Biocombustíveis: Descarbonização gera recursos

Para ampliar oferta de cana e investir em projetos adicionais

No setor de biocombustíveis, entre as incertezas da resistente crise sanitária, a expectativa é por maior oferta de cana-de-açúcar e que a produção de etanol cresça proporcionalmente mais do que a de açúcar, informa o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio Padua Rodrigues.

“Vamos ver como o clima se comportará até abril”, diz, receoso.

Após um desempenho de safra com sobressaltos, ele acredita que haverá recuperação, este ano, na produtividade agrícola, com incremento na oferta de etanol e na quantidade de créditos de descarbonização (CBios) até 2031.

Para o CEO do grupo Datagro, Plínio Nastari, deverá haver “uma recuperação moderada na oferta de cana em 2022/23, para 562 milhões de toneladas na região Centro-Sul e 53 milhões de t no Norte-Nordeste.

O mix de produção deve continuar com forte influência na direção do açúcar, por conta dos preços relativos, o que significa que os produtores deverão dar prioridade na próxima safra, pela ordem: etanol anidro, açúcar mercado interno, açúcar mercado externo, e etanol hidratado”.

As estimativas da Datagro apontam que a produção total de etanol (anidro mais hidratado), na safra 22/23, totalize 32,97 bilhões de litros, contra 29,85 bilhões de litros em 21/22, 32,49 bilhões de litros em 20/21, e 35,59 bilhões de litros em 19/20.

Nastari leva em conta que “as chuvas têm sido abundantes nesse verão nos principais estados produtores de cana da região Centro-Sul, notadamente em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e nas microrregiões de Ribeirão Preto-SP e São José do Rio Preto-SP.

Apesar da recuperação pluviomérica, o canavial ainda está impactado pelo atraso no desenvolvimento fisiológico, pelo desenvolvimento irregular causado por falhas de brotação, e a presença mais aguda de mato e pragas como a cigarrinha, broca e Sphenoferus levis (bicudo)”.

As intempéries climáticas provocaram uma redução na quantidade de cana processada.

Padua avalia que a safra, que se encerra em março deste ano, feche com 525 milhões de t processadas, redução de 13,3% na comparação com as 605 milhões de t no ciclo 20/21.

Pelos cálculos da Unica, 55,13% da cana-de-açúcar processada na atual safra serão destinados à produção de etanol, contra os 53,93% observados no ciclo anterior.

Com isso, o volume total de etanol produzido deve alcançar 27,7 bilhões de litros, uma retração de 8,7% no comparativo com a safra 20/21.

A produção de açúcar também deve registrar redução: cerca de 32 milhões de t ante 38,5 milhões no ciclo anterior.

Os números da Datagro são semelhantes: a moagem de cana deverá encerrar no Centro-Sul com cerca de 528,5 milhões de t, produção de açúcar de 32,25 milhões de t e de etanol de 27,70 bilhões de litros.

Na região Norte-Nordeste, cuja safra se encerra em 31 de agosto de 2022, a moagem é estimada em 52,5 milhões de t, produção de açúcar de 2,975 milhões de t, além de 2,144 bilhões de litros de etanol.

Biocombustíveis – Descarbonização gera recursos para ampliar oferta de cana ©QD Foto: iStockPhoto
Plínio Nastari, CEO do grupo Datagro

“A redução se deveu à menor precipitação pluviométrica gerada pela anomalia La Niña, pelas geadas no final de julho de 2021 e os subsequentes incêndios nos canaviais. O consumo dos motores de ciclo Otto também sofreu um impacto significativo, em particular a partir de setembro. Em função da menor competitividade dos preços na bomba e dos sinais de recessão econômica sobre o consumo geral de combustíveis, as vendas de etanol pelas usinas do Centro-Sul para o mercado interno permaneceram baixas até o último mês de dezembro”, comenta Nastari.

Com relação às exportações, espera-se que, “na safra 21/22, as vendas externas caiam para 1,9 bilhão de litros, contra 2,924 bilhões de litros na safra 20/21. Os principais destinos permanecem sendo os Estados Unidos, Coreia do Sul e portos no Norte da Europa”.

