IYC 2011 Ano Internacional da Química – Química exalta avanços e oferece saídas para problemas globais

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Marie Curie levou os raios X para a medicina

IYC 2011 – Pioneira no Prêmio Nobel e na cátedra teve infância difícil

Marie Curie foi a primeira mulher a ocupar uma cátedra da Universidade de Paris, ao suceder a seu marido Pierre Curie, morto em 1905. Ela já havia sido a primeira laureada com um Prêmio Nobel, embora compartilhado com Pierre e Henry Becquerel, em 1903, pela descoberta da radioatividade. Em 1911, ela recebeu o Prêmio Nobel de Química por ter revelado a existência do elemento rádio.

Nascida Maria Sklodowska, em 7 de novembro de 1867, em Varsóvia (Polônia, sob ocupação russa), ela enfrentou várias dificuldades, a começar pela morte da mãe, em 1877, e da demissão do pai do cargo de professor por perseguição política. Destacou-se nos estudos básicos, mas trabalhou durante vários anos como governanta, auxiliando a irmã mais velha que fora estudar medicina em Paris. Aos 24 anos, tendo reunido algumas economias, partiu para a capital francesa para continuar seus estudos.

Graduou-se em ciências pela Universidade de Paris – Sorbonne, onde conheceu o cientista Pierre Curie, com quem se casou. Desenvolveram estudos com base nas descobertas de Roentgen e Becquerel, trabalhando inicialmente com o urânio. Descobriram o polônio e mais tarde o rádio. Em 1903, a Instituto Nobel premiou a descoberta da radioatividade, laureando com o prêmio de Física o casal Curie e Becquerel.

Em 1905, Pierre morreu, ao ser atropelado por uma carroça de carga. A cátedra de física da Sorbonne foi destinada a Marie, pelos seus méritos e descobertas. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Nobel de Química, pela descoberta do elemento rádio. Durante a Primeira Guerra Mundial, Marie Curie comandou uma frota de ambulâncias equipadas com sistemas de raios X, que identificavam fraturas ósseas nos soldados. Depois da guerra, criou o Instituto do Rádio, para desenvolver pesquisas na área médica que culminaram na introdução da radioterapia para tratamento de câncer.

O pioneirismo nos trabalhos com radiações ionizantes cobrou seu preço: Marie Curie morreu em 1934, de leucemia, aos 66 anos.

 

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