Tintas e Revestimentos

Tintas – Anticorrosivas têm alternativas para reduzir o custo da pintura

Jose P. Sant Anna
15 de julho de 2009
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    Na divisão de tintas marítimas, os destaques se concentram nos produtos de controle de incrustação livres de TBT, nas tintas resistentes à abrasão e nas voltadas para tanques de lastro das embarcações, informa Marcos Torres, gerente de vendas da divisão marítima. Alguns produtos para a pintura de embarcações são destacados por Rosiléia Mantovani, gerente de marketing da divisão marítima. Um deles é o Interplaze Zero, primer silicado de zinco à base de água, produto sem solventes. Outro, o Interfine 979, tinta à base de polisiloxano com propriedade de promover retenção de brilho e cor superior aos poliuretanos. O Intersleek 900, à base de fluorpolímeros, substitui os antifouling convencionais, por meio do desprendimento de incrustações. “Ele é excepcionalmente liso, diminui a rugosidade do casco e aumenta a resistência a danos mecânicos. Além de não agredir o meio ambiente, chega a reduzir em até 6% o consumo de combustível e a emissão de dióxido de carbono”, diz.

    Química e Derivados, Marcos Torres, Gerente de vendas da divisão marítima da AkzoNobel, Rosiléia Mantovani, Gerente de marketing da divisão marítima da AkzoNobel, Tintas e Revestimentos

    Marcos Torres e Rosiléia Mantovani oferecem tintas marítimas antifouling sem TBT

    De acordo com os executivos da IP, a preocupação ambiental está presente em toda a linha de revestimentos. Mesmo quando a legislação brasileira permite o uso de determinado material, ele não é utilizado se proibido em algum outro país. Um exemplo: desde janeiro de 2006, o zarcão não vem sendo usado nas fórmulas da empresa, apesar de não haver norma nacional contra a utilização deste pigmento. Outro exemplo é o da eliminação do uso de alcatrão de hulha em todas as composições desde dezembro de 2005.

    O ano de 2008 foi de resultados excelentes no mercado nacional, recordes para a IP. O de 2009 representa um grande desafio. Os executivos esperam nesse ano fortalecer o relacionamento com seus clientes, para entender suas necessidades e oferecer soluções diferenciadas.

    Tintas gaúchas – Há 82 anos no mercado de tintas, a gaúcha Renner, de capital nacional, nas últimas quatro décadas participa dos nichos de tintas contra a corrosão e naval. Sua atuação é bastante ativa. “Nosso maior cliente é a Petrobras. A empresa, de forma direta ou indireta, é responsável por 50% das nossas vendas”, informa Edson Hernandes Garcia, gerente regional de vendas. Outros clientes importantes são a Vale, as usinas de açúcar e álcool, geradores de energia termoelétrica ou hidroelétrica e plantas industriais.

    Química e Derivados, Hernandes Garcia, Gerente regional de vendas da Renner, Clayton Queiroz Junior, Gerente-geral de vendas da Renner, Tintas e Revestimentos

    Hernandes Garcia e Clayton Queiroz (dir.): clientes postergaram ou retardaram projetos

    “Nosso mercado reagiu mal à crise, houve muitos projetos postergados ou com obras tocadas em ritmo menor do que o previsto. Nossas vendas caíram de 30% a 40% em relação ao mesmo período do ano passado”, revela Clayton Queiroz Junior, gerente-geral de vendas. O dirigente, no entanto, não perde o otimismo e acredita numa recuperação nos próximos meses. Além disso, lembra que nos últimos anos os resultados têm sido significativos.

    A tendência do mercado desde a virada do século, de acordo com os executivos, é a do aumento da procura por produtos de elevado desempenho e menor agressividade ao meio ambiente. “Nossa função é demonstrar o custo/benefício das tintas e conversar bastante para convencer os clientes das vantagens dos produtos com maior valor agregado”, revela Queiroz.

    Dentro dessa perspectiva, três séries de produtos da Renner são destacadas pelos gerentes. A linha Revchem, formada por revestimentos com fórmulas à base de epóxi fenólica novolac, está no mercado há dois anos. Ela é voltada para aplicações nas quais se exige alta resistência a ataques químicos e abrasão, casos dos revestimentos internos de tanques de armazenamento das indústrias química e petroquímica, e de tanques navais, ferroviários ou rodoviários. “Os produtos Revchem permitem tempo de set up mais rápido do que as tintas convencionais”, diz Garcia.

    “A série Oxibond, à base de epóxi modificada e de baixo teor de solventes orgânicos, tem como característica principal a excelente resistência física e mecânica”, garante Queiroz. A linha pode ser utilizada com a dupla função de fundo e acabamento e tem propriedade surface tolerant. Destina-se à pintura de grandes estruturas, revestimentos de tanques e tubulações e equipamentos industriais diversos, em especial nas indústrias de papel e celulose. “Também pode ser útil para proteger equipamentos submetidos à proteção catódica por corrente impressa ou em tubulações enterradas”, acrescenta Queiroz.

    Para o mercado das tintas navais, a empresa fornece a série Supermarine, de tintas anti-incrustante tin free de autopolimento. “Suas composições contam com polímeros orgânico-metálicos e biocidas de elevada eficiência, úteis para as partes do navio que atuam abaixo da linha da água”, diz Queiroz. No mercado de proteção às embarcações, os executivos da Renner têm um orgulho. “No ano passado, a Renner forneceu as tintas para a manutenção do porta-aviões São Paulo. Agora somos os fornecedores de 100% das tintas usadas nos barcos da Marinha”, informa o gerente-geral.



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