O que aumentou foi a produção de etanol anidro. A expectativa é que o crescimento seja de 13,7% ao final da safra, totalizando cerca de 11 bilhões de litros.

O volume produzido de etanol hidratado, por sua vez, deve alcançar 16,7 bilhões de litros, registrando queda de 19,3% na comparação com o ciclo anterior.

Biocombustíveis – Descarbonização gera recursos para ampliar oferta de cana ©QD Foto: iStockPhoto
Antonio Padua Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica)

“Essa projeção é reflexo do cenário vivenciado ao longo desta safra. No lado da demanda, sofremos com as restrições de mobilidade. Apesar de tudo, o setor se mostrou resiliente e está conseguindo atender de forma satisfatória a demanda pelo biocombustível”, destaca Padua.

O executivo da Unica lembra que, “em abril do ano passado, já se sabia que haveria uma redução, uma quebra agrícola, por causa do veranico prolongado.

O que não esperávamos é que ela se potencializasse com uma geada muito forte. A terceira variável veio em setembro: clima muito seco e incêndios criminosos. Isso tudo potencializou a quebra da ordem de 80 milhões de t”.

Nastari salienta que a redução do consumo, e o consequente fraco ritmo de vendas de etanol, reforça mais uma vez a perspectiva de que, apesar da oferta menor em 21/22, não faltará etanol em estoque na região Centro-Sul. Conforme a Datagro, os estoques de etanol anidro deverão totalizar 848 milhões de litros no final de março de 2022, aumento de 21,3% ante 31 de março de 2021, o correspondente a quase 30 dias de consumo.

Enquanto isso, os estoques de etanol hidratado poderão chegar a 744 milhões de litros no final de março de 2022, queda de 23,1% em um ano, devendo manter os preços do combustível ao consumidor ainda em patamares menos competitivos com relação aos preços da gasolina.

Os estoques de etanol anidro nas mãos das usinas do Centro-Sul totalizaram 3,334 bilhões de litros em 31 de dezembro, aumento de 18,5% ante a mesma data de 2020, enquanto os estoques de etanol hidratado alcançaram 3,901 bilhões de litros, queda de 18% em um ano.

Consumo – Nastari frisa que “houve uma mudança significativa com menor consumo de etanol hidratado e maior consumo de gasolina C e, consequentemente, de etanol anidro, em particular no ano de 2021”.

Motivos: tanto pela perda de poder aquisitivo quanto pela menor competitividade na bomba, o consumo de etanol hidratado encolheu 37,1% em novembro, para 1,071 bilhão de litros.

Com isso, o consumo de etanol hidratado totalizou 15,509 bilhões de litros de janeiro a novembro, queda de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado e de 24% em relação ao mesmo período de 2019.

O consumo de gasolina C (gasolina regular, misturada com 27% de etanol anidro) em novembro ainda apresentou crescimento modesto de 5,3% em relação ao ano anterior, de 3,389 bilhões de litros, mas ainda insuficiente para compensar toda a queda no consumo de etanol hidratado no mercado.

De janeiro a novembro, o consumo de gasolina C no Brasil somou 35,198 bilhões de litros, um aumento de 9,6% em relação ao mesmo período de 2020 e de apenas 1,7% em relação ao mesmo período de 2019.

Milho – “A produção de etanol de milho cresceu muito, de 2,65 milhões para 3,5 milhões de litros”, enfatiza Padua. O incremento deve se prolongar para a próxima safra, que iniciará em abril, pois “há plantas novas no Mato Grosso do Sul e em Goiás e expansão na produção no Mato Grosso e em Goiás também”.

A CerradinhoBio é um exemplo da expansão do etanol de milho: vai investir R$ 1,4 bilhão na construção e capital de giro da primeira fase da nova indústria da subsidiária Neomille, em Maracaju (MS).

