Meio Ambiente (água, ar e solo)

Atualidades – Ambiente: Feira Ecotech estréia com apelo institucional

Marcelo Fairbanks
15 de maio de 2000
    -(reset)+

    Aplicação já conhecida, o uso de oxigênio no tratamento aeróbico para abate de carga orgânica foi demonstrado nos micro-tanques da Aga, monitorizados com sensores fornecidos pela Mettler, parceira no fornecimento de equipamentos. “O uso de oxigênio é indicado para se aumentar com facilidade a capacidade das estações de tratamento”, comentou Galdeano. Aliás, a Aga atua com a intenção de oferecer alternativas tecnológicas para seus clientes, nas quais o fornecimento de gás nem sempre é o objetivo final.

    Menos divulgado, mas com excelente potencial de crescimento, o uso de ozônio (O3) nos tratamentos de efluentes foi bem explicado durante a feira. O gás pode ser usado tanto para a desinfecção de água limpa, quando é aplicado a 4 a 5 ppm, quanto nas águas obtidas após tratamento com lodos ativados, quando se adota a concentração de 8 a 10 ppm. Já para remoção de cor de fluxos, as concentrações ficam por volta de 50 ppm. Segundo Galdeano, a novidade na linha de O3 é a produção do gás on site por células de baixo consumo de energia, operando com 220 volts de tensão de alimentação e freqüência de 1.200 Hz. “Com isso, um gerador de 7 gramas de O3 consome menos energia que uma lâmpada incandescente comum”, disse. Dessa forma, fica afastado o grande empecilho para a adoção do gás em processos industriais, sempre representado pelo alto consumo de energia.

    Galdeano entende que o ozônio apresenta vantagens em relação aos produtos concorrentes em desinfecção, como a radiação ultravioleta e o cloro. “Nas linhas de UV há o problema de disposição final das lâmpadas geradoras da radiação, ainda à espera de solução, enquanto com a aplicação de cloro pode haver a formação de organoclorados ou cloramidas, especialmente quando se trata a água obtida após tratamento biológico, com residual de matéria orgânica”, informou. Para ele, os clientes já estão conscientes desses problemas, incentivando o uso do O3.

    Química e Derivados, Ponte: Cetrel oferece serviços ambientais

    Ponte: Cetrel oferece serviços ambientais

    Vitrine de serviços – A Ecotech funcionou como vitrine para empresas prestadoras de serviços ligados à disposição final de rejeitos industriais. A começar pela Cetrel S.A. Empresa de Proteção Ambiental, antiga subsidiária da Copene, a central de matérias-primas do pólo petroquímico de Camaçari-BA, agora com autonomia para expandir seu raio de ação, prestando serviços fora dos limites do pólo. “Hoje a Cetrel já atende a clientes em todo o Brasil, incluindo companhias do porte da Vale do Rio Doce e Petrobrás”, afirmou Paulo de Tarso C. Branco Ponte, engenheiro e representante comercial, destacando a qualificação técnica da empresa e sua experiência de 22 anos.

    A composição do capital da Cetrel revela o predomínio das empresas petroquímicas de Camaçari (70%), associadas ao Estado da Bahia (30%), o que lhe confere algum caráter social, com ênfase na preservação da flora e fauna estadual. “Por conta disso, estão sendo feitos estudos para avaliar a possibilidade de tratar os efluentes municipais de Dias D’Ávila e de Camaçari nas nossas instalações”, comentou Ponte.

    Há dois anos oferecendo serviços em todo o País, a Cetrel já obtém quase 15% de seu faturamento com essa atividade, desenvolvida em várias formas. A primeira consiste em avaliar a situação existente e apresentar projeto de tratamento e/ou disposição de resíduos sólidos e efluentes líquidos e gasosos, podendo incluir o acompanhamento da execução das obras e até a operação das unidades. Também é possível contratar a Cetrel para tratar efluentes líquidos nas suas linhas aeróbicas, ou ainda enviar para lá rejeitos sólidos e líquidos de classe I (perigosos) para incineração em equipamento de alta eficiência. “Temos incineradores para 10 mil t/ano de líquidos e 4,4 mil t/ano de sólidos e pastosos”, disse Ponte. Um dos produtos enviados com mais freqüência para incineração é o cancerígeno ascarel (PCB, bifenil policlorado), antigo óleo de transformadores elétricos em fase de substituição e eliminação mundial. “Oferecemos serviço completo, da coleta do ascarel, acondicionamento, transporte até a incineração, além da obtenção de licenças e trâmites burocráticos”, disse.

    Entre os serviços mais procurados, Ponte relaciona os projetos para construção de aterros classe II e de co-processamento em fornos de cimenteiras (clínquer). “Sempre partimos da análise dos resíduos para determinar qual a melhor forma de tratamento ou disposição”, confirmou.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *