Automação Industrial

Automação contribui para gerar empregos qualificados

Quimica e Derivados
26 de novembro de 2019
    -(reset)+

    Química e Derivados - Controle de processos: Investir em automação contribui para gerar empregos qualificados

    Controle de processos: Investir em automação contribui para gerar empregos qualificados

    Todos sabem que o avanço da tecnologia promove a automação de processos industriais, com aumento da qualidade e eficiência. Há também quem aponte a automação como ceifadora de empregos em massa, com potencial para criar um caos social.

    “Não é bem assim”, responde Peter Terwiesch, PhD em engenharia elétrica, também presidente da divisão Industrial Automation e membro do Comitê Executivo do grupo ABB. Ele advertiu que, embora a robótica não seja sinônimo perfeito de automação, a experiência mundial com a introdução dos robôs nas fábricas permite traçar um paralelo ilustrativo. “Países que aplicam mais robôs na manufatura, como a Coreia do Sul, Alemanha e Japão, foram capazes de gerar mais empregos e com boa qualidade de vida na sociedade, isso porque se tornaram mais competitivos globalmente”, considerou.

    A experiência acumulada pela companhia mostra que o uso intensivo de práticas de automação resulta de um processo adaptativo que incluiu a participação dos sindicatos de trabalhadores. “Há benefícios para os trabalhadores, que ficam livres de atuar nas áreas perigosas da produção e deixam de fazer atividades repetitivas e pouco interessantes.” Além disso, sem competitividade, os empregos desaparecem de vez.

    Química e Derivados - Terwiesch: integração de sistema eleva produtividade

    Terwiesch: integração de sistema eleva produtividade

    Quanto mais crítica a operação, mais fácil aceitar a automação. É o caso das plataformas de exploração offshore de óleo e gás, ambientes típicos de alto risco, com trabalhadores sujeitos a longos períodos embarcados. “A automação cresce muito em offshore porque permite aumentar a produção e a produtividade, precisando de menos gente no local, ou seja, só permanece quem realmente precisa estar lá”, explicou. A ABB automatizou 95% da partida de novos poços de petróleo no mundo, alcançando melhores índices de segurança e rapidez.

    Terwiesch salienta, porém, que processo automatizado não quer dizer “sem ninguém”. A ideia é retirar as pessoas dos trabalhos meramente rotineiros, transferindo-os para atividades mais nobres, que exigem qualificação. “As pessoas devem estar no centro das mudanças, elas são a parte mais importante”, considerou.

    Ele se recorda dos tempos em que as áreas de utilidades eram mantidas à distância dos processos industriais, com grandes dificuldades de comunicação entre elas, gerando perdas. “Hoje, as empresas trabalham com suas áreas totalmente conectadas, do chão de fábrica até a alta administração, e também com outras plantas, bem como com os fornecedores estratégicos e clientes, de forma colaborativa”, informou.

    Antes, quando um cliente tinha um problema novo ou queria ampliar a produção, era preciso deslocar uma equipe de especialistas da prórpia companhia ou de terceiros até lá. “Hoje, a ABB acompanha 900 clientes em todo o mundo, em sua maioria do setor de óleo e gás, monitorando à distância seus processos e buscando melhorar continuamente a eficiência e resolver problemas com rapidez”, disse. A unidade situada em São Paulo, em Pirituba, possui uma sala de comando de onde os especialistas da ABB acompanham as operações dos clientes 24 horas por dia, recebendo dados e imagens em tempo real. Caso necessário, os técnicos podem recorrer aos especialistas da companhia situados em outros países.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *