Comércio e Distribuição de Produtos Químicos e Especialidades

Biocidas: Insumos conservam produtos de limpeza e garantem sua eficácia

Antonio C. Santomauro
15 de setembro de 2014
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    Portfólio amplo – Na brasileira Ipel, o portfólio de ativos para desinfetantes inclui quaternários de amônio até a chamada segunda geração – ainda predominantes nos artigos de limpeza de consumo mais massivo –, e também uma molécula incluída pela empresa na lista de produtos autorizados pela Anvisa para essa aplicação: a PHMG (polihexametileno guanidina).

    Química e Derivados,Pereira Leite: PHMG desinfeta por mais tempo e forma pouca espuma

    Pereira Leite: PHMG desinfeta por mais tempo e forma pouca espuma

    Essa molécula, destaca Luiz Wilson Pereira Leite, diretor de marketing da Ipel, é menos espumante do que os quaternários de amônio e, por não ser oxidante, não é consumida rapidamente, mantendo sua ação por mais tempo. Além disso, em termos de eficiência equivale à PHMB (polihexametileno biguanida) e, por ser menos agressiva que os quaternários, é utilizada em aplicações como desinfecção de piscinas. “Temos uma autorização da Anvisa para o uso da PHMG em domissanitários e ela deve ser incluída na próxima revisão de ativos desinfetantes mantidos pela agência”, afirma Leite.

    Por sua vez, a Poliyorganics começou a trazer recentemente para o Brasil a segunda geração dos quaternários de amônio da TH Water, empresa chinesa por ela representada no Brasil há quase seis anos. “Essa nova geração é composta por blends nos quais predominam carbonos da cadeia 10, e não de cadeia 12 ou 14, como é mais comum nesse gênero de produtos; a cadeia 10 é muito eficaz e, por isso, os produtos da linha podem ser utilizados em concentrações menores”, observa Mauro Majerowicz, CEO da Polyorganics. A TH Water, segundo informou, é a maior provedora de produtos para tratamento de águas da China, e os componentes utilizados nesse gênero de tratamento são muito utilizados também no mercado dos domissanitários.

    Química e Derivados, Majerowicz: novos quaternários são eficazes em baixa dosagem

    Majerowicz: novos quaternários são eficazes em baixa dosagem

    No segmento dos preservantes, a Polyorganics oferece para o mercado do household as benzoisotiazolinonas e compostos CIT/MIT com bronopol. “Estamos agora negociando com uma grande empresa norte-americana para trazer para cá alguns novos ativos, entre eles, blends nos quais há presença de hidantoína, ativo já muito utilizado em cosméticos, mas que está sendo trabalhado para chegar ao household”, complementa Majerowicz.

    Como desinfetantes, a Anvisa permite a utilização das substâncias antimicrobianas aprovadas pelas agências norte-americanas FDA (Food and Drug Administration) e EPA (Environmental Protection Agency), e pela Comunidade Europeia (no Quadro 1, links para acesso aos ativos antimicrobianos aprovados por elas). Caso deseje utilizar uma substância não constante dessas listas, a empresa interessada deverá apresentar as informações solicitadas pela norma dessa agência, designada por RDC 14/2007.

    Alguns ativos com história bastante tradicional na indústria brasileira de desinfetantes já não estão sendo aceitos pela Anvisa para essa aplicação: caso dos cresóis, recusados até pela possibilidade de virem contaminados com fenóis.

    Ativos para conservação – Os desinfetantes, especificamente, exigem ingredientes destinados a eliminar os micro-organismos dos ambientes ou objetos sobre os quais são aplicados, mas a grande maioria dos produtos de higiene e limpeza doméstica e institucional – os chamados domissanitários – utiliza os biocidas também para impedir que alguns micróbios proliferem em seu meio e os degradem.

    Química e Derivados, Relações de ativos permitidos pela ANVISA em desinfetantes

    Relações de ativos permitidos pela ANVISA em desinfetantes

    Essa segunda categoria de biocidas – cuja ação deve ser mais duradoura, para manter intacto o produto durante toda a sua vida útil –, integra as fórmulas de uma vasta gama de produtos de limpeza; em maior escala, daqueles mais diluídos em água, como detergentes, amaciantes e os próprios desinfetantes, entre outros.

    Os conservantes atualmente permitidos pela Anvisa em domissanitários estão listados na RDC Nº 30, de 2011 (ver Quadro 2). Essa lista é relativamente extensa, mas desde a proibição, há cerca de cinco anos, do uso de formaldeído em produtos de limpeza, prevalece o uso da composição CIT/MIT (cloro-metil com metil isotiazolinona), como ativo principal preservante desses produtos.



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