Comércio e Distribuição de Produtos Químicos e Especialidades

Biocidas: Insumos conservam produtos de limpeza e garantem sua eficácia

Antonio C. Santomauro
15 de setembro de 2014
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    Debora também constata um mercado hoje mais interessado em especialidades com as quais possa conferir aos produtos apelos de marketing diferenciados. “Estamos lançando um bactericida de longa duração, cujo efeito dura até 24 horas depois de aplicado; ele pode, por exemplo, ser utilizado para conferir efeito antimicrobiano a limpadores”, realça.

    A Ipel está lançando o conceito de “casa repelente a insetos”. Tal característica estará presente não apenas nas tintas e vernizes que recobrem móveis e paredes, mas também nos artigos utilizados na limpeza. “Sempre com origem vegetal, estamos desenvolvendo itens de limpeza, ceras, por exemplo, também repelentes a insetos”, realça Leite. Ele relata que inicialmente previa para este ano, nos negócios de sua empresa no segmento dos domissanitários, um incremento superior a 10% em comparação a 2013. “Mas agora esperamos crescer algo entre 5% e 6%”, projeta o diretor da Ipel.

    Química e Derivados,Mancilha: água sanitária terá norma específica

    Mancilha: água sanitária terá norma específica

    Água Sanitária – Tradicional na indústria de produtos para limpeza doméstica e de espaços institucionais, a categoria composta por águas sanitárias e alvejantes ainda cresce em ritmo intenso e, pelas estimativas da Abipla, no ano passado registrou um faturamento de aproximadamente R$ 1,36 bilhão (crescimento de 8,8% sobre 2012). Nos últimos cinco anos, enquanto o faturamento dessa categoria se expandiu em 49,6%, o segmento dos desinfetantes – com faturamento de R$ 643 milhões no ano passado – obteve no mesmo período aumento de 24,9%.

    Deve-se, porém, considerar que a expansão dessa categoria, até hoje muito calcada nos compostos com base no hipoclorito de sódio, nos últimos anos vem recebendo impulso também dos “alvejantes sem cloro”, produtos de maior valor, formulados com ingredientes como peróxido de hidrogênio, hidróxido de sódio ou percabonato de sódio, entre outros.

    E, se atualmente são regidas pela mesma norma, águas sanitárias e alvejantes brevemente devem ser objetos de regulamentações específicas da Anvisa, revelou Francisco de Mancilha, gerente-geral substituto da Gerência Geral de Saneantes dessa agência em palestra na última edição do Household/Autocare, evento dedicado aos fornecedores da indústria de domissanitários realizado no início de agosto, em São Paulo. “Também estamos discutindo com os demais países do Mercosul novas normas para o registro de produtos à base de hipoclorito de sódio, geralmente muito instáveis”, acrescentou Mancilha.

    Segundo ele, no ano passado a GGSAN da Anvisa realizou cerca 7,3 mil auditorias, ou seja, auditou cerca de 66%  das notificações e alterações de notificações que recebeu. “A ideia é aumentar esse percentual no decorrer deste ano”, afirmou. Aproximadamente 2 mil notificações e alterações de notificações foram canceladas em decorrência dessas auditorias, que constataram, entre outros problemas, uso de componentes não permitidos, ou indicações que não batem (referentes, por exemplo, a uma indicação que requer um registro para um produto que foi apenas notificado).

    Ainda em 2013, a GGSAN deferiu 1.030 novos registros e 1.442 alterações; a pedidos, houve 553 cancelamentos de registro, e foram indeferidos 156 – 6% do total – dos pedidos de registros, principalmente por problemas na rotulagem (registros são necessários para produtos cuja eficácia não pode ser diretamente determinada pelo usuário e impliquem maior risco – caso dos bactericidas –, enquanto a notificação, hoje totalmente online, recai sobre produtos como detergentes e amaciantes, entre outros).

    Mancilha também afirmou que, assim como já acontece com as notificações, até o final de 2015 também os registros de saneantes poderão ser realizados na Anvisa pelos canais on line, e não mais mediante os atuais documentos em papel; com isso, o tempo necessário a esse processo, que hoje pode superar sessenta dias, deve ser reduzido a menos da metade.

    Ele lembrou ainda que a análise dos ativos de produtos desinfestantes – como inseticidas e raticidas –, antes a cargo da Gerência Geral de Toxicologia da Anvisa, há cerca de seis meses passou a ser de responsabilidade da GGSAN, e com isso deverá ser agilizada. “Mas provavelmente será incluída a avaliação ambiental nessa análise”, complementou Mancilha.



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