Óleo e Gás – Maior polo produtor nacional mantém poder de atração

Química e Derivados, Brasil Offshore 2015: Maior polo produtor nacional de óleo e gás mantém poder de atração
SERVIÇO

8ª Brasil Offshore/ Feira e Conferência da Indústria de Petróleo e Gás
Data: 23 a 26 de junho de 2015
Local: Macaé Centro, Macaé (RJ)
Horário: terça a quinta-feira, das 14h às 21h; sexta-feira, das 14 às 19h
www.brasiloffshore.com

Números de 2013
51 mil visitantes
700 expositores (155 internacionais, de 38 países)

Rodada de negócios
R$ 196 milhões de expectativa de negócios
550 encontros
19 empresas âncoras
98 fornecedores do setor de petróleo e gás

Realizada a cada dois anos em Macaé, no Norte Fluminense, a 8ª Brasil Offshore – Feira e Conferência Internacional da Indústria de Petróleo e Gás abre suas portas no dia 20 de junho com a expectativa de tirar o setor da inércia. Afinal, trata-se do primeiro grande evento nacional do ano a reunir a cadeia produtiva offshore. E justamente na cidade que é o centro logístico da Bacia de Campos, maior produtora de hidrocarbonetos do país – responde por aproximadamente 70% do óleo e 30% do gás natural extraídos.

Uma parte crescente dessa produção vem do pré-sal dessa bacia, que hoje gera mais de 30% da produção total dessa nova fronteira, de acordo com dados de abril de 2015 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Esse dado é fundamental para quem busca reforçar sua inserção nesse mercado, pois o evento se realiza no município que abriga praticamente toda a infraestrutura de apoio à produção offshore da Bacia de Campos, incluindo a cadeia de fornecedores de bens e serviços.

Por isso mesmo, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e a Society of Petroleum Engineers (SPE), e a organizadora Reed Exhibitions Alcantara Machado apostam no potencial desse encontro, principalmente para alivanhar parcerias, aferir as novidades e os ânimos do mercado.

A estatal não se manifestou sobre sua participação no encontro, que tem como principais patrocinadores empresas internacionais, como as francesas Technip e Tenaris, a norueguesa Aker e a norte-americana UL, do setor de segurança de produtos, e uma única brasileira, a MRM Global Logistics Solutions.

Rodada de Negócios – A presença da principal promotora da economia da região, representada pela Unidade Operacional da Bacia de Campos – Petrobras (UO-BC), é confirmada pela organização, que anuncia cerca de 700 expositores, entre empresas públicas e privadas, organizações setoriais e agências de fomento, brasileiras e estrangeiras.

França, Estados Unidos, Alemanha, Polônia, Noruega, Inglaterra e China são alguns dos países representados por empresas que buscam prospectar negócios no mercado offshore brasileiro, um dos mais efervescentes do mundo, devido à intensa atividade exploratória nas bacias de Campos, Santos, Espírito Santo e de Sergipe, onde foram encontradas grandes reservas.

Para os organizadores, a realização da feira em junho traz um bom posicionamento no calendário para as compras e vendas para o setor. Movimento que vai ser estimulado nas rodadas de negócios promovidas pela Organização Nacional da Indústria de Petróleo (Onip) em parceria com o Sebrae/RJ – Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa.

O objetivo das mesas de negócios, que se realizarão nos dias 24 e 25 de junho, das 15h30 às 19h30, é promover uma aproximação entre interlocutores e incrementar negócios, uma vez que reúne as principais âncoras do setor e pequenos, médios e grandes fornecedores regionais e internacionais.

Entre as empresas-âncora confirmadas estão a BR Distribuidora, Delp, Expro, FMC, GE Óleo & Gas, Halliburton, Nuclep, Oil States, Petrobras UO-BC, Queiroz Galvão O&G, Shell, Schlumberger, Sotreq, Subsea7, Techint, Teekay, Transpetro, Wärtsila Brasil, entre outras. Na edição de 2013, foram realizados 550 encontros com a participação de 98 fornecedores, gerando negócios na ordem de R$ 500 milhões. A expectativa é que a iniciativa gere aproximadamente R$ 1 bilhão em negócios a concretizar até 2016.

Revitalização de campos – Com expectativa de superar os 50 mil visitantes, o evento serve como vitrine para as empresas que atuam nesse mercado aferirem as tendências e mostrarem suas soluções.  E o congresso realizado em paralelo por IBP e SPE promoverá o debate sobre novas tecnologias de exploração e produção, desafios em águas profundas, novos cenários offshore, qualificação e mercado de trabalho etc.

