Aromas e fragrâncias: Saúde e bem-estar dos consumidores

Desenvolvimento de produtos enfatiza saúde e bem-estar dos consumidores finais

Diante dos novos desafios e demandas dos últimos dois anos, o mercado de aromas e fragrâncias se reinventou.

Passado o período de ajustes pós-Covid, a indústria de ingredientes, cada vez mais, mostra-se alinhada aos desejos dos clientes.

Independentemente do segmento, os formuladores procuram oferecer muito mais do que um insumo.

A ideia é abastecer o setor com itens que possam transmitir sensações de conforto e bem-estar (nos perfumes) e conceitos voltados aos cuidados com o corpo e à saúde (nos alimentos e bebidas).

No geral, o desempenho do setor segue positivo e com perspectivas de crescimento, segundo Diogo Craveiro, diretor-comercial da Givaudan no Brasil.

Considerada essencial, essa indústria entra em contato com o consumidor mais de 15 vezes ao dia, todos os dias.

Porém, assim como vem acontecendo em outros setores, o que limita o seu avanço está diretamente ligado ao fornecimento de insumos básicos.

Conforme relata Lucia Lisboa, vice-presidente de Fine Fragrances da Givaudan na América Latina, o fechamento dos portos chineses por mais de três meses impactou a indústria no que se refere ao recebimento dos insumos, por causa da falta de vários materiais e componentes que são de lá importados.

Outra grande adversidade sofrida pelo setor tem sido a guerra entre Rússia e Ucrânia, pois afetou o fornecimento de gás na Europa e, com isso, prejudicou a produção de matérias-primas, provocando significativos aumentos dos preços.

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    Aromas e fragrâncias: Saúde e bem-estar dos consumidores ©QD Foto: iStockPhoto
    Lucia: portfólio tem aromas ligados a funções nutricionais

    “Este ano tem sido desafiador, tanto na parte de fornecimento de matérias-primas, bem como na logística”, afirma.

    Nos perfumes – Os principais segmentos do mercado de fragrâncias vêm registrando altos e baixos nos últimos anos.

    O período da pandemia trouxe crescimento para algumas categorias como sabonetes e air care.

    Aromas e fragrâncias: Saúde e bem-estar dos consumidores ©QD Foto: iStockPhoto
    Orensztjen: ficar mais tempo em casa modificou a demanda

    “Por estarmos mais tempo dentro de casa e buscando a sensação de bem-estar e alívio diante da situação em que vivíamos”, justifica Dan Orensztjen, Head da Divisão de Fragrâncias da Takasago Brasil.

    Passado o pico daquele momento, no entanto, as vendas ficaram aquém das expectativas por conta da baixa, em volumes, no varejo.

    A perfumaria fina, por sua vez, continua com desempenho positivo, assim como o segmento de cuidados pessoais, que apresentou leve recuperação.

    O senão está entre os produtos para home care, pois os volumes ficaram abaixo do esperado.

    “A expectativa é que a receita de vendas volte aos patamares pré-pandemia, e acreditamos em uma alavancagem de vendas para o final do ano de 2022”, afirma Orensztjen.

    De qualquer forma, este primeiro semestre para a perfumaria se mostrou positivo.

    Dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) dão conta de que neste segmento houve um crescimento em torno de 15% em vendas ex-factory no período.

    Para a entidade, sim, esta categoria de produtos sofreu com o impacto do aumento dos preços, porém, as empresas passaram a buscar alternativas para manter seus consumidores e atrair novos compradores.

    Um dos recursos adotados tem sido investir em mais opções de apresentação, com variações do mesmo produto em tamanhos diferentes.

    Sobre o desempenho do mercado de aromas, Vilma Mendes, head da Divisão de Aromas da Takasago Brasil, relata que o mercado de alimentos e bebidas também se movimentou e tem buscado agir rápido para recuperar o que deixou de evoluir durante a pandemia.

    Até por isso, na divisão de aromas da companhia, os resultados têm sido consistentes, a ponto de crescer dois dígitos tanto em comparação com 2021, quanto ao orçamento de 2022.

    Aromas e fragrâncias: Saúde e bem-estar dos consumidores ©QD Foto: iStockPhoto
    Vilma: país tem potencial para avançar em proteínas vegetais

    “Nossa expectativa é fechar o ano de forma positiva e, certamente, com a chegada do verão, o mercado de bebidas mais aquecido irá nos favorecer”, diz.