A unidade terá capacidade para processar até 1,2 milhão de t de milho por ano, resultando em 550 milhões de litros de etanol, 330 mil t de DDGS (Dried Distillers Grains with Solubles), 105 GWh de energia e 22 mil t de óleo.

As obras da primeira fase começarão em março, logo após a obtenção da Licença de Instalação. O início da produção está previsto para o segundo semestre de 2023.

Segundo Nastari, o etanol produzido no Brasil é classificado principalmente como de primeira geração. Um volume ainda incipiente, de cerca de 40 milhões de litros/ano, é representado por etanol de segunda geração (2G), que é produzido basicamente a partir de bagaço e palha de cana-de-açúcar.

Ele acredita que o etanol de segunda geração tem um futuro promissor.

Aplicações – Padua assegura que o grande investimento de 2022 será na atividade agrícola. “Temos capacidade para processar 700 milhões de t de cana e processamos 550 milhões de t.

Deve haver investimentos na renovação dos canaviais e, para cumprir as metas do RenovaBio, com aumento na oferta de etanol de milho.

Nos próximos anos, haverá investimentos também no biogás e no biometano para produzir mais energia elétrica e substituir o diesel em tratores e caminhões”.

Nastari expressa que “investimentos continuam sendo feitos no setor de forma intensa nas seguintes atividades: renovação da frota de colhedoras e tratores; diversificação na direção de mais bioeletricidade e biodigestão para produção de biogás e biometano; integração entre a produção de cana e milho para a produção de etanol, em particular nos Estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; variedades de cana mais resistentes a pragas e a seca, e práticas mais modernas de multiplicação como Meiosi, mudas pré-brotadas e em breve semente de cana”.

RenovaBio – O ano de 2021 marcou a consolidação da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), de acordo com balanço da Unica: a geração de créditos de descarbonização (CBios) deve atingir mais de 30 milhões de títulos – essa quantidade, somada ao estoque existente no início do ano, supera em mais de 8 milhões a meta estipulada pelo governo federal para 2021, de aproximadamente 25 milhões de créditos. Isso significa que foi evitada a emissão de mais de 30 milhões de t de CO2.

Do ponto de vista de Nastari, o Renovabio completa dois anos de implementação bem sucedida. Mesmo com a corrida de última hora para adquirir os CBios, nem todas as distribuidoras conseguiram cumprir as suas metas individuais para 2021. No total, foram aposentados 24.400.193 títulos em 2021, o que corresponde a 98,2% da meta anual, de 24,86 milhões.

Considerando o excesso de CBios aposentados por algumas distribuidoras em 2020 e a quantidade de distribuidoras que não cumpriram suas metas anteriores, a meta do RenovaBio para 2021 foi atendida em 97%. Das 142 distribuidoras de combustíveis com metas fixadas para 2021, ele faz o seguinte resumo:

– 102 cumpriram integralmente as metas individuais;

– 16 aposentaram CBios em quantidade igual ou superior a 85% da meta, após terem cumprido integralmente a meta anterior, caracterizando o estabelecido no § 4º do artigo 7º da Lei 13.576/2017: “Até 15% da meta individual de um ano poderá ser comprovada pelo distribuidor de combustíveis no ano subsequente, desde que tenha comprovado cumprimento integral da meta no ano anterior”;

– 7 aposentaram em quantidade inferior a 85% da meta individual;

– 17 não aposentaram.

A propósito, ressalta Nastari, a ANP concluiu, em primeira instância, o julgamento dos processos administrativos sancionadores instaurados contra as 35 distribuidoras de combustíveis que não cumpriram suas metas individuais de aquisição de CBios do período 2019-2020.

Em observância aos critérios estabelecidos no artigo 6º do Decreto nº 9.888, de 2019, foram aplicadas 35 multas que variaram entre R$ 100 mil, valor mínimo estabelecido na Lei nº 13.576/2017, e R$ 9,48 milhões.

Ele considera interessante notar também que as partes não obrigadas do programa RenovaBio resolveram aposentar 1.342 CBios em dezembro, totalizando 1.392 em 2021, o que deverá ser descontado nas metas individuais das distribuidoras em 2022.

