Automação Industrial

Automação contribui para gerar empregos qualificados

Quimica e Derivados
26 de novembro de 2019
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    Demandas variadas – O executivo da ABB Industrial Automation identifica dois tipos básicos de demanda: a dos grandes projetos novos e a dos empreendimentos de menor porte. “Os grandes investimentos, na casa dos bilhões de dólares, consideram a automação como ponto crítico, buscando redução do prazo de retorno do capital, redução de riscos desde o início da construção e excelência operacional”, comentou.

    Os clientes de menor porte buscam melhorar seus índices de segurança e de economia de energia, além de ampliar a disponibilidade dos equipamentos, que pode chegar nos casos mais avançados a 99%, contra a média de 95%. Isso se consegue evitando paradas desnecessárias, mediante o melhor conhecimento sobe a linha de produção. “Esse grupo demanda aproximar as áreas de processos do controle de eletricidade e energia, antes considerados isoladamente; estamos fazendo esse controle integrado há mais de dez anos com excelentes resultados”, afirmou Terwiesch.

    No caso de plantas existentes, ele recomenda observar com cautela a introdução de novas tecnologias de controle e automação de processos. “É preciso avaliar o que é necessário em cada caso e evoluir sempre por etapas, observando o critério de custo-benefício”, recomendou.

    Terwiesch conhece bem o parque industrial brasileiro, em especial dos setores de óleo e gás e também de refino e petroquímica. “As indústrias brasileiras desses setores não estão muito defasadas em relação ao estado da arte mundial, há vários profissionais atualizados e clientes inovando”, avaliou. Ele admite que a situação de crise econômica atrapalha um pouco os negócios locais.

    Com relação aos desenvolvimentos futuros, Terwiesch considera a possibilidade de ampliar o uso de redes de controle sem fio (wireless), reduzindo a passagem de cabos de comunicação e de energia, especialmente em áreas de segurança ou locais distantes. “Já há instrumentos de campo que geram sua própria energia, há tecnologia para isso”, informou.

    Ele também apontou o uso de drones para monitorar tubulações, identificando com rapidez os vazamentos e emissões fugitivas, especialmente de gás natural. “Basta colocar sensores adequados nos drones, mas há a possibilidade de usar dados de satélites para isso, a EPA americana usa essa tecnologia”, afirmou.

    Ao mesmo tempo, ele ressaltou a importância de contar com medições precisas e consistentes, obtidas pelos instrumentos e sistemas digitais. “Os sistemas digitalizados conseguem digerir os dados acumulados do processo para identificar problemas nem sempre evidentes e também apontar as vantagens das correções”, comentou. “Sem medições confiáveis, não há dados para analisar.”



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