Automação: Rockwell diminui nível de crescimento

A Rockwell Automation do Brasil fechou o exercício fiscal (de outubro a setembro) com faturamento bruto de R$ 194 milhões, 13% superior ao registrado no anterior.

Nos últimos anos, a empresa manteve crescimentos da ordem de 20%, impossíveis de sustentar no panorama econômico de 2002, principalmente com a desvalorização do real.

O câmbio favoreceu, no entanto, a exportação de produtos, que já representa 10% da receita da empresa.

Também merece destaque o crescente papel dos distribuidores da Rockwell Automation, responsáveis por 46% das vendas no Brasil, devendo chegar a 60% nos próximos dois anos.

O potencial de negócios é um alento para o presidente da empresa no Brasil, Danilo Talanskas.

“As áreas de cimento, álcool e açúcar, e siderurgia, esta nem sentindo os efeitos das restrições norte-americanas, já estão investindo e devem manter o ritmo nos próximos anos”, comentou.

Pelo quadro de vendas, ele identificou demanda maior por parte do setor de infra-estrutura, com relativo desaquecimento das indústrias produtoras de bens de consumo voltados para o mercado interno.

Segundo o presidente, a área de serviços apresentou forte desenvolvimento, bem como a de softwares (30% de aumento) e sensores e dispositivos de segurança (+40%).

O diretor de vendas para o Brasil, Cláudio Teixeira, observou que a empresa se reestruturou há alguns anos, principalmente para atender ao plano de investimentos da Petrobrás.

“Criamos uma gerência específica para ela, buscando produtos nacionais e também de outros sites da Rockwell para atender às suas necessidades”, comentou.

O resultado foi a vitória na concorrência para fornecer o sistema de controle para mais de 12 mil pontos da plataforma P-40, que produzirá quase 10% do petróleo nacional.

Paulo Roberto Rafael, gerente de desenvolvimento de canais, salientou a importância dos onze distribuidores exclusivos da Rockwell no Brasil, de modo a permitir o atendimento capilar do mercado.

Segundo ele, os distribuidores além de comercializar os produtos, também se encarregam de prestar suporte técnico aos clientes, desafogando a empresa.

Outro canal de negócios são os Solution Providers, 26 empresas qualificadas em processos industriais que podem projetar sistemas completos usando produtos Rockwell e de outros, de forma complementar.

“Às vezes algum cliente prefere um determinado item de outro fabricante, e o provedor pode usá-lo no projeto, sem restrições”, explicou Rafael.

O terceiro canal diz respeito às parcerias firmadas com empresas de grande porte, cujos produtos se comunicam com os da Rockwell.

É a chamada parceria Encompass. Uma delas foi firmada com a brasileira Smar para a criação de produtos compatíveis e integráveis aos sistemas Rockwell, além de apoiar a adequação dos produtos desta ao protocolo Foundation Fieldbus.

“Esse protocolo de comunicação é muito usado na linha de instrumentação, e precisa se comunicar bem com a nossa arquitetura Logix, voltada com controle de processos”, afirmou.

Segundo Talanskas, a Rockwell Automation projeta boas vendas de sistemas de controle de informação e documentação de processos (na linha do GMP norte-americano).

“Nosso sistema, sozinho, atende a 95% dos requisitos do FDA para qualquer produto para contato humano”, afirmou.

Outra grande aposta está no Xm, uma conexão direta dos processos de manutenção preditiva com o sistema de controle, facilitando as operações de campo e reduzindo o risco de paradas não-programadas.

Leia Mais:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios