Fragrâncias e aromas: Caminho para inovações sensoriais

Biotecnologia abre caminho para inovações sensoriais

Os cuidados com a saúde da mente e do corpo norteiam as tendências e as inovações do mercado de aromas e fragrâncias. O consumidor tem feito as suas escolhas a partir de uma ótica holística, aquecendo a demanda por ingredientes que entregam benefícios e impulsionando a criação de fórmulas com apelo sustentável.

Nesse contexto, a biotecnologia ganha importância e assume o papel de grande aliada dos novos desenvolvimentos.

As indústrias de aromas e fragrâncias estão em ascensão. Com a disposição do setor para investir, e seu alinhamento com as exigências dos consumidores, fica fácil entender o porquê. Pensando no segmento de fragrâncias, o prognóstico é positivo.

Os negócios estão voltando aos níveis pré-Covid, como observa Josiane Bordignon, regional commercial director – Fine Fragrances, da IFF. Ela explica que os consumidores anseiam pelo seu momento de bem-estar, assim como pela retomada da vida social. O perfume, assim, tem se tornado um elemento cada vez mais relevante.

Aromas e fragrâncias: Biotecnologia abre caminho para inovações sensoriais
Josiane: insumos devem ter fontes e processos sustentáveis

“Vemos 2024 muito otimistas para fragrâncias”, afirma Josiane.

Segundo ela, o mercado tem se mostrado resiliente para a categoria de perfumaria fina e produtos para o corpo e os cabelos. Além disso, nota-se a ascensão de um segmento que despontou com força após a pandemia: a perfumação para o lar.

Dados da Euromonitor ratificam essa percepção, pois preveem crescimento de 5% em perfumaria. De acordo com Josiane, aliás, o desempenho do mercado pode superar esta estimativa. Um dos motivos tem a ver com o entendimento da indústria acerca das principais demandas do momento. Em perfumaria fina, por exemplo, a personalização está em alta. Os consumidores passaram a desejar ter o seu próprio cheiro ou a possibilidade de combinar fragrâncias.

Quanto ao mercado dos aromas, considerando o desempenho do setor alimentício, as expectativas também são de expansão. “Vemos um crescimento e uma grande tendência na busca de alimentos mais saudáveis”, pontua Josiane.

Fragrâncias e aromas: Funcionais

A ideia de abastecer o mercado de alimentos e bebidas com produtos saborosos e com benefícios para a saúde, seja por meio da redução de açúcar, sal e gordura ou da adição de vitaminas, minerais e fibras ganha adeptos a cada ano na indústria.

“Investimos em um portfólio com uma variedade de ingredientes naturais, de rótulo limpo, que nos permite estar na vanguarda no fornecimento de experiências gastronômicas que vão além do excelente sabor”, resume Eduard Fontcuberta, regional leader of innovation, da Givaudan Taste & Wellbeing.

Prover funcionalidade é a grande tendência mundial, tanto em alimentos quanto em suplementação e fragrâncias. “Existe uma preocupação maior com a saúde do corpo, mas também mental”, pontua Josiane. Sendo assim, de alguma forma se explica o avanço do segmento de produtos vitamínicos. Segundo dados divulgados pela IFF, a área de suplementação vem crescendo dois dígitos e continuará assim nos próximos anos.

Em relação às fragrâncias, a procura por produtos com benefícios tem crescido em todos os segmentos. Até por isso, a IFF conta com um time dedicado a Science of Wellness que trabalha de forma transversal dando suporte a todas as categorias. Josiane cita um lançamento recente que ilustra esta demanda: a linha Cuide-se Bem Boa noite, de O Boticário.

Em consonância, uma novidade da Vollmens são justamente as fragrâncias com benefícios. A inovação consiste em fornecer aos clientes, já embutido na própria fragrância, uma formulação que vai auxiliar o processo de fabricação do sabonete em barra.

Aromas e fragrâncias: Biotecnologia abre caminho para inovações sensoriais
Vanessa: fragrâncias auxiliam na plasticidade da massa base

“As fragrâncias com Voll Benefit Soap irão auxiliar na plasticidade da massa base, fazendo com que ela fique mais elástica e de fácil manuseio e também diminua a aparição de rachaduras durante o uso do sabonete pelo consumidor”, explica Vanessa Azevedo, gerente de marketing da empresa.

