Publieditorial

Aplicação do controle estatístico de processo (CEP) na indústria de saneantes

Quimica e Derivados
4 de julho de 2019
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    Capabilidade do Processo para o lote 851

    Figura 6 - Gráfico do índice de capacidade do processo lote 851.

    Figura 6 – Gráfico do índice de capacidade do processo lote 851.

    Cálculo Cp
    Considerando os dados temos:

    • LSE (Limite Superior de Especificação): 1015,00
    • LIE (Limite Inferior de Especificação): 985,00
    • (Desvio-padrão estimado): 3,59

    Logo:

    Cálculo Cpk
    Considerando os dados utilizados temos:

    • LSE (Limite Superior de Especificação): 1015,00
    • LIE (Limite Inferior de Especificação): 985,00
    • Média do processo): 1004,15
    •  (Desvio-padrão estimado) = 3,59

    Logo:

    Resultados e Disfunções
    População:                                                                                200 unidades
    Embalagens com peso acima de 1015 g:                              2 unidades
    Embalagens com peso abaixo de 985 g:                               0 unidade
    Embalagens com peso dentro do limite estabelecido:        198 unidades
    Media de peso dos potes:                                                       1004,15 gramas
    Desvio padrão:                                                                         3,59
    Cp (Índice de capacidade do processo):                               2,78
    Cpk (Índice de capacidade do processo):                             1,01

    Os resultados acima apresentados demonstram que o lote 851 é capaz, apesar de apresentar uma tendência para o limite superior. Evidencia-se que o processo mantem-se estável ao longo da produção dos lotes estudados.

    Não há necessidade de requalificação de operação desde que as características da operação não sejam alteradas. Por exemplo, alteração/movimentação da balança, mudanças no layout, mudanças nas utilidades, entre outros.

    CONCLUSÃO

    O objetivo do trabalho ora apresentado foi atingido com a validação do desempenho do equipamento e comprovado que o sistema opera de acordo com as especificações pré-estabelecidas. Também foi possível mostrar a estabilidade de processo na fabricação de produto estudado e comprovando que o processo opera dentro das tolerâncias de especificação.

    Também foi possível estabelecer uma relação entre a importância do estudo estatístico de processo versus a capabilidade de um processo de manufatura do saneante.

    Os estudos de validação de processos do tipo concorrente aplicando ferramentas de qualidade por meios de controle estatístico de processo ainda é muito incipiente para produtos saneantes. Em grande parte, devido a falta de cultura organizacional na aplicação destas ferramentas. Também vimos a destacar falta de visão sistêmica dos ganhos que estas ferramentas trazem para os processos. Além disto, há ganhos com relação a segurança dos resultados de estabilidade dos processos e consistência dos dados coletados no decorrer de um processo capaz.

    O CEP em si não se apresenta como única ferramenta para validação de processos mas deverá ser considerado um conjunto de ações coordenadas e controladas para culminarem com excelentes resultados de controles estatísticos.  Por conseguinte, O CEP poderá ser considerado um dado de output de processo e já as calibrações, uniformidade de conteúdo, densidade, umidade, entre outros. Poderão serem considerados dados de input da estabilidade do processo. Não há estabilidade ou capabilidade de um processo onde que o produto de entrada (input) não é estável.

    O controle estatístico de processo poderá ser utilizado constantemente para aferição da capabilidade do processo produtivo conforme apresentado neste trabalho e avaliar o desempenho adequado do equipamento e comprovar que o sistema opera de acordo com as especificações pré-pré-estabelecidas.

    Neste trabalho utilizou-se o controle estatístico de processo para demonstrar a performance de um processo de produção de um produto saneante o qual poderá ser grande valia para novos trabalhos e uma forma de incentivar a execução de novos estudos para este fim.

    Sobre os Autores:

    Salvelino Aparecido Nunes [1]
    Celso Waldemar Castella [2]

    [1]  Mestre em Engenharia Química pela UFSC, Pós-graduado em Engenharia de Produção pela UNISOCIESC, Pós-graduando em Engenharia da Qualidade pelo IST-UNISOCIESC. Professor no curso de Engenharia Química do IST – UNISOCIESC.
    E-mail: salvelino.nunes@gmail.com

    [2]  Mestrando em Engenharia de Produção pela UNISOCIESC, especialista em Administração de Marketing, Comunicação e Negócios pela INBRAPE/UNIVILLE, graduado em Engenharia Mecânica pela FEJ/UDESC. Professor no curso de Engenharia Qualidade do IST – UNISOCIESC
    E-mail: professorcastella@gmail.com



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