promissor são avalizadas por Milton Costa Filho, secretário-geral do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis). No ano passado, ele destaca, teve início um “momento especial” para a indústria brasileira de petróleo e gás, com a recuperação dos preços do petróleo, a definição de um calendário de novos leilões de blocos exploratórios para os próximos anos e avanços na agenda regulatória.

    Além disso, prossegue Costa Filho, as reservas do pré-sal colocam o Brasil entre os principais focos atuais da indústria mundial de energia. “O pré-sal brasileiro é considerado um dos três lugares mais competitivos da indústria de petróleo e gás, ao lado do Oriente Médio e dos Estados Unidos”, ressalta. “O apetite das empresas nas últimas rodadas do pré-sal demonstrou a atratividade dessas áreas: somente entre 2016 e 2018, foram pagos mais de R$ 21 bilhões em bônus de assinatura”, acrescenta Costa Filho.

    Nesse momento mais auspicioso da indústria brasileira do petróleo, o secretário-geral do IBP inclui a Bacia de Campos, ainda responsável por aproximadamente 46% do petróleo nacional (índice que já foi de 90%). “O pré-sal de Campos foi destaque nos últimos leilões, e a Petrobras vem anunciando novos investimentos nessa área, assim como a ANP vem propondo medidas para aumentar a vida útil de seus campos”, entafiza. “É natural uma fase de declínio após décadas de exploração, mas a revitalização da Bacia de Campos vai ao encontro da intenção de fomentar nossa indústria estimulando investimentos de empresas de diferentes portes e perfis, e em áreas distintas”, complementa.

    E o contexto mais dinâmico do setor, lembra Costa Filho, já havia repercutido favoravelmente na Rio Oil & Gas, que recebeu cerca de 43 mil visitantes em setembro de 2018. “Não será diferente nessa décima edição da Brasil Offshore”, ressalta.



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