Equipamentos e Máquinas Industriais

Bombas – Economia aquecida atrai mais fabricantes ao país

Antonio C. Santomauro
14 de fevereiro de 2012
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    química e derivados, Jorcelino Diniz, da Flowserve, RJ

    Diniz: US$ 50 milhões para triplicar capacidade no RJ

    Mas também a indústria petrolífera, crê o profissional da Omel, deve este ano ampliar suas encomendas, favorecidas pela chegada da nova presidente da Petrobras. “No ano passado, a Petrobras praticamente não comprou nada: ela anuncia vários investimentos, que não sei por que são sempre adiados”, lamentou Vallo.

    Equipamentos maiores – Anúncios de investimentos bastante significativos, porém continuamente postergados – não apenas por parte da Petrobras, mas mesmo de outros setores –, são observados também por Jorcelino Diniz, da Flowserve. Tais anúncios, ele acrescenta, atraem ainda mais fabricantes de bombas para o mercado local e aprofundam a sua já acirrada competitividade.

    Além disso, acrescenta Diniz, exige-se conteúdo nacional de seus fornecedores. A Petrobras – responsável por 80% dos negócios realizados no ano passado pela Flowserve – também requer dos epecistas prioridade para os integrantes de sua vendor list (lista de fornecedores pré-qualificados pela empresa). Mas os epecistas, ele ressalva, preocupam-se muito com os preços e eventualmente solicitam à Petrobras permissão para recorrer a nomes que não constam dessa lista.

    Por enquanto, disse Diniz, as encomendas geradas pelos epecistas ainda são atendidas por empresas instaladas no Brasil: “Mas, para atender a essa demanda, esses fornecedores precisam sacrificar muito suas margens.”

    Em relação a 2010, afirma Diniz, no ano passado a Flowserve registrou um incremento de negócios de aproximadamente 10%. “Este ano, devemos crescer algo entre 15% e 20%”, prevê.

    Na KSB, a perspectiva para este ano é de um incremento de faturamento situado na faixa entre 5% e 10%. “No ano passado, houve um crescimento moderado no mercado: talvez uns 5% no geral, e até uns 8% em alguns segmentos, como química e petroquímica”, destaca Moldes.

    Este ano, a KSB foi acionada para projetos importantes em áreas como indústria química e papel e celulose. Mas no setor do saneamento, tanto no tratamento de água quanto no de esgoto, os investimentos estão ainda “muito abaixo do planejado”. De acordo com Moldes, “os órgãos federais, estaduais e municipais têm planos para o saneamento, mas a implantação dos projetos tem ainda escala muito pequena. E o Brasil precisa investir nessa área, na qual está muito distante não apenas dos países desenvolvidos, mas também de alguns emergentes”.

    química e derivados, bomba para petróleo, Carmelo Fernandez Moldes, presidente da KSB no Brasil

    Moldes (esq.) e Pugliese mostram bomba para petróleo

    O presidente da KSB reconhece: a indústria de bombas e a própria KSB, que hoje realiza um terço de seus negócios com a indústria do petróleo, prepararam-se para investimentos maiores por parte da Petrobras. “Mesmo assim, no ano passado, já houve um investimento importante na área do refino, e este ano deve haver bom volume de recursos em produção de petróleo”, comenta. “E agora os recursos não virão apenas da Petrobras, mas também dos novos investidores desse mercado: caso da OGX, com quem já participamos de alguns projetos.”

    Atualmente, observa Moldes, é crescente a demanda por bombas capazes de trabalhar com números de pressão ou de vazão, sempre maiores. A própria KSB, pensando no pré-sal, já testa bombas capazes de suportar pressões de até 400 Bar, mesmo sendo ainda pouco comuns as situações nas quais é preciso utilizar equipamentos para pressões de 200 Bar. “Essas novas necessidades alteram os projetos em vários aspectos: espessuras de paredes, resistência de materiais, selagem e vedação, entre outros. É uma tecnologia muito mais sofisticada, não existente no mundo, na qual a Petrobras será absolutamente pioneira”, ele destaca.

    Mesmo antes de chegar ao pré-sal, mas na própria atividade de refino, a Petrobras já requer da KSB bombas com desempenho elevado – ainda neste primeiro semestre, a empresa entregará onze bombas para a torre de refrigeração da Rnest (Refinaria do Nordeste), projetadas para vazões bastante significativas. “Elas têm diâmetro de saída de 800 mm”, explica Biagio Pugliese, diretor comercial e de marketing da KSB. “Para a unidade de hidrocraqueamento do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), forneceremos um equipamento especial de alta pressão de descarga: 206 Kgf/cm2, equivalente a uma pressão superior a 2 mil metros de coluna de água”, complementa Pugliese.

     

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