    Efeito pandemia – Nos últimos dois anos, o mercado de aromas acompanhou o surgimento de novos hábitos de compra em relação aos alimentos e às bebidas.

    “É possível ver um consumidor com sequelas de uma pandemia buscando nos produtos um conforto em quesito de imunidade e com propriedades de teor saudável”, afirma Jessica Lapique, diretora-comercial da Lapiendrius Flavors.

    Segundo ela, a entrega de sabores que atendam a essas demandas se traduz em uma grande oportunidade para o mercado de aromas.

    A indústria das fragrâncias também se viu às voltas com novas demandas.

    Alto desempenho na limpeza e higiene das roupas, do ambiente e do corpo vêm pautando os desenvolvimentos, através de ativos inovadores ou de claims que associam o benefício à fragrância.

    Sob esta perspectiva, a Vollmens Fragrances criou as coleções “Cheiros que cuidam” e “Cheiros que acalmam”.

    Elas trazem na composição óleos essenciais ricos em propriedades antissépticas e calmantes, com o objetivo de oferecer fragrâncias para perfumar linhas de produtos para cuidados com a saúde, higiene e limpeza, aumentando a sensação de bem-estar para os consumidores.

    Tiago Motta, perfumista da Takasago, explica que, de um modo geral, a busca por odores aconchegantes e de cheiro de limpeza sempre teve uma força em categorias como a de cuidados com as roupas e de aromatização da casa.

    No entanto, ele tem notado essas notas migrando para splashes e colônias também.

    Aromas e fragrâncias: Saúde e bem-estar dos consumidores ©QD Foto: iStockPhoto
    Motta: fragrâncias ajudam no reforço emocional pós-Covid

    “Principalmente depois da pandemia, vimos emergir uma necessidade maior de reafirmação emocional e as fragrâncias sempre são excelentes aliadas”, diz.

    Segundo Carolina Celli, gerente de marketing da divisão de fragrâncias da Takasago, o consumidor está sentindo a necessidade de criar diferentes atmosferas nos diversos cômodos da casa.

    “Com o ar mais contaminado, precisamos de ‘purificação’ no nosso ambiente interno e, além disso, algo que traga uma identidade, que ‘decore’ e traduza aquele espaço”, afirma.

    Por isso, ela prevê muitas marcas usando e abusando de claims relaxantes/energizantes e também com apelo para a hora do sono ou com a sensação de contato com a natureza.

    Fernando Lapique, diretor da L’essence Fragrances, cita como reflexo do período o aumento das vendas de produtos voltados à aromatização das casas.

    Para ele, as pessoas passaram a prestar atenção nas fragrâncias e no modo como elas afetavam sua experiência no ambiente.

    Aromas e fragrâncias: Saúde e bem-estar dos consumidores ©QD Foto: iStockPhoto
    Lapique: insumos sintéticos colaboram com visão ambiental

    “Não existe apenas a preocupação com a limpeza, mas, sim, com o bem-estar e a sensação que aquela fragrância irá proporcionar”, destaca.

    Para dar conta das demandas do setor, o portfólio da L’essence Fragrances conta com mais de 33 mil fragrâncias cadastradas para segmentos como perfumaria fina, cuidados pessoais e cuidados com o ambiente.

    Segundo Lapique, a cada semana, há lançamentos. “O mercado é muito rápido”, justifica.

    Não por acaso, segundo Natalia Mendes, responsável pela comunicação institucional e relações internacionais da Vollmens Fragrances, muitos são os desenvolvimentos que trouxeram os benefícios da aromaterapia por meio dos óleos essenciais para acalmar, relaxar e criar um clima de equilíbrio e harmonia em casa.

    Aliás, alguns produtos, como a vela aromática, apresentaram um grande crescimento por causa do interesse do consumidor por um ritual espiritual e terapêutico dentro dos lares.

    Aromas e fragrâncias: Saúde e bem-estar dos consumidores ©QD Foto: iStockPhoto
    Craveiro: estar perfumado é um código social dos brasileiros

    Novos tempos – “Vimos uma tendência grande dos consumidores na utilização de perfumes e cheiros que conectem com a natureza e que tragam a sensação de conforto e de cuidado”, reforça Craveiro, em alusão ao período pós-Covid.

    Por isso, a Givaudan emprega muitas matérias-primas que traduzem o frescor da natureza e notas mais cosméticas cremosas para que ajudem a conotar essa sensação de cuidado.

    Aliás, o lançamento de muitos produtos trazendo motes de naturalidade e funcionalidade tem chamado a atenção de Lucia.

    Ela conta que o perfume precisa entregar algo diferenciado e, hoje, nota-se uma demanda por inovações testadas via neurociência que possam trazer, por exemplo, relaxamento e energização.

    Ao mesmo tempo, ela também observa o aumento da procura por ingredientes naturais, sustentáveis e reciclados.

    Sobre os próximos passos do setor, Carolina mostra alguns caminhos.

    Ela aponta que as fragrâncias inspiradas em alimentos e aquelas capazes de funcionar no mundo digital tendem a ter demanda.

    De acordo com a WGSN, empresa referência em previsão de tendências de consumo, as fragrâncias serão utilizadas para estabelecer uma conexão mais emotiva com a tecnologia.

    Aromas e fragrâncias: Saúde e bem-estar dos consumidores ©QD Foto: iStockPhoto
    Carolina: cada cômodo da casa deve ter identidade própria

    “Novos métodos de difusão digital permitirão que o público perfume seu ambiente virtual e as marcas devem estar atentas a essas inovações”, diz.

    O mercado de fragrâncias tem ainda se movimentado para oferecer benefícios adicionais.

    Para Messias Shimizu, diretor de P&D da divisão de fragrâncias da Takasago, aumentou a busca dos consumidores por algo a mais associado à emoção nos produtos.

    Aliás, a fragrância é bastante peculiar e única, pois entre os cinco sentidos, o olfato é o que tem contato direto com o sistema límbico (das emoções).

    Inovação – Por isso, a Takasago possui uma plataforma de tecnologia que desperta diversas emoções através das fragrâncias que vão desde o bem-estar, relaxamento e sono até a redução do estresse.

    “Com comprovações muito robustas”, pontua Shimizu.

    Esses ganhos, além da perfumação, podem ser sobre o controle de maus odores, long lasting (longa duração) e cápsulas de fragrância, entre outros.

    Aromas e fragrâncias: Saúde e bem-estar dos consumidores ©QD Foto: iStockPhoto
    Shimizu: olfato tem contato direto com o sistema límbico

    “A Takasago possui resposta para todas essas solicitações a partir das nossas tecnologias de fragrâncias”, destaca.

    Como se nota, diante desse cenário, os fabricantes de ingredientes investem pesado para responder a essas novas solicitações do mercado.

    A Givaudan é outro exemplo.

    A empresa desenvolveu a tecnologia VivaScentz para oferecer mais funcionalidade. Lucia explica que essa ideia não é nova dentro da companhia.

    Em 2010, em parceria com o departamento de Psicologia da Universidade de Bristol, na Inglaterra, a Givaudan passou a tentar mensurar o bem-estar no contexto de fragrâncias e aromas.

    Com esses dados, a empresa cria algoritmos para predizer se a composição da fragrância poderia melhorar o bem-estar.

    “A metodologia VivaScentz é utilizada pelos nossos perfumistas como a regra criativa, que tem patente registrada”, informa.

    O desenvolvimento resulta de seis anos de pesquisa, com mais de 40 estudos experimentais conduzidos com cerca de 2 mil consumidores.

    A inovação na perfumaria pode se traduzir de muitas maneiras.

    Na Vollmens Fragrances, exemplos são percebidos em composições com aspectos naturais, orgânicos e hipoalergênicos.

    Além disso, podem ser observados em perfis olfativos diferenciados para o consumidor local, com tecnologias e moléculas que associam um benefício técnico e sensorial ao produto final, ligado à fragrância.

    No final de 2020, a casa de fragrâncias brasileira Vollmens Fragrances lançou a tecnologia Voll Caps.

    Trata-se de microcápsulas de fragrâncias, utilizadas em produtos como amaciante de roupas e sabão em pó.

    Segundo a fabricante, o produto oferece uma grande vantagem no desempenho de perfumação dos tecidos, pois, no processo de lavagem, ele se deposita entre as tramas dos fios e só se rompe com a fricção dos tecidos durante o uso.

