Automação Industrial

 

Automação: Sistemas cortam custos e ligam fábrica à diretoria

Marcelo Fairbanks
10 de setembro de 2000
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    “A fibra ótica é boa para transmitir sinal, mas não carrega energia para alimentar os instrumentos, exigindo a presença de rede de alimentação”, disse Gustavo Costa.

    Ricardo Vilaça Reis, da Siemens, já verificou bons resultados de sistemas de transmissão por infravermelho em áreas delimitadas, sendo aplicados, por exemplo, na movimentação interna de cargas. “Profibus funciona bem nesses casos”, comentou, sem descartar os cabos coaxiais e as linhas de campo blindadas. A fibra ótica também é uma opção viável, oferecendo a facilidade de ser dividida em duas sem perda de qualidade de sinal, facilitando a introdução de redundâncias.

    Carlos de Paula, da Foxboro, também relaciona muitas alternativas para meios físicos das redes, mas questiona quanto aos requisitos de alimentação. “Por que adotar o padrão de 24 V de corrente contínua se já há tecnologia para usar menor voltagem, que seria desejável nas plantas químicas?”

    A alimentação de sistemas de campo é vista com cuidado pela Rhodia. “Optamos por usar sistemas de segurança intrínseca, que limita a potência na área de modo a não ser possível emitir faíscas”, comentou Silveira. No passado a medida implicava usar instrumentos caros, grandes e que dissipavam muita energia. Ainda hoje, os sistemas instalados são à prova de explosão. No entanto, a eficácia desses investimentos pode ser comprometida pela falta de qualificação do pessoal. “Não adianta implantar uma rede blindada intrinsecamente segura se ela for operada acima do limite, ou venha a ser violada por manutenção mal feita”, afirmou, recomendando cuidado elevado com as instalações.



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