Automação Industrial

Automação – Mercado aquecido estimula fornecedores

Antonio C. Santomauro
17 de dezembro de 2011
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    Honeywell – Após uma reorganização implementada em âmbito mundial (concluída em julho), a Honeywell estruturou uma unidade de negócios denominada field products, na qual combina sua atuação anterior no mercado da instrumentação com o recente ingresso – com a marca Masterlogic – no segmento dos PLCs.

    E, na opinião de Claudio Costa, gerente de canais da Honeywell na América Latina, o mercado brasileiro de PLCs é “promissor”. Já na área dos instrumentos, ele acrescenta, a Honeywell registrará este ano, no Brasil, expansão de negócios de aproximadamente 80%.

    Mas o mercado embute bom potencial também no segmento dos produtos para segurança e controle de combustão, como válvulas e equipamentos para monitoramento e análise de chamas, crê Lincoln Ninomiya, gerente de contas da área Environmental & Combustion Controls da Honeywell. “Aqui, muitas plantas não têm nem detectores de chama e o custo do combustível é muito elevado”, comenta. “Combinando o uso tanto de analisadores quanto de queimadores mais eficazes, é possível obter ganhos bastante significativos”, acrescenta.

    Segundo Ninomiya, a atuação da Honeywell no segmento dos equipamentos para segurança e controle de combustão se fortaleceu com as recentes aquisições de duas empresas: a fabricante de queimadores e válvulas Maxon, e a Iris, especializada em detectores de chamas para aplicações especiais, como caldeiras multicombustíveis ou com queima tangencial.

    Marte Científica – Mais conhecida por suas balanças de precisão, a Marte enfatizou na Brazil Automation seu recente ingresso no segmento da detecção e análise de gases, para o qual disponibiliza agora detectores e analisadores de gases combustíveis e tóxicos – inclusive em áreas classificadas –, fundamentados em diversos métodos: infravermelho, catalítico, eletroquímico, MOS e PID. “Com as balanças, tínhamos já presença muito forte no segmento dos sólidos, e nosso mix de produtos para controle de processo em líquidos estava completo; percebemos então a necessidade de incluir aplicações para gases em nosso portfólio”, conta Renata Simão, gerente da divisão analítica da Marte.

    Mas essa empresa apresentou novidades também para seus mercados mais tradicionais. Para os líquidos, por exemplo, apresentou um refratômetro de processo capaz de realizar a medição de Brix, ABW (álcool em peso), CO2 e TA – percentuais de açúcares, álcool e adoçante – diretamente no processo. “Atualmente, isso é feito com medidores de concentração, cuja indicação deve ser transformada com base em uma conversão manual, mas nosso equipamento dispensa essa conversão, pois já indica o valor em Brix”, afirma Renata.

    E, com a ampliação de seu portfólio, este ano a Marte mudou sua denominação: deixou de ser Marte Balanças para se tornar Marte Científica. “Ainda estamos praticamente iniciando nossa atuação na área analítica, mas esse é um mercado muito promissor”, diz o diretor Renan Malschitzky. “Na área analítica, atuamos tanto com produtos próprios fabricados por terceiros – como analisadores de gás e de hidrazina – quanto por meio da representação de parceiros relevantes: KNF (referência em bomba de vácuo, sem óleo, portáteis, silenciosas), WTW (análise de água e efluentes), e B+S (refratometria)”, detalha. Atualmente, revela Malschitzky, a divisão analítica gera cerca de 15% do faturamento da Marte Científica.

    Metrohm / Pensalab – Entre as novidades apresentadas na feira pela subsidiária brasileira da multinacional de origem suíça Metrohm, Rogerio Telles, gerente geral da Metrohm Pensalab, destacou o analisador modular da marca Metrohm Applikon, desenvolvido para determinar diversos parâmetros em amostras líquidas e gasosas. “Esse equipamento é usado por diversos setores: petróleo e gás, álcool e açúcar, indústria química, papel e celulose, farmacêutica, saneamento, entre outros”, especifica Telles.

    A mesma empresa lançou ainda o refratômetro em linha da marca Schmidt-Haensch, parceira da Metrohm, cujas aplicações incluem a medição dos índices Brix em indústrias de açúcar e álcool, bebidas e alimentos, entre outras. “A tradição, precisão e robustez são diferenciais importantes dos produtos Schmidt-Haensch”, enfatiza Telles.

    Como representante no Brasil de outras marcas – atividade que desenvolve independentemente da Metrohm –, o grupo Pensalab divulgou na Brasil Automation equipamentos como um microdestilador da marca Pac e amostradores herméticos da marca Dopak. “Esses amostradores garantem que a amostra retirada de um processo será a mesma analisada em um laboratório”, afirma André Paneque, gerente operacional da Pensalab.

    Schneider Electric – Combinar informações de processo – tradicionalmente disponíveis via softwares SCADA – com os dados referentes ao consumo de energia: essa é a proposta básica do sistema Ecoestruxure, divulgado pela Schneider Electric na Brazil Automation. “Ele dá aos gestores, em tempo real, condições de reduzir gargalos no processo de produção e identificar pontos de possíveis melhorias”, diz Fernando Capelari, gerente de marketing da área de indústria, automação e controle.

    A empresa também mostrou na feira, entre outros itens, um controlador programável que, de acordo com Capelari, permite alterações on-line de hardware sem a necessidade de paralisar a produção. “Isso geralmente não é encontrado em controladores programáveis”, observa.

    Este ano, a Schneider Electric adquiriu globalmente a multinacional Telvent, com presença marcante no segmento dos softwares de gestão. No ano passado, no mercado nacional, já havia incorporado a SoftBrasil, com a qual se fortaleceu no campo das aplicações para a camada MES, e nas atividades de supervisão e telemetria. “Este ano, esperamos crescer no Brasil pelo menos 15%”, finaliza Capelari.



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