    Aromas e fragrâncias: Saúde e bem-estar dos consumidores ©QD Foto: iStockPhoto
    Natalia: microcápsulas ficam mais tempo nos tecidos

    “Este tipo de tecnologia até então era exclusivo de companhias de fragrâncias multinacionais ou com fabricação fora do Brasil”, comenta Natalia.

    A empresa possui laboratório próprio de P&D e equipe especializada no desenvolvimento e aprimoramento da coleção das cápsulas.

    Natalia explica que a atuação da companhia está cada vez mais especializada em fornecer um pacote completo que vai desde o desenvolvimento da fragrância até o resultado final do produto do cliente na prateleira.

    “Conseguimos desenvolver uma leitura regional/nacional das preferências dos consumidores que é muito rica para as equipes de desenvolvimento e criação de fragrâncias”, diz.

    A empresa trabalha com marcas regionais de quase todos os estados brasileiros.

    De acordo com João Carlos Basilio, presidente da Abihpec, não é à toa que a perfumaria do país é dominada por empresas nacionais (Natura e OBoticário).

    “Nós brasileiros sabemos interpretar o que o brasileiro quer”, afirma.

    É cultural – Considerando a importância de conhecer as particularidades do consumidor, vale um adendo sobre algumas especificidades do país.

    “O brasileiro quer se sentir limpinho”, resume Basilio. Não por acaso, o Brasil é o segundo maior mercado de fragrâncias no mundo – atrás dos Estados Unidos, e de acordo com Carolina, em perfumaria massiva, líder no ranking mundial.

    Essa posição está associada à frequência com que o brasileiro se perfuma. Natalia divulga pesquisas, segundo as quais há, em média, de quatro a cinco perfumes por pessoa nos lares do país.

    “Estar perfumado é um código social do brasileiro”, diz.

    No Brasil, a média de banhos por semana está entre oito a dez, de acordo com Craveiro.

    Esta característica do brasileiro chega a ultrapassar a esfera financeira. Lucia reforça que este consumidor tem uma forte relação com o cheiro.

    “Usamos perfume até para dormir. Então, mesmo passando por dificuldades e, com menos dinheiro no bolso, seguimos usando perfume, comprando menos variantes”, exemplifica.

    Carolina concorda.

    De acordo com ela, no país existe a cultura de se perfumar em prol da higienização, mas também da beleza, autoestima e até mesmo da sedução.

    “Em tempos de crise, o brasileiro faz escolhas mais econômicas com determinados produtos de cuidados pessoais e perfumaria, mas não deixa de consumir, pois o ato de se cuidar faz parte da rotina de higienização e beleza”, reitera.

    Em relação à indústria de aromas, Vilma também pontua a necessidade de se respeitar as especificidades de cada público.

    Segundo ela, o profundo entendimento da Takasago com relação aos gostos locais e conhecimento das bases onde o aroma será aplicado tem feito a diferença para acompanhar o ritmo do mercado.

    Futuro dos aromas – Novos tempos também para esta categoria de ingredientes.

    O aroma sempre teve e continuará tendo papel fundamental na indústria, pois cria identidade e memórias olfativas.

    No entanto, de uns tempos para cá, vem ganhando protagonismo por conta das novas demandas referentes à redução de açúcar, sódio e gordura nos alimentos e bebidas.

    Com a crescente procura por saudabilidade, os aromas têm auxiliado os formuladores a deixar alimentos e bebidas mais competitivos sem perder as características sensoriais.

    Vilma conta que um desafio, aliás, se trata do enquadramento à legislação para redução destes nutrientes, mantendo o perfil sensorial e outros atributos valorizados pelo consumidor como preenchimento na boca, por exemplo.

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      A Takasago tem trabalhado para se adequar às mudanças exigidas pela sociedade.

      “Nossos métodos patenteados de análise, identificação e validação de modulação de aromas têm ajudado fortemente a indústria”, afirma Vilma.

      Ela explica que, juntamente à reação de Maillard, caramelização e degradação de strecker (aminoácidos), a degradação lipídica é uma das principais rotas responsáveis pela formação de compostos aromáticos nos alimentos.