O tema deste ano é justamente a revitalização de campos maduros e as oportunidades existentes na Bacia de Campos, em produção desde os anos 1980. Embora haja uma produção crescente do pré-sal nessa bacia, um volume significativo de hidrocarbonetos vem de poços offshore que estão produzindo há mais de 10, 20 e até 30 anos.

Na programação dos três dias do congresso estão previstas sessões plenárias sobre engenharia de poços, desde a perfuração à completação, revitalização e otimização de unidadesde produção maduras (plataformas em operação há mutos anos) e sistemas submarinos.

O debate busca ampliar o nível de conhecimento desses campos a partir de novas tecnologias que possibilitam monitorar o comportamento do reservatório, a integridade das instalações e o histórico dos poços, para reduzir as incertezas e o risco dos investimentos e também ampliar a vida útil desses ativos.

Química e Derivados, Santos: Macaé investiu muito em infraestrutura para o setor
Santos: Macaé investiu muito em infraestrutura para o setor

Luz para o mercado – Para o prefeito de Macaé, Aluízio dos Santos Júnior, a feira é importante pela oportunidade que ela oferece para o setor ouvir e ser ouvido em um momento crucial para a indústria, uma vez que haverá a participação de importantes agentes do setor, como a ANP e a Secretaria de Energia, Logística e Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro, além da própria Petrobras.

Segundo ele, além de ser uma grande e tradicional rodada de negócios – como já ficou caracterizado em edições anteriores –, a Brasil Offshore é o momento propício para “se trazer luz ao mercado”, que está em busca de informações. “A indústria de petroleo quer ouvir algo novo, pois há muitas questões que precisam ser revistas ou definidas, desde o conteúdo nacional à participação da Petrobras no modelo de operação do pré-sal”, diz o prefeito.

A expectativa dele é positiva, a despeito da crise que se abateu sobre o setor, tanto em decorrência dos preços internacionais do petróleo como das denúncias de corrupção na Petrobras. “São fatores externos a Macaé”, diz.

Para Aluízio dos Santos, o pessimismo é maior que a própria realidade e diz que a “crise local” tem o tamanho do desinvestimento da Petrobras. “A crise existe, mas é menor do que as pessoas falam. A matriz da indústria de petróleo no Brasil é a Petrobras.  Logo, se ela investe, o mercado vai bem, se ela tem crise, o mercado vai mal. Quando há um contigenciamento na Petrobras, o mercado também se ressente”, pontua.

“Precisamos ter uma regra clara, uma meta de quanto a Petrobras vai investir. Daí a expectativa em relação ao anúncio do Plano de Negócios”, diz o prefeito de Macaé, lembrando que a rodada de negócios e a situação da Petrobras como operadora única no pré-sal foi tema de debates na OTC, realizada em maio em Houston. “Temos o mais importante que é o petróleo. Agora precisamos ver para onde essa indústria vai”, enfatiza.

Para o prefeito, Macaé tem feito o seu dever de casa. “A indústria do petróleo precisa de infraestrutura e logística e o município investiu bastante nesses dois setores. Além disso, a parceria cidade/indústria se deu de uma forma transparente. Macaé é considerada uma boa sede para a indústria e estamos trabalhando para diminuir as suas limitações”, afirma.

Química e Derivados, Vertis: feira poderá estimular a retomada dos leilões da ANP
Vertis: feira poderá estimular a retomada dos leilões da ANP

Empresas querem vender – “A Brasil Offshore é uma das principais feiras do setor e é realizada na capital nacional do petróleo”, destaca o subsecretário estadual de Energia, Logística e Desenvolvimento Industrial, Marcelo Vertis, lembrando que são três as cidades de referência do setor de óleo e gás no mundo: Aberdeen (Noruega), Houston (EUA) e Macaé.

Como o prefeito de Macaé, ele também acredita que a política vai dar o tom do evento este ano. “Com a crise do setor, há a expectativa de que a feira seja um grande evento político para a retomada do crescimento econômico baseada na área de petróleo, a que apresenta as melhores condições para isso, por meio de leilões, incluindo o de áreas do pré-sal”, diz Vertis, informando que a Sedeis vai difundir essa proposta em eventos no estande.

