Tintas – Anticorrosivas têm alternativas para reduzir o custo da pintura

Química e Derivados, Tintas e Revestimentos

O ano de 2008 vinha às mil maravilhas, mas a crise econômica mundial, que deu o ar das graças no segundo semestre, “enferrujou” as vendas. Nos últimos meses do ano passado, os negócios “naufragaram”. Agora começam a voltar à tona. Trocadilhos de humor duvidoso à parte, os fornecedores de tintas contra a corrosão e navais sentiram o baque da crise econômica surgida nos últimos meses do ano passado.

A explicação para as dificuldades é simples. Os principais clientes desses revestimentos são as empresas de petróleo e gás, energia, mineração, siderurgia, açúcar e álcool e papel e celulose e os estaleiros. Todos esses segmentos, em maior ou menor intensidade, estão sofrendo com os maus ventos da economia. O mercado interno esfriou. As receitas obtidas com exportações caíram com os problemas vividos pelos países avançados. Muitas empresas adiaram projetos ou estão realizando investimentos em ritmo mais lento.

As dificuldades dos clientes explicam o fato do nicho estar sofrendo mais do que os dos fornecedores de tintas para outros dois grandes grupos de usuários. O setor imobiliário, maior consumidor de tintas do país, começa a se recuperar e pode fechar o ano com crescimento. As vendas do setor automobilístico, outro comprador importante, desde o início do ano estão em patamar similar ao do mesmo período do ano passado.

A boa notícia fica por conta da sensação do mercado ter passado pelo pior momento. A recuperação das vendas de tintas anticorrosivas e navais se iniciou de forma tímida depois do carnaval. O ritmo dos negócios está evoluindo, mas é difícil arriscar qualquer previsão sobre o futuro. À primeira vista, esse nicho de mercado deve lutar para atravessar 2009 sem apresentar resultados negativos. Pensando em um prazo mais longo, as perspectivas são boas. Fatores como a intensificação da exploração de petróleo e a recuperação dos estaleiros nacionais, entre outros, fortalecem o otimismo no futuro.

Três empresas contam com importante participação nesse mercado por aqui. Duas multinacionais lutam pela liderança: a AkzoNobel International, por meio da divisão International Paint (IP), e a Sherwin-Williams, por meio da unidade Tintas Sumaré. A terceira força é a nacional Renner. Outros fornecedores participam do mercado de forma mais tímida, como a fabricante de especialidades de química fina Polipox.

De acordo com números da As­sociação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), no ano passado o segmento de tintas industriais, no qual se encaixa esse nicho, faturou US$ 728 milhões, com evolução em torno de 21% em relação ao exercício anterior. O crescimento foi próximo ao da média do segmento de tintas como um todo, que apresentou faturamento de US$ 2,9 bilhões em 2008. Estimativa da associação aponta que o setor deve atingir faturamento próximo da casa dos US$ 3 bilhões em 2009.

Tecnologia – Para os especialistas, o “bolso” é parte bastante sensível do corpo humano. Os grandes usuários de tintas contra corrosão e navais não gostam de perder dinheiro em operações de manutenção demoradas. Por isso, aceitam pagar mais por fórmulas com maior valor agregado. Depois, é lógico, de estarem convencidos da melhor relação custo/benefício dos produtos e de muita negociação. A particularidade abre brecha para as empresas investirem na pesquisa e desenvolvimento de novas fórmulas. Não à toa, muitas novidades chegaram ao mercado nos últimos cinco anos.

Encontrar saídas menos prejudiciais ao meio ambiente é outro desafio constante para os fabricantes das tintas. A procura ocorre não só para satisfazer leis ambientais cada vez mais rigorosas postas em vigor em todos os cantos do planeta. Também existe a preocupação, por parte dos grandes usuários, de transmitir ao mercado a imagem de empresas responsáveis.