A ampla procura pela funcionalidade das fragrâncias reflete o desejo das pessoas de obter benefícios ao seu estado mental que tenham o poder de evocar memórias especiais ou simplesmente abarquem tecnologias diferenciadas de bem-estar.

“O consumidor de hoje vem buscando mais do que apenas uma boa fragrância”, comenta Ana Paula Limonge, gerente de marketing sênior Latam Givaudan.

Não por acaso, ela cita que a companhia possui as áreas de Ciência & Tecnologia e Active Beauty. Elas estão dedicadas às inovações funcionais, mapeando emoções humanas, utilizando ingredientes biodegradáveis e trabalhando com diferentes tipos de biotecnologias.

Sabe-se, hoje, que 75% das emoções vivenciadas todos os dias são desencadeadas pelo cheiro e os algoritmos ajudam os perfumistas a aproveitar o poder das fragrâncias e evocar estados de espírito positivos. Até por isso, Marianna Bacchi, diretora de marketing & CMI Latam Givaudan, conta que a indústria dispõe de recursos para detectar quais moléculas e notas olfativas possuem a capacidade de estimular as partes do cérebro associadas ao aumento da felicidade, energia, bem-estar, relaxamento e sedução.

Uma novidade nesse sentido vem da própria Givaudan. Trata-se da MoodScentz+, tecnologia capaz de redefinir a compreensão da experiência emocional, ao mesmo tempo em que introduz uma nova capacidade de medição neurobiológica baseada em extensa mineração de dados. Marianna explica que o recurso auxilia a companhia no desenvolvimento de soluções personalizadas que respondam às novas necessidades dos consumidores.

Aromas e fragrâncias: Biotecnologia abre caminho para inovações sensoriais
Mariana: MoodScentz+ permite gerar emoções mais positivas

“MoodScentz+ permite agora que os perfumistas criem composições que melhoram positivamente as emoções, abrangendo uma extensa gama de estados de espírito positivos”, afirma.

Meio ambiente

O apelo sustentável também se faz cada vez mais presente nos novos desenvolvimentos da indústria. Até por isso, o foco atual da IFF se traduz no conceito “Do More Good”. A ideia é formular aromas, fragrâncias e ativos para o mercado de alimentos, beleza e cuidados com a casa e roupas, através de fontes e/ou processos sustentáveis. “Temos metas claras e ambicionas até 2030, pelas quais queremos promover mudanças positivas em toda a cadeia de valor”, afirma Josiane.

Não se trata de um caso isolado. Existe uma demanda crescente de consumidores por produtos formulados a partir de ingredientes naturais, reciclados e sustentáveis. Esse último caso, segundo Ana Paula, se refere a insumos criados com uma abordagem mais consciente, cujas cadeias de abastecimento têm práticas transparentes e responsáveis, com suporte às comunidades envolvidas, e que, de alguma maneira, consiga ter um impacto ambiental reduzido. Um exemplo são aqueles que consomem menos energia e poucos recursos no processo produtivo.

Por sua vez, a questão dos reciclados se refere ao processo de upcycling. Ou seja, um reaproveitamento criativo de resíduos do processo produtivo. Ana Paula explica que os insumos que seriam descartados passam por processos exclusivos de transformação, a fim de resultar em ingredientes com valor olfativo no desenvolvimento de fragrâncias.

A Givaudan possui vários produtos dessa natureza, a exemplo de algumas flores, madeiras e frutas.

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Ana Paula: upcycling favorece uso mais racional de materiais

“O uso desse tipo de ingrediente está em perfeita sintonia com a filosofia das marcas sustentáveis, já que a eliminação de resíduos é um dos aspectos presentes na economia circular”, afirma Ana Paula.

Essa postura trata-se de uma tendência crescente na indústria de fragrâncias finas, uma vez que os consumidores estão mais conscientes e vigilantes em relação aos produtos que consomem.

“As pessoas estão cada vez mais interessadas em saber sobre os ingredientes que compõem os produtos”, ratifica Vanessa. O reflexo deste comportamento se percebe na maior preocupação dos fabricantes quanto à origem das matérias-primas empregadas nos seus desenvolvimentos.

Na opinião da perfumista da Vollmens Juliana Tolotti, a indústria de ingredientes vem fazendo a sua parte para a promoção de melhorias sustentáveis de um modo geral, seja na pesquisa e no desenvolvimento de moléculas ou implantando o sistema ESG na cadeia produtiva como um todo. Ela explica que o primeiro passo se deu com a adaptação dos processos produtivos para que a emissão de carbono fosse reduzida em cada etapa da produção. Em seguida, as companhias passaram a comunicar em cada ingrediente a porcentagem de carbonos renováveis utilizados na produção.

Nos últimos tempos, houve um crescimento de ingredientes sustentáveis no mercado de matérias-primas, alguns alcançando inclusive a marca de 100% de carbonos renováveis.

“Este fato se deve ao grande investimento que a indústria vem fazendo em pesquisas de novas tecnologias, buscando desenvolver produtos que sejam bons para o planeta e socialmente responsáveis”, afirma Juliana.

Ela explica que se o insumo tiver mais de 50% de carbonos de fontes renováveis já é considerado sustentável.

Bio

Seguindo a rota do mercado, em uma segunda onda, um dos focos das empresas passou a ser a inclusão de produtos biodegradáveis. Hoje, segundo Juliana, a maior aposta como uma alternativa verde diz respeito à biotecnologia. Pesquisas corroboram sua fala. O mercado global desta tecnologia apresentou um crescimento estimado em US$ 1,37 trilhão no ano passado. As projeções apontam para incrementos de 14%, de 2023 a 2030, de acordo com a Grand View Research.

“Essa técnica milenar que começou por volta de 6.000 a.C. com a fermentação sendo usada em pães e cervejas atravessou gerações e está sendo explorada no mundo das fragrâncias”, comenta. Ela explica que a biotecnologia nada mais é do que os microrganismos trabalhando em um meio para produzir ingredientes através da fermentação.

Por conta do avanço da tecnologia, o mercado se vê às voltas com o desenvolvimento de moléculas que têm características olfativas muito semelhantes às dos óleos essenciais que, como se sabe, estiveram em situações delicadas com problemas climáticos e de exploração inadequada.

Aromas e fragrâncias: Biotecnologia abre caminho para inovações sensoriais
Juliana: biotecnologia evita sazonalidade de óleos vegetais

“Cada vez mais, a indústria de ingredientes vem tomando esse posicionamento e buscando estar em constante evolução e alinhamento com as questões sustentáveis”, afirma Juliana.

A casa de fragrâncias Vollmens, não por acaso, tem disponível na paleta dos perfumistas os mais recentes lançamentos que envolvem a biotecnologia e preza por fornecedores de ingredientes que tenham postura em sintonia com o cenário atual, conforme Juliana destaca. Uma das propostas atuais da companhia dá conta de viabilizar a conexão entre a inteligência humana e ecológica aplicada à fragrância.

Este é o princípio do conceito Converscent, a partir do qual a empresa selecionou quatro espécies de plantas que estão ou já foram ameaçadas de extinção e, utilizando acordes com ingredientes alternativos, criou uma nova coleção exclusiva, apresentada na in cosmetics, realizada em setembro último, em São Paulo.

Estas fragrâncias tiveram como inspiração o sândalo, o pau rosa, o guaiaco e a baunilha. A proposta se baseia em formas para garantir o poder olfativo destas espécies nas próximas gerações, com a ajuda da tecnologia e sem a necessidade da extração desses recursos da natureza, proporcionando o tempo necessário para o reequilíbrio natural, segundo Vanessa.

“Estamos trabalhando fortemente com biotecnologia na busca de novos ingredientes, tanto para alimentos, como para o desenvolvimento de novas fragrâncias”, pontua Josiane. Isso significa que o portfólio da IFF, além de aromas e fragrâncias, conta com ingredientes ativos, enzimas e biotecnologia para desenvolvimentos de novas moléculas. Esse incremento se deu por causa da aquisição da divisão de biociência e nutrição da DuPont, em 2021. Antes disso, a companhia incorporou a Frutarom. “(As aquisições) nos colocaram na posição de liderança tanto no segmento de aromas, fragrâncias e ingredientes para o mercado de perfumaria, personal e home care, como também no segmento de proteína vegetal, probióticos e enzimas para alimentos e laundry”, afirma.