Para as empresas, que almejam essa ‘retomada’, mais do que o discurso, o que importa é incrementar os negócios. Por isso mesmo, elas vão usar todos os recursos para chamar a atenção do mercado. Um deles é a apresentação do que há de mais novo em seu portfólio para otimizar a exploração e produção offshore, e a preços mais competitivos.

Química e Derivados, Hirama: tecnologia de vedações entra nas aplicações críticas
Hirama: tecnologia de vedações entra nas aplicações críticas

Esta é a proposta do grupo sueco Trelleborg, fornecedor de soluções de engenharia para aplicações críticas em ambientes rigorosos, que está na sua quarta participação consecutiva, desde 2009. Três subdivisões do grupo vão compartilhar o estande: Sealing Solutions, Offshore & Construction e Industrial Solutions.

“Vamos mostrar projetos de nova geração com certificados de qualidade, segurança e desempenho para aplicações no segmento de óleo e gás offshore”, explica Osvaldo Hirama, gerente geral da Trelleborg Sealing Solutions no Brasil, que tem fábrica em São José dos Campos-SP. A divisão, que foi homologada como fornecedor Petrobras, vai expor as buchas e mancais em Orkot, que operam em água doce ou salgada sem lubrificação, com baixo coeficiente de atrito, alta capacidade de carga e boa resistência química. Terá novas versões das vedações Multi-Contact Turcon Variseal, capazes de suportar variações de pressão acima de 207 MPa.

“Essas vedações têm alto desempenho em condições severas de pressão, temperatura, velocidade, corrosão e abrasão, devido à sua característica única de geometria e propriedades do material de engenharia”, explica Hirama. A solução pode ser aplicada em equipamentos de perfuração (brocas), ROVS (veículo remotamente operado), cilindros tensionadores de plataforma, conectores subsea, válvulas de processo e produção, swivels, entre outros.

Química e Derivados, Buchas e mancais feitos de Orkot dispensam lubrificação
Buchas e mancais feitos de Orkot dispensam lubrificação

O sistema de revestimento em três camadas Vikotherm R2, que assegura proteção total contra a corrosão e ruptura por hidrogênio (HISC) é o destaque do portfólio de materiais para isolamento térmico da divisão Offshore & Construction, que tem unidade fabril em Macaé-RJ. Resistente à água do mar, impacto e deformação, é indicado para jumpers e carretéis, manifolds, árvores submarinas, risers e linhas de fluxo, juntas, tampas de isolamento e outros equipamentos submarinos. Outro produto em exposição é o sistema de proteção antiabrasiva para cabos e tubos flexíveis Uraduct, especialmente desenvolvido para cabos submarinos de fibra ótica, energia, umbilicais, linhas de fluxo, mangueiras e produtos agregados.

Química e Derivados, Tubos flexíveis Uraduct são usados para proteger cabos
Tubos flexíveis Uraduct são usados para proteger cabos

Já a Trelleborg Industrial Solutions, com fábrica em Santana do Parnaíba-SP, vai expor mangueiras para distinas aplicações offshore. Concebida para os terminais e unidades flutuantes, a mangueira flutuante ou submarina Sealine produzida no Brasil, atende aos requisitos estabelecidos pela norma GMPHOM 2009, trabalhando com pressão nominal (WRP) até 21 bars.

Acesso ao motor – O CAT EMSolutions (Equipment Management Solutions) é o carro-chefe da Sotreq na Brasil Offshore: trata-se de uma solução tecnológica, associada à prestação de serviços, para acesso remoto aos motores CAT, para o gerenciamento e o monitoramento de condições operacionais em tempo real. “Ela está sendo apresentada ao mercado brasileiro pela primeira vez”, informa Diego Reis, gerente comercial para o mercado de óleo e gás da Sotreq.

Química e Derivados, Reis: Sotreq apresenta sistema para monitoramento remoto
Reis: Sotreq apresenta sistema para monitoramento remoto

A despeito do cenário atual no setor, a empresa, que participa do evento desde a primeira edição, explica que sua presença é uma demonstração do compromisso da Sotreq com a indústria de óleo e gás. “A feira é sempre uma excelente oportunidade não somente para encontrar os clientes, mas também para fazer novos contatos, reforçar nossa marca e divulgar as novidades das linhas de produtos e serviços e dos investimentos em prol do melhor atendimento a esse mercado”, reitera Reis.

Segundo ele, a estratégia da empresa é estar próxima do cliente, para conhecer as suas operações e necessidades e oferecer soluções customizadas em suporte ao produto. “Isso inclui o fornecimento de peças originais e execução de serviços de qualidade para os equipamentos Caterpillar, MaK, EMD e CAT Propulsion instalados na frota dos clientes, adicionando valor à sua cadeia produtiva por meio da superação permanente dos desafios”, complementa.

Revendedor exclusivo de máquinas, equipamentos e serviços da Caterpillar, a Sotreq atende as regiões Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil. A companhia também comercializa produtos e serviços MaK em todo o território brasileiro e em alguns países da América do Sul. Pertencem ao mesmo grupo empresarial da Sotreq as empresas Somov (movimentação de materiais), Soimpex (comércio exterior), Sitech (tecnologia e monitoramento) e MDPower (distribuidor master da Perkins). Recentemente a Sotreq anunciou sua participação na Radix, empresa brasileira de engenharia e software, que em 2014, faturou R$54 milhões e tem por meta crescer 30% em 2015.

Química e Derivados, Atkinson: plataforma permite gerar relatórios de pintura
Atkinson: plataforma permite gerar relatórios de pintura

Plataforma eletrônica – Com a linha de produtos International, a AkzoNobel vai mostrar suas soluções em revestimento e pintura. Além de um amplo portfólio, apresentará o Interplan Mobile. Trata-se de uma plataforma eletrônica que possibilita a criação de relatórios de inspeção de pintura e auxilia os gerentes de projetos a planejar o orçamento de manutenção para a proteção anticorrosiva de longo prazo dos revestimentos, por meio de inspeções frequentes.

“Nosso know-how está totalmente alinhado à filosofia da AkzoNobel que busca, constantemente, melhorias e desenvolvimento de novas gerações de produtos”, afirma Nigel Atkinson, Diretor Regional Protective Coatings América do Sul.

Com fábrica estabelecida no município de São Gonçalo desde 1926, por meio de sua marca International, a companhia oferece suporte técnico ao leque de produtos, que tem vantagens competitivas e ambientais.

Primeiro lugar no Índice Dow Jones de Sustentabilidade por três anos consecutivos, a AkzoNobel antecipou-se à legislação, retirando metais pesados, como cromo e chumbo, de suas formulações. “Nossa política de administração de produtos (product stewardship) garante que sempre iremos buscar oferecer soluções formuladas com base nas regulamentações mundiais, o que nos coloca à frente de diversos regulamentos em alguns países”, finaliza Atkinson.

Química e Derivados, Linha Loctite Pipe Repair permite reparar tubos de aço com rapidez
Linha Loctite Pipe Repair permite reparar tubos de aço com rapidez

Alternativas em reparação – Esse é o foco da Henkel, que participa desse evento desde 2007, buscando reforçar sua inserção no mercado offshore. “Esse segmento tem forte demanda por manutenção de equipamentos como tanques, centrífugas, bombas e dutos expostos a ambientes agressivos e altamente corrosivos”, comenta Hugo Ladeira, gerente de negócios de Adesivos Gerais da Henkel para a América Latina.

Atenta às necessidades de manutenção industrial, a empresa supre o mercado com inovações como o Loctite 4090, primeiro adesivo híbrido, e a linha Loctite Pipe Repair, para reparação de tubulações de aço, além das já conhecidas soluções da linha Loctite para manutenção industrial.

“A linha Loctite Pipe Repair é uma solução inovadora de reparação para tubulações de aço, por se constituir em alternativa rápida e econômica à substituição dos equipamentos e outros métodos de reparo tradicionais”, pontua Ladeira. Seu sistema de reparo reforça e sela os tubos de aço desenvolvidos para alta pressão, temperatura e resistência química.

Certificado pela norma ISO/TS 24817 e pela DNV-GL, a solução, por fornecer componentes para preparação de superfícies, reforço e revestimento superior, é aplicável diretamente na superfície de tubos com corrosão externa, danos químicos ou desgaste mecânico, podendo ser utilizado ainda em unidades petroquímicas, de energia e instalações hidráulicas.

A empresa também vai divulgar o adesivo híbrido Loctite 4090, que abre possibilidades de novas aplicações e soluções ao oferecer desempenho de alta qualidade em ambientes extremos e em condições desafiadoras. “A combinação da força de adesão de um epóxi e a rapidez de aplicação de um cianoacrilato permite que o Loctite 4090 apresente resistência a alto impacto e vibração, e força de adesão em grande variedade de substratos, como metais e a maior parte de plásticos e borrachas”, explica o gerente de negócios.

Resistente a temperaturas até 150ºC e a umidade, além de preencher folgas de até 5 mm, o adesivo híbrido apresenta rápido tempo de fixação até mesmo em baixas temperaturas (5ºC), baixo Blooming (embranquecimento) e boa resistência aos raios UV. “Ele assegura a versatilidade necessária para resolver grande parte dos desafios de projeto, montagem e reparação”, conclui Hugo Ladeira.

Química e Derivados, Cavalcanti: lubrificantes para suportar solicitações severas
Cavalcanti: lubrificantes para suportar solicitações severas

Lubrificantes especiais – A Klüber Lubrication, empresa do grupo alemão Freudenberg, vai levar para a feira a linha de lubrificantes especiais para o setor de petróleo e gás. “São óleos e graxas de alta performance desenvolvidos para superar os desafios do setor”, diz Marcelo Cavalcanti, gerente de mercado da Klüber.

Responsável pelo atendimento às empresas da cadeia de O&G na América do Sul, ele destaca a redução dos custos operacionais e a melhoria da produtividade como os diferenciais desses produtos, principalmente quando são aplicados com a prestação de serviços técnicos.

“Estes benefícios são assegurados ao cliente pelos atributos de nossos lubrificantes, que garantem melhor desempenho e maior confiabilidade dos equipamentos, além de reduzir o número de paradas para manutenção ou intervenção”, frisa Cavalcanti.

De acordo com o gerente de mercado, a participação na feira, pela segunda vez, é estratégica para a empresa, por colocá-la muito próxima dos usuários finais de seus produtos nos segmentos de offshore, oil&gas e marine.

“Trata-se de uma feira direcionada a mercados que são foco tanto da Klüber como de outras empresas do grupo Freudenberg com as quais temos sinergias. Isso torna a participação em conjunto uma ferramenta muito importante no desenvolvimento de novos negócios”, conclui.

Presente no Brasil há mais de 40 anos, onde lidera o mercado em que atua, a Klüber tem centros de serviços em diversas regiões. Entre os produtos expostos, destacam-se as soluções sintéticas para compressores de gás e as biodegradáveis para embarcações offshore, como AHTS (Anchor Handling Tug Supply), FPSO, entre outras homologadas nos principais fabricantes de equipamentos (OEM).

O Grupo Freudenberg atua nos segmentos de vedação, controle de vibrações, não tecidos, lubrificantes especiais, agentes desmoldantes, filtração, dentre outros, tem outras cinco empresas do conglomerado no Brasil: Freudenberg-NOK, Freudenberg Performance Materials, EagleBurgmann, Chem-Trend e SurTec. Desde julho de 2012, atua também por meio da joint venture TrelleborgVibracoustic.

Padronização de sistema – Foi na Rodada de Negócios da Brasil Offshore de 2001 que os sócios da Vicel, Eduardo Arruda e Celso Oliveira, apresentaram pela primeira vez as soluções fabricadas pela Severn Trent DeNora aos representantes da Petrobras. Dois anos mais tarde, com a assinatura do contrato de fornecimento dos equipamentos para a plataforma P-27, a empresa mudou sua sede para Macaé, onde permanece desde então.

Química e Derivados, Brasileiro: tratamento de água cinza inova e amplia mercado
Brasileiro: tratamento de água cinza inova e amplia mercado

O êxito da primeira participação no evento faz a Vicel retornar à feira realizada a cada dois anos. “Até então, a Vicel focava suas atenções exclusivamente na Marinha do Brasil, com a padronização das unidades de tratamento Omnipure nas fragatas, corvetas e navios-patrulha da esquadra. Mas via uma oportunidade enorme na cadeia produtiva de óleo e gás”, lembra Helio Brasileiro, diretor comercial do Grupo Vicel.

“Para nós, a Brasil Offshore é o principal evento do setor em 2015. O fato de ser realizada em Macaé, próximo à Petrobras e às demais empresas da cadeia produtiva de óleo e gás, eleva ainda mais sua relevância”, diz. Além de aumentar a exposição da marca, dos produtos da empresa e de suas representadas, a feira é vista pelo executivo como uma excelente oportunidade para reforçar os relacionamentos e as parcerias desenvolvidas ao longo de 20 anos de história.