      De acordo com ela, ao se aprofundar no universo de substâncias, a companhia identificou que algumas delas apresentam poder modulador, ou seja, são capazes de “jogar” com os sentidos e, mesmo em baixas concentrações (dosagem de um aroma), transmitem a informação de que a gordura ainda está ali.

      O aumento da demanda por proteínas vegetais também traz reflexos na indústria de aromas e o setor ganha com isso.

      “O Brasil tem todas as possibilidades de se transformar num grande ditador de tendências para o mercado de alimentos à base de vegetais, não só à base de soja”, afirma Vilma.

      Não à toa, a companhia tem investido pesadamente em nível global em moduladores e mascaradores para atingir perfis sensoriais similares aos de proteína animal.

      Vilma explica que os cientistas têm trabalhado de maneira intensa para compreender as matrizes de sabor e compensar e/ou melhorar o sensorial e a percepção desses alimentos e bebidas.

      “Junto com nossa Plataforma de Insights de Consumidor, trazemos para dentro de nossos laboratórios as reais expectativas desse consumidor final”, diz.

      Soluções de ponta para o mercado de aromas não faltam.

      A divisão da Givaudan de Sabor & Bem-Estar (Taste & Wellbeing) tem a proposta de moldar o futuro dos alimentos, tornando-se a parceira de cocriação preferida de seus clientes.

      “A Givaudan vai além da criação de experiências alimentares que fazem bem e trazem bem-estar para o corpo, a mente e o planeta”, afirma Lucia.

      Ancorada em sua posição de liderança global em aromas, a companhia conta com portfólio expandido de produtos em aromas, soluções funcionais e nutricionais e um profundo conhecimento do ecossistema dos alimentos.

      Sobre os rumos do setor, há ainda um avanço notável dos produtos vitamínicos.

      Caracterizados por uma indesejável amargura, eles tendem a alavancar as vendas dos aromas e, por isso, têm incitado muitas indústrias a apostarem neste nicho.

      Esse é o caso da Lapiendrius Flavors, que tem investido na oferta de tecnologia para melhorar a palatabilidade dos produtos ao mascarar sabores desagradáveis.

      “Podemos entregar o equilíbrio perfeito no produto de agradabilidade, saudabilidade e principalmente sabor”, afirma Jessica.

      Uma das propostas é atender às demandas dos segmentos de suplementos, fitness e plant based – eles têm como base ingredientes desagradáveis ao paladar.

      A companhia tem atuado intensamente no ramo dos doces, com os suplementos vitamínicos, além dos salgados (com os frigoríficos). Jessica anuncia que a empresa está investindo cerca de 3 milhões de dólares, tanto em infraestrutura como em inovação.

      Verde – Por falar em investimentos, o mercado de aromas e fragrâncias, como um todo, também investe, cada vez, mais na sustentabilidade dos ingredientes.

      “Os nossos fornecedores de matérias-primas já se movimentam neste sentido e para nós também é um caminho a ser percorrido”, comenta Natalia.

      Por sua vez, Carolina destaca que ter uma política verde em vigor na empresa passou de apenas desejável para um pré-requisito em diversos clientes.

      “Temos que não apenas acompanhar esse movimento como também apresentar soluções inovadoras e eficientes”, afirma.

      Segundo Motta, pensando em fragrâncias, a paleta da Takasago conta com diversas plataformas voltadas para a química verde, como a Sustainable Scent e a Chiraroma, entre outras tecnologias que visam a reduzir ao máximo o impacto ambiental na produção de ingredientes.

      Ele cita ainda processos adotados em todas as filiais para uma educação mais disseminada que alcance todos os colaboradores e continue reafirmando uma prática mais alinhada com as necessidades dos clientes que, para ele, cada vez mais, estão preocupados com a preservação dos recursos naturais do planeta.

      O mercado concorda que, atualmente, diminuir ou eliminar qualquer risco ao meio ambiente acaba sendo obrigatório.

      Segundo Lapique, o uso de matérias-primas sintéticas nas fragrâncias colabora e muito com o processo de responsabilidade das empresas em relação ao ambiente.

      Aliás, Basilio cita que são necessárias 7 toneladas de pétalas de rosa para um quilo de essência.

      “A síntese é o caminho sempre”, conclui, mencionando que o custo do insumo natural ficaria proibitivo.

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