Meio Ambiente (água, ar e solo)

Artigo Técnico: Tratamento de Efluentes – Técnicos criticam unidades anaeróbicas de fluxo ascendente em esgoto e sugerem alternativas

Quimica e Derivados
7 de dezembro de 2012
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    Química e Derivados, Manto de lodo anaeróbico de fluxo ascendente, Artigo Técnico: Tratamento de Efluentes

    Manto de lodo anaeróbico de fluxo ascendente

    Anaeróbico – Há três tipos básicos de sistemas anaeróbicos:

    1) O Crescimento em Suspensão é aquele em que a biomassa é mantida em suspensão por agitação mecânica ou a mistura é efetuada por meio de um gás. A maior parte deles usa um reator fechado de mistura completa seguido de um clarificador com reciclo do lodo. Um desgaseificador a vácuo é frequentemente instalado após o reator para minimizar a flutuação do lodo. Alternativamente, pode ser usado um sistema de lagoa coberta com mistura parcial. Podem ser usadas lagoas abertas a jusante para sedimentação, porém a questão do mau cheiro é preocupante. É necessária a remoção periódica do lodo. Este é o tipo primário de sistema anaeróbico que pode ser projetado economicamente para operar com baixas cargas de orgânicos, da ordem de 1 a 2 kg DQO/m3/dia. As necessidades de área de terreno para sistemas de baixa carga são consideravelmente maiores do que as de alta carga.

    2) Já no Sistema de Leito Fluidizado, o crescimento da biomassa ocorre em meio granular (tipicamente areia), que expande graças às altas vazões de reciclo de efluente. É crítico ter uma vazão hidráulica uniforme para evitar curto-circuito (passagem preferencial) e as altas concentrações de biomassa atingidas são atribuídas à grande superfície proporcionada pelo meio. Estes sistemas requerem mais energia para bombeamento e mistura.

    3) Por fim, o manto de lodo anaeróbico de fluxo ascendente (UASB) é um sistema híbrido dos sistemas de leito fluidizado e de crescimento em suspensão, no qual o meio granular é formado pelas próprias bactérias. Estes sistemas servem muito bem para tratar águas residuais fortes, como aqui descrito, porém as bactérias não granulam bem em efluentes de baixa carga orgânica como os esgotos domésticos.

    Sistemas de tratamento aeróbicos – O tratamento aeróbico é a abordagem de tratamento biológico mais comumente usada e ele pode ser utilizado para o tratamento de águas residuais industriais fracas e fortes e de esgotos municipais (que são inerentemente de baixa carga orgânica – águas fracas). Os sistemas aeróbicos fornecem uma única etapa de tratamento biológico para atingir níveis típicos de despejo da ordem de 30 mg/l ou menos de DBO5 e de TSS. É um processo mais estável e adequado para casos nos quais toxinas potenciais possam estar presentes e a complexidade de operação de tratamento em dois estágios (anaeróbico seguido de aeróbico) não se justifique. Em geral, o pré-tratamento anaeróbico não é economicamente justificável em concentrações de afluentes abaixo de 1.000 mg/l de DBO5.

    Portanto, o tratamento aeróbico é preferível para o tratamento de esgoto doméstico.

    Química e Derivados, Sistema de lodo ativado convencional, Artigo Técnico: Tratamento de Efluentes

    Sistema de lodo ativado convencional

    Sistema convencional de lodo ativado – Além do sistema convencional de lodo ativado, de larga aplicação e no qual a biomassa é suspensa com agitação por meio de ar, usando-se um reator de mistura completa seguido de um clarificador com reciclo do lodo, há novas alternativas aeróbicas no mercado. Uma delas, representada no Brasil pelos autores deste artigo, é o sistema AIS (Advent Integral System), uma reconfiguração patenteada do processo de lodo ativado convencional: o clarificador secundário é integrado à bacia de aeração, proporcionando inúmeras vantagens.

    Química e Derivados, Sistema AIS, Artigo Técnico: Tratamento de Efluentes

    Sistema AIS

    O AIS se diferencia por ocupar a menor área de terreno dentre todos os processos aeróbicos; por não ter partes móveis, o clarificador é um mero septo de separação, não sendo, portanto, um elemento estrutural; as bombas de retorno de lodo não existem, o reciclo do lodo e do efluente tratado é feito por meio de bomba de air-lift acionada por uma fração do ar usado para prover oxigênio aos micro-organismos na bacia de aeração. Além disso, o sistema DTF provê um meio de remoção de espuma para eliminá-la do efluente clarificado e para a adição de polieletrólitos ou de outros coagulantes eventualmente necessários para reduzir os níveis de TSS no efluente.



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    Um Comentário


    1. carlos roberto poranga

      100% da população rural e ribeirinha no Brasil usa o sistema de fossa negra. acho que o sistema aneróbio com construções simples de uma sequencia de tres caixas de 1000L para uma residencia com 4 pessoas, acrescentando esterco bovino com agua, e separado das aguas cinzas, resolvem o problema. é melhor que não fazer nada. Conheço povoados que ja não conseguebuscar agua limpa no lençol freatico…..



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