Fragrâncias e aromas: Plant-based

Uma categoria que assume cada vez mais um papel de destaque para a indústria de aromas é a de proteínas vegetais. Porém, ainda assim, a nova geração desse tipo de produto enfrenta importantes desafios de sabor, além de algumas barreiras culturais, segundo Fontcuberta. Falta escala de produção suficiente e há questões tributárias – não compartilham de algumas vantagens das proteínas já estabelecidas. Essa combinação acaba fazendo com que, ao chegar ao consumidor, o preço fique quase sempre superior ao do produto de origem animal.

Nem por isso o potencial do segmento é posto em xeque. A indústria segue investindo pesado em inovação. Uma prova dessa postura se nota na Givaudan, com a PrimeLock+.

Aromas e fragrâncias: Biotecnologia abre caminho para inovações sensoriais
Fontcuberta: inovação dá sabor e suculência aos plant based

“Essa tecnologia é uma solução versátil que imita a gordura animal em produtos plant-based, proporcionando suculência, autenticidade no sabor e aparência que encantam os consumidores”, explica Fontcuberta.

Aliás, a companhia possui, de acordo com ele, um portfólio de última geração para qualquer aplicação plant-based, incluindo aromas específicos, mascaradores, agentes de textura e de suculência e corantes naturais. Além disso, conta com equipe de profissionais das áreas de aplicação e de análise sensorial especializada nesse tema.

Fragrâncias e aromas: Tendências

A fim de antever as tendências de consumo dos mercados de alimentos e bebidas, a divisão de Sabor & Bem-estar da Givaudan investiu em uma ferramentas de pesquisa, a FlavourVision,.

Segundo Fontcuberta, ela mostrou que as crescentes pressões inflacionárias, as mudanças climáticas e a sombra da Covid-19 vêm mudando rapidamente a forma como os consumidores tomam decisões sobre alimentação, saúde, valores e hábitos.

Sendo assim, o instrumento identificou cinco macrotendências. Duas delas são a green for me, que significa voltar-se para ações ecológicas que pareçam pessoais e relevantes, e a restorative care, que tem a ver com a adoção de abordagens restauradoras mais intuitivas para a saúde. A stable connections, por sua vez, se refere à busca de um senso de estabilidade e continuidade, apoiando-se em mentalidades hiperlocais e de “eu primeiro”.

Na sequência, há a sensorial renaissance, cuja ideia é querer “sentir” mais e buscar experiências que expandam os limites do que é esperado e possível. Por fim, a augmented assistance propõe o uso de ferramentas digitais proativas e personalizadas para ajudar a navegar e otimizar a vida.

Fragrâncias e aromas: Ciclodextrinas

Cada vez mais atentos à saúde e ao meio ambiente, os consumidores intensificaram a procura por alimentos alternativos. Neste sentido, visando às demandas do mercado por inovação, a Wacker desenvolveu ciclodextrinas multifuncionais e cistina natural, bem como a cisteína vegana. São soluções para aplicações de mascaramento de sabores, spreads e dips, sabores salgados, coberturas de barista, molhos, coberturas, amaciamento de massas, bem como panificação sem ovos e nutrição infantil.

A linha Cavamax, de ciclodextrinas da Wacker, são moléculas de açúcar em forma de anel, produzidas pela fermentação do amido, que podem encapsular outras substâncias e são usadas como estabilizantes e transportadores nas indústrias alimentícia e farmacêutica.

Aromas e fragrâncias: Biotecnologia abre caminho para inovações sensoriais
Edilaine: l-cistina vegana vem da fermentação da glicose

“Têm uma cavidade lipofílica (amante de gordura) em seu interior, que pode reter substâncias específicas. Isso permite que os fabricantes melhorem o perfil de sabor dos ingredientes funcionais”, explica Edilaine Babi Simões, sales manager Biosolutions da Wacker.

