Equipamentos e Máquinas Industriais

Bombas – Produção local sofre com câmbio defasado

Antonio C. Santomauro
14 de fevereiro de 2012
    -(reset)+

    Energia cara pede melhor controle

    Pelas estimativas de André Luis Garrido, responsável pela área de produtos da Grundfos, aproximadamente um quarto de todos os motores elétricos existentes no mundo estão ligados a bombas. Eles consomem cerca de 10% da energia elétrica total. É hoje perfeitamente possível otimizar esse consumo, reduzindo o índice de participação dos motores das bombas no uso total de energia para a casa dos 6%, como explicou.

    Mas essa otimização deve considerar todo um conjunto, composto pelas próprias bombas, pelo correto dimensionamento dos invólucros que as protegem, pelos motores com os quais elas se movimentam e pelos sistemas de automação e controle. As bombas, ele detalhou, estão já próximas ao limite de sua evolução, mas mesmo assim é possível conseguir avanços, por exemplo, com detalhes como a solda dos rotores a laser, em substituição à solda por pontos. “Com as soldas a laser é possível reduzir em algo entre 1% e 2% o consumo de energia”, destaca o profissional da Grundfos (empresa que, no segmento industrial, tem entre os itens mais fortes de seu portfólio bombas multiestágio verticais em linha, usadas em sistemas de pressurização, em lavagem e limpeza, e em alguns sistemas de indústrias químicas e bebidas, entre outros).

    O motor, prossegue Garrido, é também fundamental para a eficiência do conjunto. A empresa produz motores desenvolvidos especificamente para bombas, com potência até 22 kW. “Esses motores já atendem às normas da EUP (Energy Using Products, diretiva para motores elétricos na Europa), que serão obrigatórias a partir de 2017”, acrescentou o profissional da Grundfos.

    E, ainda de acordo com Garrido, sistemas de controle e monitoramento permitem reduzir ainda mais o consumo de energia. Recentemente, a Grundfos começou a trazer para o Brasil sistemas desse gênero específicos para bombas. “Temos, por exemplo, um sistema de gerenciamento remoto com o qual é possível, via web, obter informações sobre percentuais de operação e possíveis problemas, além de controlar remotamente alguns parâmetros”, comentou. “Nosso sistema de pressurização Hydro PMC tem uma interface remota, via ethernet, com a qual é possível realizar qualquer operação feita in loco”, complementa Garrido.

    Moldes, da KSB, também vê nos sistemas de automação e controle componentes capazes de ampliar a eficiência energética do uso das bombas, até porque, quando é desenvolvido um projeto de automação de uma estação mais antiga, normalmente há também a troca de alguns conjuntos de bombas e motores por outros mais modernos

    A KSB, afirma Moldes, já disponibiliza diversos produtos destinados à automação de sistemas de bombas. “No Brasil, a demanda por essa tecnologia é ainda bastante pequena, comparativamente a outros mercados”, disse. “Mas também aqui ela começa a ser utilizada, por exemplo, na indústria química, na produção de açúcar e álcool e na mineração, pois nesses setores há intensa demanda de energia para bombeio. E a energia, além de cara, hoje é também escassa”, finalizou.

     

    Confira também:



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *