Tintas e Revestimentos

Tintas – Anticorrosivas têm alternativas para reduzir o custo da pintura

Jose P. Sant Anna
15 de julho de 2009
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    Química e Derivados, Gláucio Conde, Gerente técnico e de marketing da Polipox, Tintas e Revestimentos

    Gláucio Conde: estratégia contempla a criação de soluções completas

    Soluções completas – A Polipox, empresa nacional criada há vinte anos, se autodenomina especializada no desenvolvimento de produtos de química fina, entre eles derivados de polímeros especiais. Isso faz com que ela participe desse mercado com estratégia diferenciada das gigantes fabricantes de tintas. “Desenvolvemos soluções completas para a proteção e recuperação contra a corrosão”, explica Gláucio Conde, gerente técnico e de marketing da empresa.

    Essas soluções são indicadas para metais, madeira e concreto, entre outros materiais. Elas incluem, além da fabricação de tintas, a produção de adesivos e de resinas destinadas a preencher microfissuras, eliminar deformações ou reforçar estruturas. Por oferecer produtos para serviços completos de reparação, a empresa trabalha muito em parceria com empreiteiras nos serviços de manutenção ou construção de novas plantas.

    No campo das tintas, a Polipox conta com a linha Polipaint, formada por produtos com diferentes composições e destinada a aplicações distintas. Entre as preocupações da empresa, se encontra a de oferecer produtos livres de substâncias agressivas ao meio ambiente. Entre elas, as 100% sólidas, isentas de solventes, são divididas em dois grupos. Um é formado pelas tintas curadas por radiação ultravioleta, muito utilizadas para revestir móveis e carpetes de madeira. A segunda linha sólida é curada por processos feitos em altas temperaturas (entre 180ºC e 200ºC) e voltada para a proteção de peças usadas em eletrodomésticos de linha branca, tubulações de bicicletas e pelo mercado de autopeças.

    A empresa também conta com revestimentos contra corrosão com pequena quantidade de solventes e a presença de resinas epóxi de baixíssimo peso molecular e viscosidade. Podem ser usados em aplicações internas, para proteger reservatórios de produtos químicos ou tubos, ou enterradas. A empresa oferece composições usadas tanto como fundo quanto para aplicações de acabamento e para diferentes espessuras.

    Para aplicações externas, presentes, por exemplo, em plantas petroquímicas ou em usinas de álcool, a empresa oferece tintas baseadas em poliuretano alifático, mais resistente ao amarelecimento do que o epóxi. Nas tintas para superfícies das embarcações que ficam submersas, a empresa conta com fórmula isenta do alcatrão de hulha.

    O desempenho das vendas da Polipox nos últimos meses tem variado de acordo com o nicho atendido. “As tintas voltadas para projetos de manutenção sofreram queda de 10% na procura”, informa Conde. A queda, nesse caso, não é considerada expressiva. “Muitas empresas aproveitaram a parada nos negócios para realizar reparos”, explica. O mercado dirigido para a pintura de máquinas sofreu bem mais. “Nesse caso, houve queda de 50%”, lamenta. A indústria naval não é mercado muito relevante para a empresa. “Nossos produtos são mais usados em barcos menores, de pescadores, feitos de madeira ou metal”, conta.

    A crise econômica não alterou os planos de investimento da Polipox. Hoje, a empresa tem capacidade instalada para fornecer 60 toneladas por mês de revestimentos técnicos. Até o final do ano, esse número deve triplicar com a inauguração de uma fábrica no município de Cesário Lange-SP. “A inauguração estava prevista para o primeiro semestre, mas a crise atrasou o cronograma da obra”, explica. O investimento no empreendimento superou a casa dos R$ 5 milhões.

    A inauguração da nova planta da Polipox é prova do bom potencial de negócios do setor. Apelando novamente aos trocadilhos de gosto duvidoso, os fabricantes de tintas do setor torcem para “dar um brilho” nos negócios e “navegar” em mares mais tranquilos. É esperar para ver.



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