As exigências incentivam estudos para promover a substituição das substâncias agressivas presentes nas fórmulas. São os casos dos compostos orgânicos voláteis (COV), mais conhecidos pelo nome de solventes, ou dos metais pesados. Nas composições mais modernas, os produtos prejudiciais estão presentes em quantidades menores ou, em muitos casos, ausentes.

O treinamento dos usuários também preocupa os fornecedores de tintas. O correto manuseio das tintas, a preparação adequada das superfícies a ser pintadas e a aplicação feita de acordo com as recomendações são fatores muito importantes para a obtenção da qualidade desejada. Quando esses cuidados não ocorrem, a pintura se mostra ineficaz e os usuários muitas vezes culpam, de forma injusta, o produto utilizado. O problema é muito presente nas operações de manutenção. Nas novas estruturas, os revestimentos em geral são aplicados dentro de padrões de excelência rigorosos.

Química e Derivados, Celso Gnecco, Gerente de treinamento técnico da Tintas Sumaré, Tintas e Revestimentos
Celso Gnecco: linha naval aposentou metais pesados e o alcatrão de hulha

Valor agregado – A Tintas Sumaré tem apostado nos últimos tempos no lançamento de produtos de elevado desempenho como forma de manter posição de destaque no mercado. “Nas áreas de revestimentos industriais e marítimos, temos muitas novidades”, informa Celso Gnecco, gerente de treinamento técnico.

Entre as tintas industriais, um dos lançamentos recentes da empresa foi o da linha formada por produtos isentos de alcatrão de hulha e de metais pesados, substâncias consideradas perigosas à saúde dos pintores e agressivas ao meio ambiente. Essas eram usadas sem parcimônia no passado pelas indústrias do setor. “Os produtos dessa linha têm base em resina epóxi e baixo teor de solventes. Eles apresentam desempenho muito bom, têm grande resistência à água e aos produtos químicos, e podem ser usados em superfícies submersas ou enterradas”, afirma.
Também para o nicho das industriais, a Sumaré apresentou há alguns meses as linhas isentas de COV. “Elas não contêm solventes e são fáceis de aplicar por meio de pistolas”, diz. Outra série de tintas recente é chamada de surface tolerants, aplicável em superfícies úmidas e/ou preparadas sem o rigor cobrado pelas tintas de gerações anteriores. “As novas fórmulas contam com modernos aditivos e resinas e aderem mesmo em superfícies com residual de ferrugem”, garante Gnecco. O gerente faz uma ressalva. “Elas exigem cuidados bem menores, mas é necessária, no mínimo, a preparação mecânica feita com escovas de aço.”

Mais uma novidade: importada dos Estados Unidos, uma linha colocada há pouco tempo no mercado pela Sherwin-Williams permite a pintura de superfícies quentes, com temperaturas até 260ºC. “Ela é indicada para cobrir dutos aquecidos, fornos, caldeiras e chaminés, entre outras aplicações”, diz o gerente. Como vantagem, a série permite às empresas fazer manutenções sem a necessidade de total resfriamento, o que traz maior rapidez na operação e economia de energia. Essas tintas são monocomponentes e estão disponíveis em diversas cores.

A última novidade entre as tintas industriais da Sumaré é formada por uma linha na qual se acrescentam pigmentos ópticos ativos, adquiridos pela empresa em caráter exclusivo. Ela permite a detecção de defeitos na pintura com o uso de lanternas emissoras de luz ultravioleta. “A tinta dispensa a realização dos testes convencionais, que destroem a pintura e oferecem risco para o operador, pois são feitos com o uso de alta voltagem”, explica Gnecco.

Quando o assunto recai sobre pintura de embarcações, a Sherwin-Williams também tem novidades. A multinacional adquiriu no final de 2008 a Euronavy, empresa portuguesa especializada na fabricação de tintas navais com tecnologia de ponta. O processo de integração das duas empresas está em curso. “As duas marcas permanecerão no mercado”, explica o gerente. A ideia é avaliar as linhas existentes e oferecer ao mercado fórmulas complementares. “A Euronavy está presente em quase todas as plataformas da Petrobras no Brasil”, informa.