As ciclodextrinas podem mascarar uma grande variedade de ingredientes de sabor desagradável, como catequinas de chá verde, ou extratos de plantas em bebidas, ou ginsenosídeos em suplementos dietéticos. Além disso, é possível encobrir cheiros desagradáveis, como o de alho, cebola ou raiz de valeriana, e ainda de produtos que não são alimentícios. “Os odores também podem ser mascarados pela complexação com ciclodextrinas”, pontua Edilaine.

As ciclodextrinas consistem em múltiplos blocos de construção de glicose ligados entre si em um anel. Segundo Edilaine, dependendo do tamanho do anel, é feita uma distinção entre α-ciclodextrina com seis, β-ciclodextrina com sete e γ-ciclodextrina com oito unidades de glicose. Os derivados da ciclodextrina produzidos pela modificação destas α-, β- e γ-ciclodextrinas por hidroxipropilação ou metilação são comercializados sob a marca Cavasol.

Pensando no consumidor que tem preocupações com a qualidade de vida e busca melhorar o desempenho na prática esportiva, a companhia trouxe, recentemente, para o Brasil uma solução que potencializa a absorção pelo organismo da coenzima Q10 (Cavaq10) e a cúrcuma (Cavacurmin), tornando-os muito mais biodisponíveis.

Segundo Edilaine, o uso da ciclodextrina associado a importantes ativos, com benefícios comprovados para a saúde, mas difíceis de serem absorvidos pelo organismo, possibilitou o desenvolvimento. “Estes lançamentos já estão movimentando o mercado de suplementos, trazendo uma nova visão sobre a utilização de ativos”, diz. A Wacker é líder global de mercado nesse setor e a única empresa capaz de produzir as três ciclodextrinas naturais em grandes quantidades.

L-cistina

No caso da l-cistina, alguns diferenciais da Wacker ficam por conta da oferta de um produto vegano e vegetariano, com certificação Kosher e Halal, e o fato de ser fabricado com matérias-primas renováveis, além de possuir vários graus para aplicações diversas e apresentar máxima pureza e segurança, de acordo com Edilaine.

A empresa foi pioneira na produção de l-cistina e l-cisteína à base de plantas em um processo de fermentação sustentável. Essa técnica patenteada recebeu um prêmio ambiental, em 2008, por causa das suas particularidades. O destaque fica por conta de o processo não utilizar produtos de origem animal e empregar menos 96% de ácido clorídrico do que o necessário para a extração química típica de cabelos e penas.

Sobre o processo de biotecnologia, como substrato para a fermentação, é usada a glicose que é derivada do amido vegetal. Edilaine explica que E. coli é por natureza capaz de sintetizar l-cisteína. “Utilizamos uma cepa inofensiva, cujo metabolismo foi otimizado para máxima eficiência”, explica. No tanque de fermentação, os microrganismos produzem l-cisteína a partir de glicose e oligoelementos inorgânicos em fluxo contínuo. O produto é liberado no caldo e forma diretamente o dímero l-cistina. Em seguida, o caldo de fermentação é purificado para produzir l-cistina natural da mais alta qualidade, segundo ela. Mais um passo é necessário para produzir l-cisteína. O dímero l-cistina é reduzido por eletrólise à l-cisteína monomérica. Em tempo: l-cistina é um dímero que consiste em duas moléculas de l-cisteína oxidadas, ligadas por uma ponte dissulfeto.

Por fim, Edilaine explica que a l-cisteína é um dos vinte aminoácidos naturais que são os blocos de construção de proteínas. Devido à sua cadeia lateral sulfidrila (-SH), que é única entre os aminoácidos, é altamente reativa e forma pontes dissulfeto estáveis.

Ela ressalta que a companhia produz l-cistina em conformidade com a ISO 9001:2015 e as exigências de qualidade da FSSC 22000, uma norma reconhecida pela GFSI (Global Food Safety Initiative) para sistemas de gestão da segurança alimentar. A unidade de fermentação da Wacker, em León (Espanha), possui certificados para ambas as normas, de modo a garantir um nível de segurança superior para os produtos.

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