Meio Ambiente (água, ar e solo)

Atuação responsável: Verificação externa dá novo alento ao programa

Marcelo Furtado
11 de abril de 2002
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    Química e Derivados: Atuação: atuacao06.Para ele, toda a empresa pode seguir os códigos sem abalar suas finanças, bastando tomar atitudes de conscientização simples na produção e no cotidiano do trabalho. “Conhecer melhor os equipamentos para evitar acidentes e vazamentos, realizar a manutenção correta, treinar os funcionários, fazer a coleta seletiva e a separação de resíduos são procedimentos que praticamente não demandam aportes financeiros”, diz ele.

    Pizzigatti não só acredita na real possibilidade de os pequenos e médios serem bons implementadores do AR, como crê ser justamente para esses tipos de empresa que o programa precisa ter ênfase redobrada. Isso porque os grandes, como a própria empresa dirigida por ele, normalmente já possuíam sistemas parecidos no passado. “Para as empresas de grande porte, o Atuação teve o principal mérito de ordenar os processos já utilizados”, explica o diretor.

    Química e Derivados: Atuação: Crude - o programa poderia substituir todas as normas.

    Crude – o programa poderia substituir todas as normas.

    A vanguarda natural dos grandes, preocupados em ter seus próprios sistemas de gestão, foi o que fez inclusive o programa surgir no Canadá e depois no resto do mundo. A troca de experiências entre esses grupos formou um programa comum a todos e enriquecido com a fusão de vários conhecimentos e objetivos. Da mesma forma, é o atual humor dos grupos mais importantes que leva o programa a ser modificado não só no Brasil como em vários outros países que já mudaram ou pensam em mudar a ética e as práticas do Responsible Care.

    O exemplo da Rohm and Haas é especialmente feliz para ilustrar esse novo humor. O nível de implementação de seus códigos oscila de 90% a 100%, com exceção do gerenciamento de produto, ainda na casa dos 80%. Mas a previsão é todos estarem implantados até o final do ano. Este cenário, de acordo com o diretor Pizzigatti, além de forçar a empresa a entrar no nível de melhoria contínua cria um ambiente propício para ambicionar algo a mais: no caso, a responsabilidade social, dentro do esboço maior do desenvolvimento sustentável.

    “Essa é nossa meta, que por sua vez será embasada nas modificações a serem feitas no Atuação Responsável”, explica. Aliás, embora as atuais práticas do programa ainda não englobem políticas sociais, a Rohm and Haas já tomou uma atitude nesse sentido: adotou uma escola municipal em Jacareí-SP, onde sua unidade está instalada, para ajudá-la no necessário. Com o trabalho voluntário dos próprios funcionários da R&H, a princípio serão construídas duas salas de aula e um refeitório.

    Sistema integrado – A Henkel é bom exemplo de grupo signatário com a vantagem natural de estar adiantado às próximas etapas do Atuação Responsável. Isso se deve, principalmente, à política global do grupo alemão de se enquadrar nos conceitos da sustentabilidade.

    Química e Derivados: Atuação: atuacao07.A empresa, aliás, publica anualmente um relatório específico de saúde, segurança e meio ambiente para divulgar suas conquistas nessas áreas. Até mesmo a intenção do programa da Abiquim de tornar-se um preparativo para ganhar o Prêmio Nacional da Qualidade encontra paralelo na Henkel. Não que especificamente a empresa esteja se preparando, mas é um dos planos do grupo em todo o mundo integrar seus sistemas de gestão.

    Conforme explica o gerente de engenharia e qualidade ambiental, Sergio Crude, dentro de cinco anos a Henkel pretende mesclar o sistema de segurança, saúde e meio ambiente (SHE) com o de qualidade. “Acreditamos que a empresa responsável tem conduta igual em todos os aspectos, quer atingir a excelência de forma geral e não só ter qualidades isoladas”, diz.

    Além da Henkel, Crude analisa que essa tendência de unificar os sistemas de gestão é mundial e visa buscar o equilíbrio entre o econômico, o social e o ambiental. Esse novo cenário não permitirá, por exemplo, afirmar que uma empresa age de forma correta apenas por ter um ou outro certificado ambiental, de qualidade ou de segurança. O virtuoso será o que conseguir enxergar em todas as normas, de forma conjunta, a sua ferramenta de gestão. “Isso, portanto, faz as empresas e associações buscarem unificá-las”, explica o gerente.

    Esse futuro bastante provável de ocorrer também facilitaria o trabalho de normatização. “Ninguém agüenta mais tantos certificados, cada dia aparece um diferente para atender a exigência de um determinado cliente”, reclama Crude. No seu entender, se muitos mercados, por exemplo, tivessem conhecimento da abrangência do Atuação Responsável, não haveria necessidade de se obter muitas certificações ambientais, de segurança e saúde ocupacional. A Henkel, por exemplo, precisa ter ISO-9000, QS-9000, ISO 14001, OHSAS 18001 e, no futuro, a nova ISO-TS 16949 (para qualidade e exigida por montadoras européias). “Se os fornecedores e clientes chegassem a um consenso, por exemplo em torno de uma certificação única para a sustentabilidade e de gestão integrada, essas normas não teriam mais significado”, conclui. “O Atuação Responsável, com seu plano de abarcar o desenvolvimento sustentável, poderia até preencher essa lacuna no futuro.”

    Química e Derivados: Atuação: Nogueira - conselho faz a indústria tornar-se vizinho atuante.

    Nogueira – conselho faz a indústria tornar-se vizinho atuante.

    Um outro aspecto em que a Henkel está adiantada às mudanças a serem implementadas no programa diz respeito à responsabilidade social. Nesse sentido, por exemplo, vale destacar que foi a única empresa química a receber o prêmio Exame de boa cidadania, destinado em 2001 a 11 empresas com atuação destacada em projetos sociais. De acordo com Sergio Crude, em saúde, segurança, meio ambiente e projetos sociais a filial brasileira tem investido cerca de US$ 700 mil por ano. Apenas em 2001, na  comemoração de 125 anos da Henkel, foram investidos em 125 projetos, por 52 países (entre eles o Brasil), 1,25 milhão de euros em projetos de assistência.



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