A corrida para adquirir CBios proporcionou um novo impulso aos preços durante o mês de dezembro, com o crédito chegando a ser negociado a R$ 62,46/t CO2 no dia 14 de dezembro.

Desde então, o preço estabilizou em torno de R$ 60/t CO2, fechando a R$ 58,67/t CO2 no último dia de negociação. Considerando o volume de CBios adquiridos pelas distribuidoras, o valor médio ponderado em 2021 foi de R$ 39,21/t CO2.

“Como a geração de novos CBios deverá ficar abaixo das metas do RenovaBio pelo menos entre os anos de 2022 e 2023, o mercado já começou a precificar a tendência de um balanço mais enxuto no médio prazo, o que justifica a firmeza das cotações nas últimas sessões de 2021”, prossegue.

Entre as distribuidoras já há 5,136 milhões comprados que poderão ser utilizados no cumprimento de suas metas em 2022, o que corresponde a 14,1% da meta total para este ano”, observa.

A geração de créditos de descarbonização atingiu 2,446 milhões em dezembro, contra 2,642 milhões no final de 2020. Dessa forma, a geração de CBios totalizou 30,768 milhões em 2021.

Contabilizando o excedente de 4,18 milhões em 2020 menos a meta do RenovaBio de 2021, o mercado já contará com um estoque inicial de 10,08 milhões para 2022 – a meta do RenovaBio para 2022 é de 35,98 milhões.

As 34 usinas sócias da Copersucar ultrapassaram a marca de 8 milhões de CBios nos dois anos do programa, o que lhe garante a liderança neste quesito com 17% de participação.

O grupo já evitou o lançamento de mais de 8 milhões de t de carbono, efeito semelhante ao trabalho de 56 milhões de árvores, crescendo e absorvendo carbono por 20 anos.

O gerente de sustentabilidade, Bruno Alves Pereira, também sustenta que 2021 “marca o sucesso do programa”.

Biocombustíveis – Descarbonização gera recursos para ampliar oferta de cana ©QD Foto: iStockPhoto
Bruno Alves Pereira, gerente de sustentabilidade da Copersucar

E expõe: “A quantidade de créditos totais gerados pelo mercado em 2021 equivale ao serviço ambiental de 243,8 milhões de árvores crescendo por 20 anos em termos de captura de carbono. Adicionalmente, as usinas estão fazendo um esforço como nenhum outro setor para certificação do etanol com desmatamento zero, rastreabilidade cada vez mais detalhada dos seus fornecedores e cada vez menos intensidade de carbono nos seus produtos”.

Na safra 2020/2021, a Copersucar comercializou mais de 11,1 bilhões de litros de etanol e 5,4 milhões de t de açúcar, triplicando o seu lucro líquido (R$ 375 milhões).

Biodiesel – O CEO da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Donizete Tokarski, não está nada satisfeito.

Biocombustíveis – Descarbonização gera recursos para ampliar oferta de cana ©QD Foto: iStockPhoto
Donizete Tokarski, CEO da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio)

“A decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de manter em 10% o percentual de mistura de biodiesel ao diesel fóssil, quatro pontos percentuais a menos que o previsto para março pela legislação, é míope, equivocada e não oferece ganhos à sociedade.

Não aquece a economia, não incentiva a indústria nacional e nem considera a saúde dos brasileiros. Foi uma frustração e uma verdadeira tentativa de desconstruir o Programa Nacional de Produção e uso do Biodiesel (PNPB)”.

E vai além: “o conselho desconsiderou até mesmo a lei do petróleo que prevê, entre outras diretrizes, o aproveitamento racional das fontes de energia para preservar o interesse nacional, a promoção do desenvolvimento, a ampliação do mercado de trabalho e a valorização dos recursos energéticos nacionais, além de proteção do consumidor e do meio ambiente.

A mesma lei estabelece que a política energética do país deve aproveitar nossas fontes alternativas de energia e o desenvolvimento geral”.

