Balanço positivo em prol do setor de saneantes e da saúde pública

ABIPLA

Em setembro, a Abipla completou o primeiro ano sob a gestão da diretoria eleita em 2021 e acredito ser importante realizarmos balanços periódicos do setor de produtos de limpeza.

Afinal, somos a entidade representativa da indústria de saneantes e temos um papel de interlocução com sociedade, Poder Público e todos os nossos stakeholders.

Somos, ainda, a única entidade brasileira que possui assento nos organismos internacionais Aliada – Asociación Latinoamericana de Industrias de Productos Domisanitarios y Afines e INCPA – International Networking of Cleaning Product Associations.

A Abipla, que completará 46 anos em novembro, é uma entidade que, historicamente, sempre exerceu um papel de liderança em temas que lhe são bastante sensíveis e prioritários, como saúde pública e desenvolvimento industrial e econômico. São itens preconizados em nossa missão e que foram cumpridos com muito zelo, desde a fundação da entidade.

Nos últimos anos, entendo que a conjuntura – que inclui pandemia, crises econômica e sanitária e quarentenas – obrigou a Abipla a assumir uma postura bastante proativa em defesa do setor de saneantes e de sua importância como ferramenta de saúde pública.

E, dentro deste contexto, destaco algumas ações da entidade durante este primeiro ano de gestão da nossa renovada diretoria.

Neste período, a Abipla estabeleceu que, entre suas principais metas estratégicas, estariam a comunicação clara e assertiva com os consumidores acerca de temas como saúde pública e uso correto de produtos de limpeza, a busca de um ambiente de negócios propício à inovação e o fomento ao desenvolvimento sustentável dos associados.

A estratégia de comunicação com a sociedade tem se desenvolvido de variadas formas, com destaque para duas ações: o lançamento do Guia de Produtos de Limpeza e a campanha conjunta, entre Abipla e CFQ – Conselho Federal de Química, para alertar os consumidores, orientando que não façam uso de misturas caseiras de produtos de limpeza, sob pena de incorrer em riscos à saúde, além da ineficácia.

O Guia de Produtos de Limpeza, que está disponível de forma gratuita no site da entidade, informa sobre as principais categorias de saneantes, categoriza os processos de higienização e alerta o consumidor sobre a necessidade de se atentar às informações dos rótulos dos produtos.

Já a campanha com o CFQ consiste em alertar as pessoas sobre os perigos da manipulação inadequada de produtos químicos, atividade que, infelizmente, cresceu muito nos últimos anos com a disseminação indiscriminada de receitas caseiras de produtos de limpeza.

Além de terem contribuído para reportagens sobre o assunto, as entidades realizaram, em agosto deste ano, um workshop para jornalistas em Brasília, com o intuito de alertar os formadores de opinião sobre os riscos de manipular produtos químicos em desacordo com as instruções contidas nos rótulos dos saneantes.

Instituto do Desenvolvimento da Química

Em relação à melhora do ambiente de negócios, temos, como destaque, a recente criação do IDQ – Instituto de Desenvolvimento da Química, que também é presidido por Juliana Marra.

Por meio do Instituto, será possível identificar gargalos, processos que podem ser aperfeiçoados e proporcionar, à indústria química, um diálogo permanente com o Congresso Nacional e entre players do setor, para a evolução de marcos regulatórios e de outros temas relevantes, uma vez que o IDQ oferecerá suporte técnico à Frente Parlamentar da Química.

Além da Abipla, o IDQ tem, como associados, Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química, Abiclor – Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados, Abifina – Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades, Abrafati – Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas, Abrafas – Associação Brasileira de Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas, IBPVC – Instituto Brasileiro do PVC, CLB – CropLife Brasil e Sinprifert – Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes.

Compromisso ESG

Um mundo Pet de oportunidades: ABIPLA ©QD Foto: iStockPhoto
Paulo Engler é diretor-executivo da ABIPLA

Felizmente, a Abipla representa um setor no qual não é necessário relembrar às empresas de seus compromissos com questões ESG (Environment, Social, Governance). As próprias companhias mantêm políticas exemplares de sustentabilidade, governança e responsabilidade social, mas a associação atua como facilitadora e articuladora entre programas como o Dê a Mão para o Futuro e empresas que desejam fazer parte de ações de economia circular.

Além disso, lembro que o setor é fornecedor de produtos destinados ao saneamento básico (tratamento de água e esgoto, por exemplo). Com o Marco do Saneamento, estabelecido pela Lei nº 14.026/2020, e a consequente atração de investimentos privados, os fabricantes de saneantes podem colaborar para que rios, mares e solos fiquem menos poluídos, melhorando o potencial turístico de regiões e promovendo melhores condições para as populações locais.

Como se vê, a Abipla tem trabalhado em diversas frentes no intuito de colaborar para que nossos associados e a indústria brasileira tenham condições de promover o desenvolvimento econômico e tecnológico de que nosso país necessita, permitindo que os brasileiros utilizem os saneantes de maneira correta e segura, sem correr riscos desnecessários ou por falta informação.

Nosso recém-lançado Anuário evidencia o quanto já caminhamos, assim como mostra o potencial enorme que ainda dispomos para evoluir.

Vamos em frente!

Paulo Engler é diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional (Abipla).

ABIPLA

Fundada em 1976, a Abipla representa os fabricantes de sabões, detergentes, produtos de limpeza, polimento e inseticidas, promovendo discussões sobre competitividade, inovação, saúde pública e consumo sustentável. Seus associados representam o mercado de higiene, limpeza e saneantes do Brasil, setor que movimenta R$ 40 bilhões anuais e responde por cerca de 90 mil empregos diretos.

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