Comércio e Distribuição de Produtos Químicos e Especialidades

Biocidas: Insumos conservam produtos de limpeza e garantem sua eficácia

Antonio C. Santomauro
15 de setembro de 2014
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    Química e Derivados, Biocidas: Insumos conservam produtos de limpeza e garantem sua eficácia
    Eliminar de ambientes, objetos, alimentos e do corpo os micro-organismos potencialmente causadores de moléstias constitui prática habitual do ser humano para preservar a própria saúde e também a de quem lhe é próximo. Diversos produtos têm sido utilizados com essa finalidade, entre eles, o álcool, a água sanitária (nome popular da solução de hipoclorito de sódio) e os atuais desinfetantes. Nestes, os ingredientes ativos biocidas se combinam com os demais componentes da formulação, como surfactantes, água, corantes e fragrâncias, entre outros.

    Desinfetantes, define a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), “são formulações que têm na sua composição substâncias microbicidas e apresentam efeito letal para micro-organismos não esporulados”. A agência federal os agrupa em seis categorias: uso geral; para indústrias alimentícias; para piscinas; para lactários; hospitalares para superfícies fixas e hospitalares para artigos semicríticos.

    Química e Derivados, Bim: mercado quer ingredientes para produtos multifuncionais

    Bim: mercado quer ingredientes para produtos multifuncionais

    Nos desinfetantes de uso geral – utilizados em domicílios e em outros espaços de uso comum –, os biocidas atualmente mais utilizados fazem parte do conjunto dos quaternários de amônio, havendo também aplicações, entre outros ativos, das biguanidas, como a molécula PHMB (polihexametileno biguanida), e a clorexedina.

    Embora predominantes nesse mercado, os quaternários de amônio seguem em evolução, estando já subdivididos em pelo menos cinco distintas gerações, sendo a mais recente desenvolvida para ser mais eficaz que a anterior. A primeira delas é composta pelos cloretos de benzalcônio, e a segunda por substituição de radicais que se ligam à amina central; as demais gerações foram obtidas por misturas de produtos das gerações anteriores, aproveitando o efeito sinergístico entre eles.

    Agora, a multinacional de origem suíça Lonza está colocando no mercado um novo quaternário, comercialmente denominado Lonzagard Carbosan, que, como explicou Vinícius Bim, gerente regional de marketing da área de consumer care da empresa, caso fosse inserido nessa segmentação geracional, estaria adiante da quinta geração, até porque, diferentemente das demais, não contém cloro e, por isso, apresenta características anticorrosivas.

    Em vez de integrar esse ativo à sequência usual de diferenciação dos quaternários – que ele considera sem sentido e mesmo pouco correta, pois uma nova geração deveria se referir a uma nova molécula –, Bim a aponta apenas como um quaternário de última geração. “Esse produto já está sendo utilizado em produtos para desinfecção hospitalar”, afirmou.

    Química e Derivados, Debora: bioluminescência indica contaminação microbiológica

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    Porém, essa aplicação em hospitais conta com outras opções de biocidas, além das versões mais modernas de quaternários de amônio: entre eles, o glutaraldeído, integrante do portfolio da Dow (que o comercializa com a marca Ucarcide 50). “É um ativo totalmente biodegradável e, por sua alta efetividade, é mais usado em desinfecção hospitalar”, ressalta Débora Takahashi, especialista técnica em biocidas da Dow .

    Segundo ela, análises realizadas por sua empresa detectaram, porém, que grande parte do glutaraldeído utilizado no mercado latino-americano – especialmente de origem chinesa –, continha também, de forma não declarada, formaldeído, adicionado para baratear seu custo. E, como os testes empregados pelas empresas para o controle de qualidade não detectam esse formaldeído misturado ao glutaraldeído, muitas delas acabam por utilizá-lo sem ter ciência disso.

    A Dow desenvolveu testes capazes dessa detecção e atualmente mantém uma campanha destinada a ampliar a conscientização sobre a necessidade de usar o que chama de “glutaraldeído verdadeiro”. “Já analisamos produtos utilizados, por exemplo, na limpeza de granjas, que deveriam ter cerca de 40% a 50% de glutaraldeído, mas apresentavam conteúdo de formaldeído de 6% a 18%”, afirma Débora. “Isso diminui bastante a eficácia do produto, sem contar que os formaldeídos, em virtude de preocupações ambientais e por serem considerados cancerígenos, vêm sendo cada vez menos utilizados e, em alguns casos, até proibidos”, acrescenta.


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