Comércio e Distribuição de Produtos Químicos e Especialidades

Atuação Responsável: Facilita gestão dos negócios químicos

Marcelo Furtado
30 de julho de 2004
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    O aproveitamento da Atuação Responsável para preparação da Polibrasil ao PNQ vai ainda mais longe e inclui o atendimento a critérios de responsabilidade socioambiental, com a identificação de aspectos e tratamento dos impactos. Nesse caso, para provar o controle sobre essas práticas, a Polibrasil contou com as auto-avaliações e o programa VerificAR, de verificação externa do Atuação Responsável e cujas auditorias foram realizadas em suas unidades em agosto de 2004.

    É fácil compreender o grau da ajuda que o Atuação Responsável deu à conquista da Polibrasil em ser finalista do PNQ. Além da quantidade de práticas ajustáveis aos critérios do prêmio, apresentadas em palestra por Nelson Christianini no último congresso do Atuação Responsável em julho, em São Paulo, numa simples olhada no relatório entregue para concorrer ao PNQ é possível visualizar várias citações diretas ao programa.

    Tudo de uma vez – Embora o objetivo da Abiquim, com a revisão, seja similar ao da Polibrasil, ou seja, passar a contar com uma ferramenta estratégica de gestão completa e preparatória à excelência empresarial, o novo Atuação Responsável vai mais longe e deverá facilitar a vida inclusive de empresas adiantadas como essa petroquímica. Para começar, por ser um trabalho multipartite, com a participação de todas as empresas signatárias e de órgãos de certificação atualmente envolvidos com o AR, o programa revisado permitirá não apenas a convergência de implantação das variadas normas, como também das auditorias de certificação e manutenção.

    A idéia é treinar os auditores e participantes das comissões do VerificAR, o programa de verificação externa do Atuação Responsável iniciado em 2002, para realizar apenas uma auditoria pela qual sejam dadas as notas alcançadas no programa e também concedidas todas as certificações requeridas. “Ganharíamos muito em tempo e dinheiro, não precisando ‘parar’ a fábrica para cada auditoria como hoje fazemos”, afirmou Nelson Christianini. No caso da Polibrasil, por exemplo, apenas para o VerificAR, entre julho e agosto de 2004, foi necessário tomar uma semana de verificação em cada uma das unidades da empresa (escritório em São Paulo e fábricas em Mauá-SP, Camaçari-BA e Duque de Caxias-RJ). Isso sem falar das auditorias de manutenção ISO e de demais normas feitas a cada três anos.

    Essa medida de unificação de implantação de normas e auditorias vai totalmente ao encontro do anseio das empresas. Além do motivo óbvio de reduzir o tempo e diminuir as horas paradas da empresa para as verificações, a vantagem também extrapola para o relacionamento com as partes interessadas, mais em específico com os clientes. Isso porque algumas signatárias já precisaram negociar com parceiros a aceitação do Atuação Responsável como substituto de certificações ISO exigidos em contratos de fornecimento. A concessão integrada das certificações facilitaria e apressaria o entendimento.

    Um exemplo de negociação desse tipo ocorreu com a Basf, no Brasil, em entendimento com as montadoras Ford e GM, que passaram a exigir ISO 14001 dos fornecedores. Como a Basf não possuía essa certificação, mas estava adiantada com o AR, as montadoras, depois de um trabalho de convencimento, aceitaram a substituição de exigência. A primeira montadora condicionou a troca apenas mediante a submissão da empresa ao VerificAR, mas a segunda não chegou a esse grau de exigência.

    Química e Derivados: Atuação: Kós - VerificAR também passará por revisão. ©QD Foto - Cuca Jorge

    Kós – VerificAR também passará por revisão.

    VerifcAR revisado – Para atender a esse objetivo de auditoria integrada, o próprio VerificAR, segundo explica o gerente de assuntos técnicos da Abiquim, Marcelo Kós, passará por revisão, a ficar pronta até o fim de 2005. “Ele precisará usar o protocolo de auditoria, igual ao das normas ISO, com metodologia de pergunta e resposta”, diz Kós. Segundo ele, quando definido, o novo processo de verificação concederá ao final um relatório similar ao atual do VerificAR, com atribuição de nota e demonstrativo dos pontos fracos e fortes da auditada, e também concederá as certificações ISSO, ou as confirmará em auditorias de manutenção.

    Outro ponto a ser incluído no VerificAR revisado será relativo ao Prêmio Nacional de Qualidade. As empresas signatárias do Atuação Responsável interessadas em concorrer serão motivadas a preparar um relatório bastante parecido ao do PNQ para ser também avaliado pelo Verificar.

    “Logicamente só faremos essa determinação para empresas que utilizarem o Atuação Responsável como ferramenta para o prêmio”, explica o gerente da Abiquim.

    O uso do VerificAR como aprimoramento do programa, aliás, foi atestado nesses dois anos de experiência. “O atual, mesmo sem a revisão, já mostrou ser um excelente apoio para a empresa ter certeza que está no caminho certo”, afirma Kós. Tanto é assim que a partir de 2005 também foi decidida pela obrigatoriedade da verificação. “Ainda não está definida a periodicidade nem qual será o critério para a exigência”, completa. Quando se refere a critério, Marcelo Kós faz uma analogia: “É como se faltasse ainda a regulamentação de uma lei já definida, ou seja, a de que todas as signatárias vão ter de passar pelo VerificAR”.

    Modelo – As vantagens da revisão do Atuação Responsável ficarão nítidas na própria apresentação física do novo programa. Ao contrário dos grossos calhamaços dos atuais seis códigos, que normalmente impressionam as empresas iniciantes, o revisado será um conjunto único de práticas, sintéticas e diretas, mas suficientes para a empresa adotar um sistema de gestão bem mais completo. “Isso com certeza vai atrair empresas e parceiros menores”, afirmou o coordenador da comissão executiva do Atuação Responsável, Antonio Rollo.



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