Álcool e Açúcar (usinas)

Biocombustíveis – Investimentos – Perspectivas 2020

Hamilton Almeida
9 de abril de 2020
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    Petróleo & Energia: Biocombustíveis - Investimentos - Perspectivas 2020

    A evolução do uso de biodiesel, além de estar em linha com o RenovaBio, vai atrair investimentos de produção da ordem de R$ 1,2 bilhão, estima o executivo: “Serão necessárias 12 novas unidades com a capacidade média de 170 milhões de litros/ano, para atender o B15 nos próximos quatro anos. Isso significa novos empregos, geração de renda e movimentação da economia”.

    Minelli alega ser difícil afirmar com precisão os valores dos investimentos já realizados, tendo em vista a diversidade de biocombustíveis (biodiesel, etanol, biogás, etc.), bem como os diferentes períodos em que foram feitos: “Em relação ao biodiesel, a nossa estimativa é que já foram feitos investimentos da ordem de R$ 5,5 bilhões somente na produção direta, sem contar os valores destinados a projetos de ampliação da capacidade de processamento de grãos. Nos próximos anos, os investimentos na expansão da capacidade produtiva devem ficar em torno de R$ 2 bilhões”.

    Outro ramo que será alavancado é o de processamento de soja. A Ubrabio projeta um acréscimo de 15 milhões de t no processamento do grão, o que vai demandar aplicações privadas equivalentes a R$ 3,8 bilhões, além de promover agregação de valor à produção agrícola e fortalecimento da indústria nacional de carnes e derivados pela maior disponibilidade de farelo.

    O Brasil é o segundo maior produtor e consumidor de biodiesel, ao lado da Indonésia. Os EUA ocupam a primeira posição. Em 2019, quando o país produziu 5,9 bilhões de litros de biodiesel, o faturamento foi da ordem de R$ 15,67 bilhões.

    Minelli lembra que o biodiesel é um combustível biodegradável, que tende a absorver umidade com facilidade. Assim, a logística tende a operar com estoques reduzidos e alto giro. Com o aumento da demanda por diesel e a elevação do percentual mínimo na mistura, a projeção é que o consumo chegue a 10 bilhões de litros em 2023. Um ajuste nos estoques intermediários deve ser realizado, com investimentos também por parte da cadeia de distribuição.

    O biodiesel brasileiro reduz em cerca de 70% as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel derivado de petróleo. Em 2018, o Brasil consumiu 5,35 milhões de litros de biodiesel, evitando a emissão de 10,13 milhões de tCO 2 eq. O equivalente ao que seria absorvido por 867 mil hectares de reflorestamento (área pouco maior à Região Metropolitana de São Paulo).

    A cadeia produtiva do biodiesel emprega mais de 250 mil pessoas no Brasil, de acordo com a Agência Internacional de Energia Renovável (Irena). Quanto maior a produção de biodiesel, maior o valor agregado à cadeia produtiva das matérias-primas, como a da soja.

    Uma característica única do biodiesel brasileiro é o programa Selo Combustível Social (SCS). Ele exige que as usinas comprem parte da matéria-prima de agricultores familiares. Com capacidade instalada de 9 bilhões de litros/ano, as 52 unidades produtoras faturaram juntas, em 2018, R$ 14,1 bilhões, arremata Minelli.



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