Química

Atualidades – Pigmentos – Degussa inaugura 3ª linha produtiva de negro-de-fumo

Marcelo Fairbanks
20 de julho de 2007
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    Toda essa complexidade foi explicada por Thomas Hermann, presidente da unidade de negócios de cargas avançadas e pigmentos. Há três eixos de exigências para o desenvolvimento de pneus: a redução da resistência ao rolamento (para economizar combustíveis), resistência ao desgaste, e adesão em pistas molhadas (aumento de segurança). Essas propriedades são obtidas pela combinação adequada de borracha com aditivos, entre os quais o negro-de-fumo prevalece. Um composto mais mole aumenta a adesão à pista, mas eleva o consumo de combustível e o desgaste. Compostos mais duros fazem um pneu durável e reduzem o consumo de combustível, porém pode ser inseguro em dias de chuva, por falta de aderência ao piso. Essa complexidade aproxima os fabricantes de pneus com a indústria química.

    Em geral, pneus de caminhão usam apenas negro-de-fumo com misturas de borracha natural com sintética, para resistir às solicitações mecânicas mais rigorosas às quais são submetidos. Carros de passeio usam pouca ou nenhuma borracha natural e a borracha sintética pode ser mais aditivada. As pesquisas avançam na direção dos pneus inteligentes, de melhor desempenho. “A Degussa leva vantagem, por ser a única fabricante de negro-de-fumo que também produz sílicas e silanos”, afirmou. As sílicas melhoram diversas propriedades dos pneumáticos, especialmente contra derrapagem em pista molhada, mas exigem a presença de silanos para dar liga na massa. Ele adiantou que a Degussa poderá fabricar sílica no Brasil conforme a evolução do mercado.

    O mercado de borrachas, incluindo pneus, representa 90% da demanda nacional pelo negro-de-fumo. Mas a produção de Paulínia desenvolve alguns tipos que também podem ser usados na produção de plásticos e também de tintas, principalmente para aplicações gráficas. Os tipos especiais ainda são importados.



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