A maior expectativa é que as ações de promoção voltadas ao lançamento do Ecopack, nome da nova geração de seu pioneiro sistema de tratamento de água cinza, acelerem a padronização do sistema nas plataformas de nossos clientes. “Temos diversos fornecimentos em fase de negociação e acreditamos que os benefícios associados ao novo design sejam percebidos por eles. Isto significa que, além de manter o mesmo padrão de segurança e confiabilidade, nosso sistema se tornou ainda mais fácil de ser instalado, requerendo manutenção mínima”, salienta Brasileiro.

A exposição do primeiro equipamento Ecopack da nova geração, aliada a uma apresentação técnica no dia 25/6 (quinta-feira), às 18h, no Pavilhão do Conhecimento Offshore, vai dar aos clientes a oportunidade de conferir todas as inovações que o design oferece.

O Espaço do Conhecimento Offshore ocupa uma sala de auditório em plena área de exposição. Durante os quatro dias da feira, terá uma programação intensiva de palestras de expositores e parceiros sobre novas tecnologias e aplicações de produtos e serviços especializados.

Opção portátil – Depois do sucesso do seu odorizador de gases, a Vibropac amplia a linha apresentando ao mercado uma versão portátil, concebida para ser um sistema pequeno, para utilização em ramais derivativos que necessitem de reforço de odorização, ou como um sistema de reserva (backup) para substituição temporária em unidades fixas, no caso de paradas para manutenção corretiva ou preventiva.

Com a mesma eficiência do sistema de grande porte, o odorizador de gases portátil é uma solução simples e com excelente custo/benefício, de acordo com a empresa, que destaca como principais características a disponibilidade nos mais variados ranges de vazão e pressão de operação aliada à assistência técnica e treinamento local.

A empresa também colocará em exposição a linha de bombas herméticas fabricadas pela Hermetic, que podem operar em ambientes com temperaturas de fluido de -160°C até 480°C, pressões até 120 MPa e potência entre 1 kW e 670 kW.

A Hermetic já forneceu mais de 200 mil equipamentos em todo o mundo para as aplicações tóxicas ou perigosas mais graves, que requerem tolerância zero no que se refere a vazamento. Além de comercializar essa linha da parceira, a Vibropac vai prestar serviço pós-venda, oferecendo atividades como comissionamento, modificações e inspeções, bem como a garantia de fornecimento de peças de reposição com uma disponibilidade mundial.

Luz para ambientes explosivos – Estreando na Brasil Offshore, a Tramontina Eletrik quer apresentar seus lançamentos ao mercado, além de reforçar a divulgação dos equipamentos já comercializados para o setor. “Com foco no mercado industrial, especialmente refinarias e plataformas, a Tramontina Eletrik, por meio de sua Divisão Ex, lançará luminárias LED e fluorescentes para ambientes com atmosferas explosivas”, revela o diretor Roberto Aimi.

Para o público focado em tecnologia e economia da energia, a luminária LED à prova de explosão LUEx é o grande destaque. Em formato redondo e design moderno, compõe-se de cinco conjuntos de LEDs alimentados independentemente, com 130W de potência (aproximadamente 20 mil lúmens). Fabricada em liga de alumínio isenta de cobre, tem acabamento de pintura eletrostática a pó na cor cinza Munsell N6.5, com proteção à prova de explosão (Ex d) para zona 1, grupo de gases IIC e classe de temperatura T6.

“No segmento de fluorescentes, estamos lançando as luminárias de Emergência LFEx para atmosferas explosivas. São fabricadas de poliéster reforçado com fibra de vidro na cor cinza claro e difusor em policarbonato transparente, para uma ou duas lâmpadas de 18W, 36W e 58W”,explica o executivo.

Fundada em 1976, na cidade de Carlos Barbosa-RS, a Tramontina Eletrik é a empresa do Grupo Tramontina que fornece soluções técnicas para produtos destinados a instalações elétricas. Seu parque fabril, com 39 mil m², conta com 13 células de injeção de alumínio e 18 de injeção de plástico, e possui capacidade instalada para processar 4.800 t/ano de alumínio e 3 mil t/ano de plástico, estando apta a fabricar mais de sete mil itens dentro dos mais altos padrões de qualidade e precisão, sempre com matérias-primas certificadas. Em 2015 a empresa ampliará seu parque fabril em 12 mil m² com o início da operação de um novo pavilhão, que permitirá aumentar a produção em 40%.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.