Brasil Offshore 2009 – Montada no centro logístico da Bacia de Campos, feira de Macaé conquista lugar na agenda mundial do setor

Química, Petróleo e Energia, Brasil Offshore

O Norte Fluminense confirma sua vocação e status de principal província petrolífera, a despeito de o pré-sal da Bacia de Santos ser o grande hit do momento. Macaé foi o centro das atenções da cadeia produtiva de óleo e gás do Brasil e do exterior durante a 5ª Brasil Offshore, realizada entre 14 e 17 de junho. Dos quase 650 expositores presentes (o maior número desde que a feira foi criada), mais de 20% (138) eram empresas estrangeiras, sem contar os grupos internacionais sediados e atuantes no país e, portanto, integrantes da chamada indústria local. É bem verdade que as principais petroleiras internacionais, que têm ativos no Brasil, não estavam presentes, até mesmo por conta da dinâmica de compras e serviços, muitas vezes já contratados com as suas parceiras em escala global.

No total, houve um aumento de 18% no número de expositores, a despeito dos altos custos das frações dos 31 mil metros quadrados ocupados pela exposição. Preços que seguem os mesmos padrões de eventos internacionais, como a Offshore Technology Conference (OTC), realizada em Houston (EUA) e considerada a maior do mundo no setor.

Um investimento razoável para quem deseja ingressar ou ampliar sua participação nesse setor que vem tendo uma participação crescente no Produto Interno Brasileiro – já está em torno de 10% – e parece ser o único a não apresentar sinais recessivos, na opinião de analistas. O fato é que feiras como a Brasil Offshore podem gerar bons resultados: negócios da ordem de R$ 119,7 milhões nos próximos doze meses, em decorrência de rodada e encontros realizados durante o período da feira. Expectativa condizente com o porte desta feira, que é a terceira maior das Américas, perdendo apenas para a afamada OTC e para outro evento brasileiro, a Rio Oil & Gas. Isso confirma a posição do Brasil no cenário internacional como uma das mais atrativas províncias petrolíferas do mundo, com valiosas (e crescentes) reservas de petróleo e gás. Atração reforçada pela posição de liderança da Petrobras em águas profundas e ultraprofundas e, mais ainda, no pré-sal do planeta.

O número de autoridades e representantes de empresas presentes na abertura também reforça o status que a Brasil Offshore atingiu. Além do prefeito de Macaé, Riverton Mussi, e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Estado do Rio de Janeiro, Julio Bueno, também marcaram presença o gerente-executivo de Exploração e Produção do Pré-Sal, José Miranda Formigli; o gerente-geral da Unidade de Negócios da Petrobras na Bacia de Campos (UN-BC), José Airton de Lacerda; e o diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Nelson Narciso.

Engrossava a lista de participantes VIP o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustível (IBP), João Carlos de Luca; o diretor-geral da Organização da Indústria do Petróleo (ONIP), Eloi Fernandez Y Fernandez; o representante da OTC no Brasil, Fernando Machado; o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, Raul Eduardo David de Sanson; e, claro, o anfitrião Eric Henderson, diretor da Brasil Offshore.

Economia movida a petróleo – “A Brasil Offshore consolidou Macaé como a capital nacional do petróleo e polo internacional de atração de empresas do setor”, comemora o prefeito Riverton Mussi. Mais feliz ainda pelo fato de a feira ter movimentado toda a rede de serviços da cidade. Dos quase 50 mil visitantes registrados, boa parte era proveniente de outras cidades e estados, além dos estrangeiros. Na semana da feira, a economia cresce em torno de 40%, gerando cerca de três mil empregos temporários.

“Os negócios gerados durante a feira contribuem para aquecer a economia do município ao longo do ano”, avaliou o prefeito da cidade, que tem em torno de 180 mil habitantes e cresceu de forma desordenada com as riquezas geradas pelo petróleo. Isso porque Macaé se tornou a base operacional de todas as atividades de exploração e produção da Bacia de Campos, que responde por mais de 80% do petróleo nacional.

