Tintas e Revestimentos

Tintas – Anticorrosivas têm alternativas para reduzir o custo da pintura

Jose P. Sant Anna
15 de julho de 2009
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    Química e Derivados, Celso Gnecco, Gerente de treinamento técnico da Tintas Sumaré, Tintas e Revestimentos

    Celso Gnecco: linha naval aposentou metais pesados e o alcatrão de hulha

    Valor agregado – A Tintas Sumaré tem apostado nos últimos tempos no lançamento de produtos de elevado desempenho como forma de manter posição de destaque no mercado. “Nas áreas de revestimentos industriais e marítimos, temos muitas novidades”, informa Celso Gnecco, gerente de treinamento técnico.

    Entre as tintas industriais, um dos lançamentos recentes da empresa foi o da linha formada por produtos isentos de alcatrão de hulha e de metais pesados, substâncias consideradas perigosas à saúde dos pintores e agressivas ao meio ambiente. Essas eram usadas sem parcimônia no passado pelas indústrias do setor. “Os produtos dessa linha têm base em resina epóxi e baixo teor de solventes. Eles apresentam desempenho muito bom, têm grande resistência à água e aos produtos químicos, e podem ser usados em superfícies submersas ou enterradas”, afirma.
    Também para o nicho das industriais, a Sumaré apresentou há alguns meses as linhas isentas de COV. “Elas não contêm solventes e são fáceis de aplicar por meio de pistolas”, diz. Outra série de tintas recente é chamada de surface tolerants, aplicável em superfícies úmidas e/ou preparadas sem o rigor cobrado pelas tintas de gerações anteriores. “As novas fórmulas contam com modernos aditivos e resinas e aderem mesmo em superfícies com residual de ferrugem”, garante Gnecco. O gerente faz uma ressalva. “Elas exigem cuidados bem menores, mas é necessária, no mínimo, a preparação mecânica feita com escovas de aço.”

    Mais uma novidade: importada dos Estados Unidos, uma linha colocada há pouco tempo no mercado pela Sherwin-Williams permite a pintura de superfícies quentes, com temperaturas até 260ºC. “Ela é indicada para cobrir dutos aquecidos, fornos, caldeiras e chaminés, entre outras aplicações”, diz o gerente. Como vantagem, a série permite às empresas fazer manutenções sem a necessidade de total resfriamento, o que traz maior rapidez na operação e economia de energia. Essas tintas são monocomponentes e estão disponíveis em diversas cores.

    A última novidade entre as tintas industriais da Sumaré é formada por uma linha na qual se acrescentam pigmentos ópticos ativos, adquiridos pela empresa em caráter exclusivo. Ela permite a detecção de defeitos na pintura com o uso de lanternas emissoras de luz ultravioleta. “A tinta dispensa a realização dos testes convencionais, que destroem a pintura e oferecem risco para o operador, pois são feitos com o uso de alta voltagem”, explica Gnecco.

    Quando o assunto recai sobre pintura de embarcações, a Sherwin-Williams também tem novidades. A multinacional adquiriu no final de 2008 a Euronavy, empresa portuguesa especializada na fabricação de tintas navais com tecnologia de ponta. O processo de integração das duas empresas está em curso. “As duas marcas permanecerão no mercado”, explica o gerente. A ideia é avaliar as linhas existentes e oferecer ao mercado fórmulas complementares. “A Euronavy está presente em quase todas as plataformas da Petrobras no Brasil”, informa.

    De acordo com Gnecco, um dos maiores desafios dos fornecedores de tintas é demonstrar aos clientes que os produtos mais modernos oferecem melhor custo/benefício. Há grandes clientes interessados em conhecer as novidades, mas também existem compradores cuja preferência recai sobre os produtos mais baratos. O mesmo raciocínio vale na hora em que os fornecedores oferecem produtos ecológicos. “Os clientes devem perceber que o uso de produtos agressivos à natureza pode trazer prejuízos de imagem perante a opinião pública ou até via ações trabalhistas de operadores cuja saúde for prejudicada”, avalia.

    Sem revelar números, Gnecco admite que as vendas no Brasil da Tintas Sumaré caíram depois da chegada da crise. Ele ressalta, no entanto, que a empresa não promoveu demissões e mostra esperança na recuperação dos negócios nos próximos meses.

    Química e Derivados, Gustavo Faria, Supervisor de marketing da International Paint, Patrícia Vilhena, Gerente de vendas de protective coatings da International Paint, Tintas e Revestimentos

    Gustavo Faria e Patrícia Vilhena: crescem as opções nos revestimentos protetivos

    Inovações – A International Paint, divisão do grupo AkzoNobel, oferece diversas soluções para o mercado de tintas anticorrosivas. “Temos revestimentos para proteção em todos os ambientes classificados pela ISO 12944, do C1 ao C5-M”, resume Patrícia Vilhena, gerente de vendas de protective coatings. Ela cita as linhas para pintura interna de tanques, para superfícies que trabalham em elevada temperatura ou em ambientes severos, além das voltadas para a proteção passiva contra o fogo. Gustavo Faria, supervisor de marketing, também destaca os produtos com tecnologias inovadoras, caso dos revestimentos com acabamento polisiloxano, de secagem ultrarrápida e de metalização a frio.

    As linhas industriais oferecidas foram enriquecidas com a aquisição de duas empresas feita pela AkzoNobel. A compra no ano passado da Enviroline enriqueceu o portfólio de produtos com a linha epóxi novolac, formada por revestimentos 100% sólidos. Em 2007, foi adquirida a Ceilconte, que em sua linha conta com produtos para proteção específica de áreas sujeitas aos ataques químicos e ácidos.



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