Economia

Balanço: Produção e demanda por químicos crescem em julho

Marcelo Fairbanks
31 de dezembro de 2018
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    Química e Derivados, Balanço: Produção e demanda por químicos crescem em julho

    A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) informou que a produção e a demanda dos produtos químicos de uso industrial voltaram a crescer em julho, em comparação com o mês anterior e com o mesmo período do ano passado. O índice de produção cresceu 15,31%, tendo registrado o melhor nível para um mês de julho dos últimos doze anos.

    As vendas internas tiveram alta de 5,38% sobre igual mês do ano passado, apesar do resultado do mês ter ficado 2,47% abaixo do verificado em junho. O consumo aparente nacional (CAN), que mede a produção mais importação menos exportação dos produtos químicos de uso industrial voltou a exibir alta, com crescimento de 17,5% em relação a junho. “A recuperação dos volumes em julho sinaliza um movimento de recuperação de estoques na cadeia como um todo, mas também aponta o início do terceiro trimestre, tipicamente o mais forte de todo o ano”, explica a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira.

    A melhora da demanda também foi puxada pelas importações, cujo volume cresceu 26,66% em julho, contrastando com as exportações, que exibiram recuo de 15,52%. O índice de utilização da capacidade instalada ficou em 82% em julho, seis pontos percentuais acima do resultado do mês anterior e o melhor nível operacional de todo o ano. Dos oito grupos analisados, cinco exibiram as melhores taxas de ocupação do ano: produtos petroquímicos básicos (89%), intermediários para plásticos (86%) e resinas termoplásticas (85%).

    Fátima alerta que o resultado consolidado até julho é negativo. “A taxa de utilização da capacidade instalada ficou em 76% nos primeiros sete meses do ano, dois pontos abaixo do patamar registrado em igual período do ano passado. O índice de produção apresentou recuo de 3,52% enquanto o de vendas internas cresceu apenas 2,34% no acumulado de janeiro a julho de 2018, sobre igual período de 2017, quando as expectativas iniciais indicavam patamares de, pelo menos, o dobro desse resultado”.



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