Meio Ambiente (água, ar e solo)

Atuação Responsável – Química melhora desempenho ambiental

Marcelo Fairbanks
1 de outubro de 2014
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    Os estudos da Abiquim indicaram que o consumo específico (por tonelada produzida) de combustíveis caiu 30% no caso do gás natural e 38% no óleo e carvão. O uso específico de eletricidade foi reduzido em 19% entre 2006 e 2013. Outros indicadores ambientais também evidenciaram os avanços do setor. A captação de água por tonelada produzida ficou 35% menor, enquanto o consumo específico de água teve corte de 38%. “É preciso notar que a diferença entre o volume captado e o efetivamente consumido foi muito reduzida, comprovando o aumento da eficiência dos processos”, avaliou o vice-presidente. Como reflexo, o lançamento de efluentes foi cortado pela metade.

    Química e Derivados, Tabela: Cai número de acidentes com afastamento

    Tabela: Cai número de acidentes com afastamento

    No campo dos transportes, o indicador de acidentes por 10 km de viagens rodoviárias alcançou uma redução de 61%, considerando todos os tipos. Esse indicador é particularmente importante porque o setor utiliza o modal rodoviário com muito maior frequência do que as demais alternativas. Considerando a má qualidade das rodovias, alcançar a redução do número de acidentes é um feito admirável.

    “Para o futuro, devemos adotar práticas mais sustentáveis, aumentar a competitividade, e agregar mais valor aos insumos e recursos consumidos pela indústria, colocando o foco das atenções nas pessoas”, recomendou De Marchi.

    No seu entender, o Brasil precisa de uma indústria química forte. “Nenhum país se tornou desenvolvido sem ter uma indústria química importante”, afirmou. Por dispor de grandes reservas de óleo e gás, o país deveria se preocupar em construir uma cadeia de agregação de valor a essas matérias primas, mediante o desenvolvimento da petroquímica local.

    Experiências

    Entre o vasto leque de palestras e debates, o congresso promovido pela Abiquim também deu espaço para que empresas pudessem comentar suas experiências com o programa de Atuação Responsável. Alexandre Castanho, presidente da MWV Química, subsidiária brasileira do grupo Mead Westvaco (especializado em papel e embalagens), tendo especialidades químicas obtidas de árvores de pinus e resíduos florestais como atividade principal, explicou como a empresa se adequou para implantar o sistema de gestão de AR. “O sistema opera com base no sistema PDCA de melhoria contínua e isso nos incentiva a aprimorar nossos processos, produtos, instalações e serviços”, afirmou Castanho. A empresa possui fábricas em Duque de Caxias-RJ e Palmeira-SC.

    Química e Derivados, Almeida: esforço interno para transportadora aderir ao AR

    Almeida: esforço interno para transportadora aderir ao AR

    Outra experiência empresarial apresentada no congresso foi a da transportadora especializada Tquim, que se candidatou ao sistema de gestão de Atuação Responsável na categoria de parceira. “Atuamos junto à Abiquim há vários anos, fomos laureados repetidas vezes com o prêmio Mirtes Suda de qualidade nos transportes e atuamos com o Sassmaq”, comentou Walter Almeida, presidente da Tquim. “Aliás, em setembro passaremos por nova auditoria do Sassmaq já com as regras da terceira revisão, apresentada recentemente pela Abiquim.”

    A Tquim iniciou neste ano os preparativos para as avaliações do AR, com auditoria final esperada para maio de 2015, contemplando a matriz, em Diadema-SP. O armazém geral recentemente inaugurado pela empresa será auditado em agosto de 2015, enquanto as filiais de Camaçari-BA, Esteio-RS e São José dos Pinhais-PR devem se qualificar até novembro do próximo ano.

    Segundo Almeida, a empresa está fazendo a “lição de casa” sozinha, sem a contratação de uma consultoria especializada. “O sistema de gestão é simples no papel, mas tem grande complexidade, especialmente na avaliação de riscos”, considerou.

    A própria Abiquim entende que essa etapa do processo é mais fácil de ser realizada em sítios industriais do que nas operações logísticas, sujeitas a um grande número de variáveis e situações imprevistas nas estradas. “Mas quem não tem segurança, não tem disciplina operacional, certamente está perdendo dinheiro”, comentou Francisco Ruiz, coordenador executivo da comissão consultiva do Sassmaq (Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde e Meio Ambiente, da Abiquim). A associação está formando a primeira turma de auditores especializados em AR, uma carência identificada pelo setor. Como o programa exige verificação e auditoria por terceira parte, essa formação é essencial.



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