O que fazer? Ele garante que continuará “tentando sensibilizar as autoridades para que revejam a resolução e retomem a agenda estabelecida pela Resolução CNPE nº16/2018 que prevê a mistura B14 (14% de biodiesel), em março/2022, e B15, em março de 2023”.

A atual capacidade de produção de biodiesel é de 11,8 bilhões de litros/ano, suficiente para atender uma mistura de até 18%. Se considerarmos as ampliações industriais em curso e a supersafra de soja prevista, o setor poderá produzir outros 2 bilhões de litros/ano”.

Na mesma linha de raciocínio, “a ampliação do uso do biodiesel até B20, em 2028, levará o Brasil a retomar o protagonismo em biocombustíveis em razão do diferencial comparativo em todos os fatores de produção”.

Indagado sobre o biodiesel premium, Tokarski respondeu que com “o aprimoramento em curso na ANP das especificações, consideradas uma das mais rigorosas do mundo, este biocombustível brasileiro atingirá níveis ainda mais elevados de qualidade.

Sobre a qualidade, nota-se uma grave omissão do CNPE que não considerou esse princípio, uma vez que a decisão privilegia a importação de tipo de diesel S 500 (500 partes por milhão de enxofre) já banido em outros países, inclusive da América do Sul, por ser de péssima qualidade e comprometer a saúde pública”.

O principal entrave para que a produção seja ampliada é, testemunha Tokarski, a interrupção do cronograma de mistura do biodiesel ao diesel:

“A cadeia produtiva do biodiesel já proporcionou substanciais investimentos no território nacional. Estima-se que, nos últimos 15 anos, houve investimentos superiores a R$ 10 bilhões com um parque industrial de 54 usinas. Além disso, existem outras 11 unidades em construção e mais 4 em processo de ampliação para produção de energia limpa. O nosso parque industrial está apto a produzir biodiesel para atender ao percentual de mistura de 14%, como prevê o cronograma da lei. Outra dificuldade para o setor é a adoção de um modelo de comercialização de biodiesel ainda sem regras definitivas”.

Não é demais recordar: “Desde a adoção da mistura obrigatória, de janeiro de 2008 a dezembro de 2020, a produção e uso de 46,6 bilhões de litros de biodiesel permitiu a redução de emissões de 88,5 milhões de toneladas de CO2, 396 t de CO, 36 t de material particulado e 24 mil t de SOx. Isto equivale ao plantio de 646 milhões de árvores em 44 mil km², equivalente à área do Estado do Rio de Janeiro”, contabiliza o CEO da Ubrabio.

“Quanto ao impacto econômico, com a devida segurança jurídica e desejável previsibilidade exigida pelo setor, estima-se, com o B20 em 2028, investimentos adicionais de cerca de R$ 22 bilhões em 48 unidades de processamento de soja e de 59 plantas de produção de biodiesel”, agrega.

A Ubrabio representa mais de 40% da produção de biodiesel no país. Estima-se a produção este ano de cerca de 6,6 bilhões de litros, com faturamento aproximado de R$ 38 bilhões.

O Brasil deve permanecer na 3ª posição mundial como produtor, ficando atrás da Indonésia e dos Estados Unidos.

E a entrada no mercado do carro elétrico? Padua, da Unica, não se preocupa: “Há espaço para tudo. Acreditamos no RenovaBio.

O Brasil vai cumprir as metas que assumiu na COP. Acreditamos no carro com motor híbrido. Do ponto de vista de sustentabilidade, o etanol é imbatível. O setor crê fortemente nisso e continuará investindo no etanol”.

Já Tokarski, pensa que, “em razão do peso das baterias, o preço dos veículos e questões que envolvem logística e autonomia, dificilmente permitirão no curto prazo a utilização de veículos elétricos, principalmente para o transporte de carga e passageiros que utilizam motores do ciclo Diesel”.

E arremata: “Diante do inigualável potencial brasileiro para a produção de biodiesel, este biocombustível é a solução mais viável para veículos do ciclo Diesel e o etanol para veículos equipados com motores de ciclo Otto”.

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