Com um PIB per capita 30% maior do que a média nacional, o município concentra mais de 3.500 empresas da cadeia produtiva de petróleo e gás e abriga a Unidade de Negócios de E&P da Bacia de Campos da Petrobras. Macaé sedia o evento desde a sua criação, em 2001. No entanto, o centro de exposições local, mais conhecido como Macaecentro, dá indícios de ter se tornado pequeno para abrigar uma feira internacionalizada.

A empresa organizadora, Reed Exhibitions Alcantara Machado, já começou a trabalhar para assegurar que a próxima edição, em junho de 2011, não sofra restrições por questão de espaço. “Já estamos em contato com a Prefeitura para ver como poderemos ampliar a área que a feira ocupa no Macaecentro”, declarou Eric Henderson, diretor da Brasil Offshore, que está com boas perspectivas para a feira de 2011. “Cerca de 35% das empresas expositoras este ano já renovaram participação para a próxima edição”, revelou.

Para assegurar a expansão deste encontro, que reúne todos os principais agentes do setor petrolífero, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Ser­viços, Julio Bueno, reforçou a presença do governo fluminense na feira este ano. Sua equipe montou um estande para oferecer financiamento e consultoria a empresas interessadas em investir no estado. Consultores da Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (Investe Rio) apresentavam linhas de financiamento, com taxas de juros a partir de 2% ao ano e longos prazos de pagamento.

Uma equipe da Companhia de Desenvolvimento Industrial (Codin) prestou consultoria e assessoria em questões como incentivos tributários, localização e mão-de-obra aos interessados em investir no estado. Contou com o apoio do Departamento de Recursos Minerais (DRM), que contribuiu com seus mapas para a identificação de oportunidades de expansão, principalmente no interior. Para promover a aproximação entre expositores e fornecedores fluminenses, o programa Compra Rio teve um representante disponível no espaço.

“A Brasil Offshore deste ano tem uma nova dimensão, acompanhando a posição que o Brasil passou a ocupar no cenário mundial após as descobertas de grandes reservas de petróleo na camada pré-sal. As fronteiras agora são outras, assim como os desafios tecnológicos das empresas e os investimentos necessários”, afirmou Bueno. “O mais importante é trabalhar para viabilizar a produção, pois petróleo bom é petróleo monetizado”, concluiu o secretário, que já ocupou cargos na direção da Petrobras.

Fugindo da crise – As empresas participaram da Brasil Offshore 2009 em busca de oportunidades de negócios num setor que está aquecido, a despeito da crise financeira internacional e das oscilações nas cotações do petróleo. O foco da maioria das empresas não estava apenas na Petrobras, a única das grandes petroleiras que atuam no país presente nesta feira, mas também nos grupos de epecistas (de EPC, sigla em inglês de Engineering, Procurement and Construction), que executam os grandes empreendimentos para esta indústria (plataformas, unidades de tratamento de gás, malha de dutos, refinarias).

Química e Derivados, Cláudio Carvalho, Gerente regional de vendas da Sew-Eurodrive, Brasil Offshore
Cláudio Carvalho: motorredutores para vários tipos de aplicações

Muitas estavam de olho nas possíveis parcerias ou mesmo no fornecimento de tecnologia, produtos e equipamentos para as empresas que prestam serviços estratégicos para as petroleiras, desde a sísmica e perfuração à completação e poços. “Durante a feira tivemos a oportunidade de fortalecer a marca SEW e estreitar o relacionamento com os nossos clientes, além de apresentar as novidades em equipamentos para o setor”, destacou Cláudio Carvalho, gerente regional de vendas da Sew-Eurodrive. A empresa alemã, com 78 anos de atividades, faz parte do grupo Eurodrive, um dos líderes mundiais no fornecimento de soluções em acionamentos como motorredutores, conversores de frequências e redutores industriais.

