Química

Atualidades – Energia – Pesquisador ataca conceito de avaliação de combustíveis

Hilton Libos
22 de setembro de 2007
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    Oconceito de energia líquida, baseado na diferença entre a energia contida em um material e a energia gerada a partir dele, é utilizado para combustíveis do setor de transportes, mas deve ser banido – na opinião do professor Bruce Dale, da Universidade de Michigan, EUA. “Pode ser um conceito simples e possuir um forte apelo intuitivo. Mas a análise baseada no conceito da energia líquida é completamente errada e perigosamente enganadora”, criticou.

    O professor Dale recomendou que os combustíveis alternativos sejam comparados por meio do cálculo da energia equivalente à quantidade de petróleo que um novo tipo de combustível substituiria. Ou mesmo pela quantidade de gás carbônico produzido por determinado combustível por quilômetro rodado. Mas nunca pelo conceito de energia líquida.

    Esse conceito parte da idéia de que todas as fontes de energia são iguais. “O que é uma suposição é errada, porque todas as fontes de energia são diferentes. Uma unidade de petróleo é muito mais útil que a mesma quantidade de energia contida no carvão. E é isso que torna o petróleo muito mais valioso”, acrescentou. Para exemplificar, o professor Dale lembrou que o etanol produzido de grãos gera 29% de energia líquida: “O que dá a impressão de que se gasta mais combustíveis fósseis para produzi-lo do que ele consegue economizar.” Isso não considera os benefícios da substituição do petróleo pelo álcool. O professor recomenda desenvolver novos parâmetros para avaliar melhor os combustíveis.



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