Álcool e Açúcar (usinas)

Biogás abre nova fronteira energética no interior – Meio Ambiente

Marcelo Furtado
19 de maio de 2020
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    Processo vai do Biogás ao biometano

    O biogás é obtido pela digestão anaeróbica, processo que converte material orgânico, pela ação de bactérias em ambiente de ausência de oxigênio, em metano, dióxido de carbono, gases inertes e compostos sulfurosos.

    Vários substratos podem ser empregados para a sua produção e o volume de biogás depende da tecnologia de digestão e do substrato. Ocorre de forma natural em plantações de arroz e aterros sanitários, por exemplo.

    O metano se destaca como componente volumétrico do biogás, em níveis que começam em 55% e vão até 70%; na sequência, o dióxido de carbono responde por taxas entre 30% e 45%. O poder calorífico do biogás varia entre 4.000 até 6.000 kcal/m³. Quando purificado como biometano, com até 96% do componente, o poder calorífico fica similar ao do gás natural, por volta de 9.200 kcal/m³.

    Para converter o biogás em biometano, as tecnologias removem o dióxido de carbono e o gás sulfídrico. O H2S é removido em uma primeira etapa, por processos químicos (lavagem com soda cáustica) ou físicos, com carvão ativado. Essa remoção é importante para evitar futuros processos corrosivos nos equipamentos.

    No caso do CO2, cuja remoção reduz a densidade relativa do gás e aumenta o poder calorífico, entre as rotas empregadas para separá-lo, as principais são a adsorção por balanço de pressão (PSA), absorção por lavagem com aminas, lavador com água e solventes orgânicos, e separação por membranas.

    NOTAS

    – Covid-19 e clima 1 – Embora ainda não se tenha evidência de que a difusão global do vírus da Covid19 tenha sido também influenciada diretamente pelo fenômeno da mudança climática, o centro para clima e saúde da Universidade de Harvard, nos EUA, preparou em seu website um Q&A para responder aos vários questionamentos que começaram a surgir depois da pandemia. Na sua primeira resposta, a prestigiosa universidade começa alertando que a mudança climática altera a forma como a humanidade se relaciona com outras espécies na Terra e isso aumenta o risco de infecções. “À medida que o planeta esquenta, animais grandes e pequenos, em terra e no mar, são levados para os polos para sair do calor. Isso significa que os animais entram em contato com outros animais que normalmente não encontrariam, criando uma oportunidade para os patógenos entrarem em novos hospedeiros”, diz o texto de Harvard. “Além disso, o desmatamento é a maior causa de perda de habitat do mundo. Isso força os animais a migrar e a potencialmente contatar outros animais ou pessoas e compartilhar germes”.

    – Covid-19 e clima 2 – Outra relação entre clima e a gravidade da pandemia, para Harvard, tem a ver com a poluição atmosférica, que aumenta o risco das pessoas adoecerem e contraírem pneumonia na sua forma mais grave. A universidade cita estudo que foi realizado com o vírus da Sars, intimamente relacionado com o Covid-19, que revelou que pessoas em regiões poluídas tinham duas vezes mais chances de morrer devido à infecção.

    – Cbios 1 – A Câmara dos Deputados aprovou a MP 897/2019, a MP do Agro, que além de criar fundos de garantia para empréstimos rurais, também dispõe sobre a Política Nacional de Biocombustíveis, o Renovabio. O tema mais aguardado nesse sentido é a emenda sobre a tributação dos créditos de descarbonização, os Cbios. A medida regulamenta a incidência do imposto sobre a renda exclusiva na fonte, com alíquota de 15%, sobre a negociação dos créditos.

    – Cbios 2 – As emissões dos Cbios, que devem ser feitas pelas usinas de biocombustíveis certificadas pela ANP e cujos títulos precisam ser adquiridos por distribuidores de combustíveis e por investidores interessados, está prometida para a segunda quinzena de abril na B3. Antes disso, depois do registro, os bancos precisam escriturar os títulos. Por enquanto, apenas o Santander havia firmado acordo com 16 usinas. A crise sanitária, porém, que afetou drasticamente a bolsa, pode atrasar o processo.

    – Cbios 3 – A estimativa até então do Ministério de Minas e Energia é a de que ainda em 2020 o Renovabio movimente mais de R$ 1,4 bilhão com a emissão dos títulos, tendo como base o valor médio de US$ 10 por Cbio e a meta do governo de as distribuidoras, para cumprirem sua parte na política, adquirirem 28,7 milhões de Cbios no primeiro ano em vigor.



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