Equipamentos e Máquinas Industriais

Bombas – Economia aquecida atrai mais fabricantes ao país

Antonio C. Santomauro
14 de fevereiro de 2012
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    Linhas ampliadas – No Rio de Janeiro, deverá ser inaugurada em junho uma fábrica adicional da Flowserve que, nessa mesma cidade, há várias décadas, produz uma diversificada linha de bombas industriais. A nova planta, afirma Jorcelino Diniz, diretor comercial da empresa, resultará de investimentos de aproximadamente US$ 50 milhões. “E terá capacidade de produção três vezes superior à atual”, ressaltou.

    A atual fábrica de bombas da Flowserve será desativada, e a nova planta focará o segmento dos produtos designados internamente na empresa como engenheirados, destinados principalmente à Petrobras e ao setor de saneamento. “A produção de bombas voltadas ao mercado industrial, no qual enfatizaremos nossa marca Durco, será transferida para nossa unidade de São Caetano do Sul-SP, onde fabricamos válvulas e selos mecânicos”, acrescentou Diniz.

    A brasileira Omel, diz Corrado Vallo, vice-presidente do Conselho de Administração, no ano passado, alocou cerca de US$ 4 milhões na atualização de seus equipamentos, e destinou mais US$ 1,5 milhão a áreas como pesquisa e desenvolvimento. Seus investimentos devem continuar este ano: “Precisaremos ampliar nossa equipe com pelo menos mais dois engenheiros – temos quatro –, e mais uns quatro ou cinco desenhistas”, detalhou Vallo.

    A Grundfos, de origem dinamarquesa, inaugurou em janeiro, em Recife-PE, um centro de distribuição dedicado especificamente às regiões norte e nordeste do país. Inicialmente, afirma a coordenadora de marketing Viviane Lorenzetti, essa unidade focará principalmente o segmento das bombas domésticas, comercializadas via revendedores.

    Mas a Grundfos, cujo portfólio inclui bombas industriais, investirá ainda em ações de qualificação dos profissionais que lidam com os vários modelos de seus produtos: relançará a Academia Grundfos, localizada em São Bernardo do Campo-SP, para oferecer neste ano, sempre gratuitamente, mais de quarenta ações de treinamento, em áreas como aplicações, soluções e manutenção de bombas. “Esperamos a participação de aproximadamente seiscentos profissionais nessas ações”, estima Viviane.

    Horizonte mais promissor – Esses vários investimentos dos produtores de bombas ocorrem em uma conjuntura mais favorável, em relação à do ano passado. Mas, considerando-se as expectativas geradas por anúncios anteriores de investimentos em áreas como a indústria petrolífera e a de saneamento, tais perspectivas parecem ser apresentadas de maneira bastante cautelosa.

    A Netzsch, cuja capacidade produtiva já havia sido ampliada em 30% no decorrer de 2010, trabalha este ano com uma projeção de incremento de negócios de aproximadamente 10%. “Após uma certa estagnação em 2009 e em 2010, decorrente da crise internacional, o mercado registrou alguma elevação no ano passado e nós crescemos cerca de 5%”, avaliou Silvio Beneduzzi, diretor-geral da unidade de fabricação de bombas da Netzsch.

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    Ele prevê para 2012 um crescimento mais consistente, impulsionado principalmente pela indústria do petróleo. E esse impulso não virá apenas da principal empresa desse setor: “A demanda de equipamentos para exploração offshore – para a qual fornecemos bombas de fuso – não vem apenas da Petrobras, mas também de outros grupos, como OGX e Sete Brasil”, relatou Beneduzzi.

    Já o setor de saneamento mantém seus investimentos, se não em grandes projetos, ao menos em quantidade significativa de ações menores. Para esse mercado, a Netzsch está agora lançando no mercado nacional as chamadas ‘bombas de lóbulos’, fabricadas na Alemanha desde 2001, mas agora produzidas também aqui.

    “Essas bombas complementam nossa oferta de bombas helicoidais, pois são mais compactas, e assim mais adequadas a projetos nos quais há problemas de espaço, além de poder trabalhar com vazões maiores (até mil m3/h)”, detalhou Beneduzzi.

    Na Omel, as novidades incluem uma bomba com acoplamento magnético, que reduz enormemente a possibilidade de vazamentos, pois o líquido bombeado fica contido em uma espécie de caneca. É, portanto, indicada para o trabalho com produtos tóxicos, cancerígenos e/ou inflamáveis, e já foi comercializada para clientes como Petrobras, Braskem e Bayer. “Antes, esse modelo de bomba não era fabricado no Brasil”, afirma Vallo.

    Silvio Beneduzzi, diretor-geral da unidade de fabricação de bombas da Netzsch.

    Beneduzzi: produção local manteve a competitividade

    A Omel também ampliou sua linha de bombas centrífugas para óleo e gás, contando agora com um modelo com fluxo axial, desenvolvido para a Petrobras, adequado para bombear grandes volumes de líquidos em alturas manométricas menores. E está ingressando no segmento das bombas de múltiplo estágio: vários impelidores montados em um mesmo rotor, com função similar à de várias bombas ligadas em série, nas quais a descarga de uma é realizada na sucção da seguinte. “Já colocamos duas bombas com dois estágios na refinaria de Manguinhos e profissionais da Petrobras virão aqui acompanhar testes desse tipo de equipamento para podermos receber a certificação dessa empresa”, diz Vallo.

    Segundo ele, este ano deverá ser mais favorável aos negócios da indústria de bombas do que foi 2011, quando a Omel sequer conseguiu repetir o resultado obtido no ano anterior. Mas, por enquanto, os sinais de melhoria nos negócios percebidos por Vallo não provêm da indústria do petróleo, e sim de setores como a mineração, papel e celulose e indústrias química e petroquímica.

     



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