Meio Ambiente (água, ar e solo)

Artigo Técnico: Tratamento de Efluentes – Técnicos criticam unidades anaeróbicas de fluxo ascendente em esgoto e sugerem alternativas

Quimica e Derivados
7 de dezembro de 2012
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    Química e Derivados, Limites permissíveis de despejo, Artigo Técnico: Tratamento de Efluentes

    Tabela 1 – Limites permissíveis de despejo. Clique para ampliar.

    A Tabela 1 mostra alguns valores dos parâmetros estabelecidos pelas nossas legislações e os correspondentes valores em outros países, assim como as diretivas de entidade financiadora de caráter mundial.

    Um exame atento desta tabela provoca as seguintes ponderações e perguntas:

    Por que os limites permissíveis de despejo no Brasil para DBO5 e TSS são tão incongruentes, i.e. mais altos do que os de outros países?

    Por que não foram adotados limites mais restritivos, fácil e rapidamente atingíveis com tecnologias confiáveis usadas em todo o mundo?

    Apesar das inconsistências apontadas acima, note-se que a legislação do estado de São Paulo desde 1976 não foi alterada de modo significativo nesses dois parâmetros. Além disso, as legislações brasileiras não fazem referência a médias mensais ou picos semanais aceitáveis, comumente usados em diferentes países. A porcentagem mínima requerida de redução da carga poluente também é bem menos severa e pode levar a questões de qualidade da água nos corpos receptores. Se as leis não especificam, como são definidos pelos agentes fiscalizadores os requerimentos de frequência de amostragem e de monitoração?
    É de se duvidar que, de modo contínuo, eficiente e confiável, os processos anaeróbicos – especialmente os sistemas UASB neste caso – possam atender, sozinhos, até mesmo os parâmetros atuais das leis brasileiras acima mencionadas. Feitas estas ponderações e perguntas, recordemos de modo breve a caracterização dos processos biológicos para tratamento secundário de efluentes.

    Tratamentos secundários – Há dois tipos gerais de sistemas biológicos usados para o tratamento secundário de águas residuais, conforme as características dos micro-organismos que reduzem a carga orgânica metabolizando-as: sistemas anaeróbicos e sistemas aeróbicos.

    Nos sistemas anaeróbicos, os micro-organismos sobrevivem e se multiplicam na ausência de oxigênio em um ambiente redutor e geram um subproduto energético potencialmente útil (metano) com uma produção mínima de lodo. Porém, sua grande limitação é a incapacidade de reduzir completamente todo o material orgânico e, por causa disso, requerem frequentemente uma etapa de tratamento aeróbico a jusante, para completar o tratamento do efluente.

    Nos sistemas aeróbicos, os organismos necessitam de oxigênio molecular. Há um consumo maior de energia, há uma quantidade maior de lodo gerada. O tratamento, porém, é completo, permitindo que o efluente satisfaça os requerimentos de despejo mais rigorosos para DBO5.

    As vantagens e desvantagens de cada um dos sistemas são mostradas na Tabela 2.

    Química e Derivados, Comparação entre os sistemas secundários, Artigo Técnico: Tratamento de Efluentes

    Tabela 2 – Comparação entre os sistemas secundários. Clique para ampliar.



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    Um Comentário


    1. carlos roberto poranga

      100% da população rural e ribeirinha no Brasil usa o sistema de fossa negra. acho que o sistema aneróbio com construções simples de uma sequencia de tres caixas de 1000L para uma residencia com 4 pessoas, acrescentando esterco bovino com agua, e separado das aguas cinzas, resolvem o problema. é melhor que não fazer nada. Conheço povoados que ja não conseguebuscar agua limpa no lençol freatico…..



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