Ambiente: Incubadora estimula reciclagem

Atualidades

Era um aterro sanitário de dois milhões de metros quadrados.

No seu entorno surgiu uma incubadora de empresas.

Em 2006, o grupo de empresários reunidos no empreendimento alçou voos mais ousados.

Eles direcionaram seus negócios com o apoio do governo do Espírito Santo e criaram a Incubalix, que estimula o mercado de reciclagem em Cariacica, a 26 km de Vitória-ES.

Excetuando a própria organização da Fiema, a Incubalix foi o único estande a colocar em sua identidade visual o neologismo econegócio como foco de sua atuação econômica.

Segundo a coordenadora do projeto, Alessandra Schirmer, a marca Incubalix já era antiga, havia sido criada há quinze anos.

Porém a ausência de parcerias perdurou até 2005.

Com a chegada do Sebrae, de grupos privados e a abertura de sistemas de assessoria técnica, o projeto de uma incubadora de empresas comprometidas com a sustentabilidade tomou a forma de um galpão de 600 metros quadrados ao lado do lixão que recebe 540 toneladas diárias.

No entendimento de Alessandra, nenhum empreendimento ambiental decola sem uma perspectiva de negócio, sem dinheiro e sem logística.

“Ninguém faz política ambiental por filantropia”, sustenta a jovem advogada que concilia sua atividade profissional entre o fórum e o escritório, com deslocamentos até o complexo industrial da Incubalix em Cariacica.

Atualmente, 380 pessoas, de catadores de lixo a empresários, técnicos em reciclagem, assessoria para administração e gestão de negócios, estão envolvidas na Incubalix.

Dela, surgiram empresas e marcas de produtos novos, como o BioCoco, em que os restos de coco recolhidos das praias são convertidos em fertilizante orgânico e fibras para a indústria automotiva; ou a BioMarca, que produz o biodiesel com óleo de fritura recolhido em restaurantes e residências.

Da incubadora saem ainda vassouras, papel reciclado e sacolas de polietileno.

A Incubalix está inserida atualmente no Programa Capixaba de Materiais Reaproveitáveis. O projeto organiza e treina desde catadores de rua até transformadores de produto final que reciclam resíduos sólidos dispensados incorretamente.

Toda a atividade é submetida à análise crítica e sugestões de um comitê gestor. Resíduos com necessidade de tratamento especial são catalogados.

Segundo a gestora do Sebrae, Célia Perin, a ampliação dos projetos do econegócio no Espírito Santo incluirá uma varredura em todas as razões sociais do estado para montar um banco de dados sobre novas fontes de materiais recicláveis, eficiência energética e produção mais limpa.

Estão na mira, firmas de lapidação de mármore e granito, o setor moveleiro, as confecções, a suinocultura e as empresas de petróleo e gás.

De antemão, sabe-se que existem 50 novas possibilidades de surgimentos de produtos obtidos do descarte dos resíduos sólidos de Vitória.

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