Na filial fluminense, Carvalho dá atendimento não só ao setor de petróleo e gás, como também à indústria de alimentos e bebidas, metal-mecânica, entre outros. Presente em 46 países, a empresa tem 12 fábricas instaladas em outras regiões, incluindo o Brasil, além de 64 montadoras localizadas em vários pontos do mundo. Atualmente, o grupo emprega mais de 12 mil funcionários e fatura globalmente cerca de 1,8 bilhão de euros.
Cláudio Carvalho destacou que o público que visitou o estande gostou das novidades e inovações tecnológicas apresentadas ao mercado, além da já conceituada linha de motorredutores de pequeno porte, do redutor industrial MC e dos servoacionamentos associados a uma estrutura que fornece serviços de automação.

Da petroquímica para o offshore – Reforçar sua posição como empresa que atende às necessidades de manutenção industrial com inovações na linha de adesivos anaeróbicos, cianoacrilatos, epóxis, lubrificantes, compostos antidesgaste e argamassas. Este foi o objetivo da Henkel, empresa que atua em toda a cadeia petroquímica e que deseja ser um parceiro estratégico no setor offshore.

“O setor petroquímico precisa cada vez mais de soluções rápidas, eficientes e inovadoras na área de manutenção industrial. A Henkel agrega valor aos negócios dos clientes com produtos de alta tecnologia para cada tipo de demanda”, disse Sérgio Redondo, gerente de Negócios Loctite Mercosul. Ele observa que o segmento offshore está em ascensão no Brasil, com forte demanda por manutenção de equipamentos como tanques, centrífugas, bombas e dutos expostos a ambientes agressivos e altamente corrosivos Por isso mesmo, além da ampla linha para manutenção industrial, da marca Loctite, a Henkel lançou na feira o Loctite Nordback 7255 Sprayable Ceramic, epóxi bicomponente para revestimento de diversos tipos de superfícies, com alta resistência a produtos químicos e à abrasão, com o grande diferencial da aplicação em spray.

Química e Derivados, Sérgio Redondo, Gerente de Negócios Loctite Mercosul, Brasil Offshore
Sérgio Redondo: química acelera os trabalhos de manutenção

“Trata-se de um produto de alto desempenho em revestimento de superfícies, com alta resistência e fácil aplicação por spray, sendo livre de solventes e proporcionando acabamento liso e brilhante, com boa adesão em diferentes tipos de superfícies”, explicou. O produto pode ser aplicado em grandes áreas e superfícies complexas nas quais o uso do pincel é difícil, como em tanques, bombas, centrífugas e componentes internos e externos.

Outro produto inovador da empresa é o Loctite Convertedor de Ferrugem, que leva ao segmento industrial proteção adicional contra oxidação: além de converter a ferrugem, cria uma película protetora. No estande, a Henkel levou toda a linha Loctite, para aplicações off e onshore, no downstream e no upstream, buscando ser a grande parceira da indústria petrolífera. Conta com o respaldo de mais de 130 anos de atividades globais em três áreas estratégicas de negócio – Adesivos, Selantes e Tratamento de Superfícies, Cosméticos e Detergentes. Razão pela qual figura entre as 500 maiores companhias listadas na revista Fortune. Ela quer incrementar seus negócios na área industrial, responsável por 40% das vendas da companhia, que obteve um lucro operacional de 1,46 bilhão de euros no ano passado. No país desde 1955, a Henkel Brasil obteve em 2008 um faturamento de aproximadamente R$ 800 milhões (cerca de 300 milhões de euros, com o câmbio médio de 2008).

Crescimento à vista – Ampliar suas operações em Vila Velha-ES, planta fabril voltada para o mercado petrolífero é a expectativa da Prysmian, líder no segmento de cabos e sistemas de energia e telecomunicações, que fornece uma extensa linha de umbilicais e acessórios para as operações de extração de petróleo em águas profundas. Daí sua participação na Brasil Offshore para mostrar parte de sua linha completa de produtos e soluções, incluindo cabos umbilicais com tubos de aço, cabos de potência, cabos ópticos para monitoramento de sinais, cabos com tubos flexíveis e cabos para bombas submersas.

Química e Derivados, Jorge Minas, Diretor de Marketing Institucional da Prysmian, Brasil Offshore
Jorge Minas: investimentos mantidos para ampliar produção nacional

“A Brasil Offshore, como sempre, é mais uma oportunidade para a empresa reafirmar seu know-how no segmento de cabos e sistemas para exploração de petróleo em águas profundas, mostrando sua capacidade no desenvolvimento de soluções tecnológicas para seus atuais e futuros clientes”, destacou Jorge Minas, diretor de Marketing Institucional da Prysmian (antiga Pirelli Cabos).

Segundo ele, os grandes destaques apresentados no estande foram os produtos desenvolvidos e fabricados para seus principais clientes nos últimos meses, na planta capixaba. Entre os destaques estavam os umbilicais com tubos de aço para o Plangás, umbilicais eletro-hidráulicos para as plataformas P51, P52, P53 e P54 (todas da Petrobras), e os cabos eletro-ópticos para transporte de potência e comunicação fornecidos para o Campo de Peregrino, da StatoilHydro e Anadarko.

A empresa aproveitou a oportunidade para anunciar que, mesmo diante do atual cenário mundial, foi mantido o investimento de US$ 125 milhões para a expansão da unidade capixaba, anunciado no ano passado pela matriz, na Itália. Com estes recursos, a empresa erguerá uma nova fábrica no mesmo local, para complementar a atual. Ela terá sua produção voltada à fabricação de tubos flexíveis para transporte de óleo e gás, composto de armações metálicas e materiais termoplásticos de alta resistência para aplicações offshore.

Com 40% de market share no segmento no Brasil, a Prysmian é a única fornecedora de cabos utilizados na extração petrolífera em alto mar que produz no país uma linha completa de produtos neste segmento. No Brasil, com 25% de market share, a empresa possui seis unidades fabris – uma em Santo André-SP, três em Sorocaba-SP, uma em Joinville-SC, além da de Vila Velha.

Novas oportunidades – Líder global na distribuição de fios e cabos, com atuação nas áreas de segurança, dados, voz e vídeo, a Anixter usou a Brasil Offshore como um espaço estratégico para conquistar o mercado de óleo e gás. “A feira foi uma grande oportunidade para mostrarmos o nosso portfólio completo de soluções, além de ser um espaço ideal para firmar relacionamentos e realizar prospecções”, disse João Cesar Cardoso, gerente de produto para Wire&Cable da Anixter.

Química e Derivados, João Cesar Cardoso, Gerente de produto para Wire&Cable da Anixter, Brasil Offshore
João Cesar Cardoso: portfólio de produtos e serviços apoia o crescimento

A meta da empresa é ampliar a sua participação no mercado de cabos elétricos direcionados, principalmente, aos nichos de petróleo e gás. “O momento é propício, pois, graças à descoberta de novas fontes de combustíveis, as empresas estarão mais abertas a propostas para investimento em infraestrutura. Logo, há perspectivas para grandes e importantes negócios”, reforçou Cardoso. Segundo ele, o grande diferencial é a própria política global da companhia: venda consultiva, logística disponível para emergências (incluindo galpão próprio de armazenamento), prazos de entrega e preços competitivos. “No evento, pudemos mostrar aos nossos potenciais clientes a possibilidade de customização de um projeto, assim como a capacidade de realizar um trabalho de consultoria para orientá-los corretamente”, salientou o gerente.

A divisão de fios e cabos da Anixter tem parcerias com os principais fornecedores mundiais, entre os quais a Belden/Hirschmann/Lumberg, General Cable/Phelps Dodge, Prysmian e Poliron – sendo que as duas últimas estavam presentes na feira de Macaé. A expectativa é de ampliar a sua participação no faturamento na América Latina de forma progressiva. “Os meios para ascender no mercado latino-americano constam da nossa política de investimento em novas formas de atuação regional, ampliação do portfólio de produtos, aumento e qualificação dos profissionais e acompanhamento dos próprios nichos nos quais queremos atuar de forma massiva: indústrias de automação, mineração, infraestrutura portuária, combustíveis fósseis, renováveis e energia alternativa”, finalizou o executivo.

Manutenção e segurança – Com foco nestes dois aspectos, a quarentona SH acredita que é estratégico participar nos eventos do setor de petróleo e gás. “É importante para reforçar a marca e alavancar novos negócios”, afirmou o diretor Wolney Amaral. Segundo ele, a empresa dispõe de uma boa estrutura para atender à crescente demanda da área industrial, mantendo uma equipe de engenheiros e técnicos qualificados para atender exclusivamente o mercado de montagem e manutenção industrial. “Só no ano passado, investimos cerca de R$ 1 milhão em treinamento e R$ 10 milhões em novos equipamentos para locação”, informou.

Piso metálico leve, escada modular e andaime tubular foram alguns dos produtos destacados no estande da empresa. O piso metálico leve desenvolvido pela SH possui furos e ranhuras que impedem o acúmulo de água, ao mesmo tempo em que tornam a superfície antiderrapante. “O equipamento é simplesmente apoiado sobre as travessas do andaime e travado por um grampo metálico emborrachado, que além de fixar evita que o piso deslize sobre a travessa”, explicou um técnico.

Amaral afiançou que os equipamentos são entregues em perfeito estado de conservação e manutenção e de acordo com as necessidades do cliente. “Perseguimos implacavelmente metas de qualidade, além de investir em inovações para aumentar ainda mais nossa competitividade.” Para isso, a empresa dispõe de um sistema de logística que planeja e controla o fluxo e a armazenagem dos equipamentos, reduzindo significativamente o tempo requerido para o atendimento. E oferece aos seus clientes um serviço de consulta ao contrato via internet, o SH on-line, garantindo maior confiabilidade e segurança aos contratantes dos equipamentos SH.

Com uma divisão específica para o atendimento do segmento industrial, com três unidades exclusivas – no Rio de Janeiro, Camaçari-BA e São Paulo –, a empresa possui um total de onze unidades espalhadas estrategicamente em oito estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Pernambuco, Paraná, Espírito Santo e Bahia.

Tecnologia robusta – Uma inovação que, segundo a empresa, irá revolucionar o setor petroquímico e de plataformas foi o destaque da centenária EagleBurgmann, que lançou na Brasil Offshore 2009 um novo selo a gás para compressor de alta performance, o CobaSealTM. A empresa afirma que além do design robusto, o selo tem uma inovação tecnológica que permite ao produto ter uma durabilidade muito superior aos demais utilizados no mercado. “Hoje, os selos a gás para compressores têm durabilidade variável entre dois e oito anos. O CobaSealTM vai aumentar consideravelmente esses intervalos de manutenção, podendo chegar a dez anos”, afiançou Carlos Gaigher, diretor-geral da EagleBurgmann do Brasil, empresa do grupo Freudenberg, fundado em 1884.

Química e Derivados, Carlos Gaigher, Diretor-geral da EagleBurgmann do Brasil, Brasil Offshore
Carlos Gaigher: novos selos admitem intervalo maior entre pardas

Desenvolvido nos mesmos moldes que os selos existentes no mercado, o novo produto da EagleBurgmann pode ser montado em todos os equipamentos, sem a necessidade de alterações nos compressores. A taxa de vazamento também foi consideravelmente reduzida, chegando a 90% menos que a dos selos convencionais. “Por causa do efeito aeroestático, gerado pelo projeto especial das faces, o CobaSealTM opera sem contato entre as mesmas em qualquer condição de operação, evitando o desgaste e garantindo uma maior vida útil ao selo”, garantiu Gaigher. “A redução dos períodos para manutenção influencia diretamente na produção, já que isso significa uma parada de mais de um dia do equipamento”, complementou o executivo.

Para garantir o abastecimento do mercado, inclusive o brasileiro, o grupo construiu um novo anexo na fábrica de Eurasburg. “Essa unidade tem capacidade de atender a pedidos customizados e vai abastecer o mundo todo, inclusive o Brasil”, finalizou Gaigher. A empresa, que é conhecida pela inovação tecnológica e produção em selos mecânicos e acessórios, oferece soluções de vedação para equipamentos rotativos em diversos segmentos, desde óleo e gás, químico e petroquímico, refinaria, energia, papel e celulose, farmacêutico, tratamento de água e mineração.

 

 

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