De acordo com Gnecco, um dos maiores desafios dos fornecedores de tintas é demonstrar aos clientes que os produtos mais modernos oferecem melhor custo/benefício. Há grandes clientes interessados em conhecer as novidades, mas também existem compradores cuja preferência recai sobre os produtos mais baratos. O mesmo raciocínio vale na hora em que os fornecedores oferecem produtos ecológicos. “Os clientes devem perceber que o uso de produtos agressivos à natureza pode trazer prejuízos de imagem perante a opinião pública ou até via ações trabalhistas de operadores cuja saúde for prejudicada”, avalia.

Sem revelar números, Gnecco admite que as vendas no Brasil da Tintas Sumaré caíram depois da chegada da crise. Ele ressalta, no entanto, que a empresa não promoveu demissões e mostra esperança na recuperação dos negócios nos próximos meses.

Química e Derivados, Gustavo Faria, Supervisor de marketing da International Paint, Patrícia Vilhena, Gerente de vendas de protective coatings da International Paint, Tintas e Revestimentos
Gustavo Faria e Patrícia Vilhena: crescem as opções nos revestimentos protetivos

Inovações – A International Paint, divisão do grupo AkzoNobel, oferece diversas soluções para o mercado de tintas anticorrosivas. “Temos revestimentos para proteção em todos os ambientes classificados pela ISO 12944, do C1 ao C5-M”, resume Patrícia Vilhena, gerente de vendas de protective coatings. Ela cita as linhas para pintura interna de tanques, para superfícies que trabalham em elevada temperatura ou em ambientes severos, além das voltadas para a proteção passiva contra o fogo. Gustavo Faria, supervisor de marketing, também destaca os produtos com tecnologias inovadoras, caso dos revestimentos com acabamento polisiloxano, de secagem ultrarrápida e de metalização a frio.

As linhas industriais oferecidas foram enriquecidas com a aquisição de duas empresas feita pela AkzoNobel. A compra no ano passado da Enviroline enriqueceu o portfólio de produtos com a linha epóxi novolac, formada por revestimentos 100% sólidos. Em 2007, foi adquirida a Ceilconte, que em sua linha conta com produtos para proteção específica de áreas sujeitas aos ataques químicos e ácidos.

Na divisão de tintas marítimas, os destaques se concentram nos produtos de controle de incrustação livres de TBT, nas tintas resistentes à abrasão e nas voltadas para tanques de lastro das embarcações, informa Marcos Torres, gerente de vendas da divisão marítima. Alguns produtos para a pintura de embarcações são destacados por Rosiléia Mantovani, gerente de marketing da divisão marítima. Um deles é o Interplaze Zero, primer silicado de zinco à base de água, produto sem solventes. Outro, o Interfine 979, tinta à base de polisiloxano com propriedade de promover retenção de brilho e cor superior aos poliuretanos. O Intersleek 900, à base de fluorpolímeros, substitui os antifouling convencionais, por meio do desprendimento de incrustações. “Ele é excepcionalmente liso, diminui a rugosidade do casco e aumenta a resistência a danos mecânicos. Além de não agredir o meio ambiente, chega a reduzir em até 6% o consumo de combustível e a emissão de dióxido de carbono”, diz.

Química e Derivados, Marcos Torres, Gerente de vendas da divisão marítima da AkzoNobel, Rosiléia Mantovani, Gerente de marketing da divisão marítima da AkzoNobel, Tintas e Revestimentos
Marcos Torres e Rosiléia Mantovani oferecem tintas marítimas antifouling sem TBT

De acordo com os executivos da IP, a preocupação ambiental está presente em toda a linha de revestimentos. Mesmo quando a legislação brasileira permite o uso de determinado material, ele não é utilizado se proibido em algum outro país. Um exemplo: desde janeiro de 2006, o zarcão não vem sendo usado nas fórmulas da empresa, apesar de não haver norma nacional contra a utilização deste pigmento. Outro exemplo é o da eliminação do uso de alcatrão de hulha em todas as composições desde dezembro de 2005.

O ano de 2008 foi de resultados excelentes no mercado nacional, recordes para a IP. O de 2009 representa um grande desafio. Os executivos esperam nesse ano fortalecer o relacionamento com seus clientes, para entender suas necessidades e oferecer soluções diferenciadas.

Tintas gaúchas – Há 82 anos no mercado de tintas, a gaúcha Renner, de capital nacional, nas últimas quatro décadas participa dos nichos de tintas contra a corrosão e naval. Sua atuação é bastante ativa. “Nosso maior cliente é a Petrobras. A empresa, de forma direta ou indireta, é responsável por 50% das nossas vendas”, informa Edson Hernandes Garcia, gerente regional de vendas. Outros clientes importantes são a Vale, as usinas de açúcar e álcool, geradores de energia termoelétrica ou hidroelétrica e plantas industriais.

Química e Derivados, Hernandes Garcia, Gerente regional de vendas da Renner, Clayton Queiroz Junior, Gerente-geral de vendas da Renner, Tintas e Revestimentos
Hernandes Garcia e Clayton Queiroz (dir.): clientes postergaram ou retardaram projetos

“Nosso mercado reagiu mal à crise, houve muitos projetos postergados ou com obras tocadas em ritmo menor do que o previsto. Nossas vendas caíram de 30% a 40% em relação ao mesmo período do ano passado”, revela Clayton Queiroz Junior, gerente-geral de vendas. O dirigente, no entanto, não perde o otimismo e acredita numa recuperação nos próximos meses. Além disso, lembra que nos últimos anos os resultados têm sido significativos.

A tendência do mercado desde a virada do século, de acordo com os executivos, é a do aumento da procura por produtos de elevado desempenho e menor agressividade ao meio ambiente. “Nossa função é demonstrar o custo/benefício das tintas e conversar bastante para convencer os clientes das vantagens dos produtos com maior valor agregado”, revela Queiroz.

Dentro dessa perspectiva, três séries de produtos da Renner são destacadas pelos gerentes. A linha Revchem, formada por revestimentos com fórmulas à base de epóxi fenólica novolac, está no mercado há dois anos. Ela é voltada para aplicações nas quais se exige alta resistência a ataques químicos e abrasão, casos dos revestimentos internos de tanques de armazenamento das indústrias química e petroquímica, e de tanques navais, ferroviários ou rodoviários. “Os produtos Revchem permitem tempo de set up mais rápido do que as tintas convencionais”, diz Garcia.

“A série Oxibond, à base de epóxi modificada e de baixo teor de solventes orgânicos, tem como característica principal a excelente resistência física e mecânica”, garante Queiroz. A linha pode ser utilizada com a dupla função de fundo e acabamento e tem propriedade surface tolerant. Destina-se à pintura de grandes estruturas, revestimentos de tanques e tubulações e equipamentos industriais diversos, em especial nas indústrias de papel e celulose. “Também pode ser útil para proteger equipamentos submetidos à proteção catódica por corrente impressa ou em tubulações enterradas”, acrescenta Queiroz.

Para o mercado das tintas navais, a empresa fornece a série Supermarine, de tintas anti-incrustante tin free de autopolimento. “Suas composições contam com polímeros orgânico-metálicos e biocidas de elevada eficiência, úteis para as partes do navio que atuam abaixo da linha da água”, diz Queiroz. No mercado de proteção às embarcações, os executivos da Renner têm um orgulho. “No ano passado, a Renner forneceu as tintas para a manutenção do porta-aviões São Paulo. Agora somos os fornecedores de 100% das tintas usadas nos barcos da Marinha”, informa o gerente-geral.

