Biodiesel

Biocombustíveis – Etanol e biodiesel projetam demanda aquecida

Hamilton Almeida
5 de abril de 2021
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    Ele acrescenta que, na safra 2020/21, na região Centro-Sul, a moagem deve terminar em 31 de março com 607,35 milhões de t (+2,88%), produção de açúcar de 38,82 milhões de t (+45,06%) e produção de etanol de 30,527 bilhões de litros (-8,21%). O rendimento industrial deve chegar a 144,80 kg de ATR por t de cana (+4,5%). Na soma das regiões Centro-Sul e Norte-Nordeste, a moagem deve chegar a 662,35 milhões de t (+3,06%), a produção de açúcar deve encerrar com 42,47 milhões de t (+43,5%), e a produção de etanol com 32,585 bilhões de litros (-8,45%).

    Pádua agrega que o forte veranico favoreceu a velocidade da colheita, com maior concentração de açúcares por tonelada de cana. Mais de 84% da cana é processada por usinas flex, de açúcar e etanol. E os 16% restantes são processados por usinas dedicadas a etanol de cana e de milho. “A grande vedete do ano foi o açúcar que trouxe uma remuneração bem adequada. O Brasil aproveitou essa oportunidade. Nos anos anteriores, o país havia diminuído e muito a sua participação no mercado internacional”, ressalta.

    Petróleo & Energia - Biocombustíveis - Etanol e biodiesel projetam demanda aquecida e ambiente favorável aos produtores - Perspectivas 2021 ©QD Foto: iStockPhoto

    Pádua: demanda global motiva usinas a produzir mais açúcar biocombustíveis

    Nastari comenta que a participação do etanol no consumo de combustíveis do ciclo Otto, em gasolina equivalente, cresceu de 30,3% em 2012, para 46% em 2019. Em 2020, com a pandemia e a queda acentuada no consumo de etanol hidratado, essa participação deverá cair para 45,3%, quando encerrados os números de dezembro de 2020.

    Mesmo assim, ele considera que é uma participação muito expressiva, em particular quando se leva em conta a sua expressão nos principais Estados consumidores (em 2019), como São Paulo, 64,0%; Minas Gerais, 56,5%; Goiás, 64,8%; Mato Grosso, 70,5%; e Paraná, 51,2%.

    Essa participação crescente do etanol se deveu ao aumento no consumo de etanol hidratado em relação ao de gasolina C (que leva anidro). Por outro lado, “desde 2012, o consumo de etanol para outros fins cresceu relativamente pouco, passando de 1,72 bilhões de litros para os 2,228 bilhões de litros na safra 2020/21, a terminar em 31 de março”.

    A pandemia – “Do ponto de vista da produção, a pandemia não impactou o setor, que gerou quase 40 mil novos empregos em relação à safra anterior”, declara o porta-voz da Única. Mas afetou a mobilidade. “No Brasil e no mundo, houve uma redução no mercado de combustíveis dos veículos leves”.

    Cerca de 90% da produção brasileira de etanol é destinada ao mercado interno. O restante é exportável e para uso não carburante. O que mudou foi a participação do milho, que aumentou 63%, passando de 1,62 bilhão de litros para 2,65 bilhões. A maior parte é produzida nos Estados do Mato Grosso e Goiás, informa Pádua. A estimativa de Nastari é que esta produção, que partiu de 141,3 milhões de litros em 2015, deve chegar a 8 bilhões de litros em 2027/28.

    Pádua conta que se vendia 1 bilhão de litros etanol para o mercado não carburante. Com a pandemia, a demanda subiu para 1,5 bilhão de litros: “O álcool 70% é um produto que veio para ficar e esse mercado deve continuar nesses patamares. Outra grande surpresa foi o aumento das exportações do etanol hidratado, também por causa do uso sanitário: álcool gel e álcool ٧٠%”. Se de um lado foi reduzido o consumo de etanol por causa da queda da mobilidade, por outro houve um incremento devido ao uso sanitário, tanto no mercado interno como no externo.

    Pelas contas de Nastari, as exportações de etanol cresceram de 1,895 bilhão de litros em 2019/20, para esperados 2,9 bilhão em 2020/21. As importações retrocederam: de 1,648 bilhão de litros em 2019/20, para esperados 1,25 bilhão em 2020/21.

    O etanol de segunda geração (E2G) chegou a um novo estágio. Segundo Pádua, a única planta comercial ativa, no Brasil e no mundo, é da Raízen. A Usina Costa Pinto, em Piracicaba-SP, já opera em escala industrial de produção e o objetivo do grupo é, de acordo com ele, expandir o E2G para outras plantas do grupo. O produto foi desenvolvido a partir de tecnologia que aproveita integralmente a cana-de-açúcar e tem menor pegada de carbono. Nastari revela que o E2G atingiu uma produção de 40 milhões de litros em 2020/21.



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