Química e Derivados, Gláucio Conde, Gerente técnico e de marketing da Polipox, Tintas e Revestimentos
Gláucio Conde: estratégia contempla a criação de soluções completas

Soluções completas – A Polipox, empresa nacional criada há vinte anos, se autodenomina especializada no desenvolvimento de produtos de química fina, entre eles derivados de polímeros especiais. Isso faz com que ela participe desse mercado com estratégia diferenciada das gigantes fabricantes de tintas. “Desenvolvemos soluções completas para a proteção e recuperação contra a corrosão”, explica Gláucio Conde, gerente técnico e de marketing da empresa.

Essas soluções são indicadas para metais, madeira e concreto, entre outros materiais. Elas incluem, além da fabricação de tintas, a produção de adesivos e de resinas destinadas a preencher microfissuras, eliminar deformações ou reforçar estruturas. Por oferecer produtos para serviços completos de reparação, a empresa trabalha muito em parceria com empreiteiras nos serviços de manutenção ou construção de novas plantas.

No campo das tintas, a Polipox conta com a linha Polipaint, formada por produtos com diferentes composições e destinada a aplicações distintas. Entre as preocupações da empresa, se encontra a de oferecer produtos livres de substâncias agressivas ao meio ambiente. Entre elas, as 100% sólidas, isentas de solventes, são divididas em dois grupos. Um é formado pelas tintas curadas por radiação ultravioleta, muito utilizadas para revestir móveis e carpetes de madeira. A segunda linha sólida é curada por processos feitos em altas temperaturas (entre 180ºC e 200ºC) e voltada para a proteção de peças usadas em eletrodomésticos de linha branca, tubulações de bicicletas e pelo mercado de autopeças.

A empresa também conta com revestimentos contra corrosão com pequena quantidade de solventes e a presença de resinas epóxi de baixíssimo peso molecular e viscosidade. Podem ser usados em aplicações internas, para proteger reservatórios de produtos químicos ou tubos, ou enterradas. A empresa oferece composições usadas tanto como fundo quanto para aplicações de acabamento e para diferentes espessuras.

Para aplicações externas, presentes, por exemplo, em plantas petroquímicas ou em usinas de álcool, a empresa oferece tintas baseadas em poliuretano alifático, mais resistente ao amarelecimento do que o epóxi. Nas tintas para superfícies das embarcações que ficam submersas, a empresa conta com fórmula isenta do alcatrão de hulha.

O desempenho das vendas da Polipox nos últimos meses tem variado de acordo com o nicho atendido. “As tintas voltadas para projetos de manutenção sofreram queda de 10% na procura”, informa Conde. A queda, nesse caso, não é considerada expressiva. “Muitas empresas aproveitaram a parada nos negócios para realizar reparos”, explica. O mercado dirigido para a pintura de máquinas sofreu bem mais. “Nesse caso, houve queda de 50%”, lamenta. A indústria naval não é mercado muito relevante para a empresa. “Nossos produtos são mais usados em barcos menores, de pescadores, feitos de madeira ou metal”, conta.

A crise econômica não alterou os planos de investimento da Polipox. Hoje, a empresa tem capacidade instalada para fornecer 60 toneladas por mês de revestimentos técnicos. Até o final do ano, esse número deve triplicar com a inauguração de uma fábrica no município de Cesário Lange-SP. “A inauguração estava prevista para o primeiro semestre, mas a crise atrasou o cronograma da obra”, explica. O investimento no empreendimento superou a casa dos R$ 5 milhões.

A inauguração da nova planta da Polipox é prova do bom potencial de negócios do setor. Apelando novamente aos trocadilhos de gosto duvidoso, os fabricantes de tintas do setor torcem para “dar um brilho” nos negócios e “navegar” em mares mais tranquilos. É esperar para ver.

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