Analitica Latin America – Tecnologia aprimora tanto instrumentos sofisticados quanto itens tradicionais

Química e Derivados, Maria Luisa de Souza, Diretora técnica da Ambicamp, Analitica Latin America
Maria Luisa de Souza dá destino seguro para resíduos de laboratórios

A Ambicamp, de Campinas- SP, prestadora de serviços de coleta e descarte de resíduos laboratoriais, expôs pela primeira vez na feira. Criada há nove anos pela atual diretora técnica Maria Luisa de Souza, a empresa cresce ano a ano. “Nosso mercado é o de pequenos geradores, mas a demanda vem aumentando muito por causa da fiscalização”, disse Luisa. A Ambicamp tem como clientes universidades, farmácias de manipulação e indústrias de vários seguimentos,em São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. Segundo Luisa, a empresa conta com uma estrutura organizacional enxuta, focada nas necessidades técnicas de seus clientes e na constante avaliação de novas exigências legais. “As empresas que servimos têm dois tipos de necessidades: destinação de um passivo, isto é, reagentes vencidos ou sem utilidade, e resíduos que são gerados na rotina laboratorial”, explicou. “Esses últimos, depois de iniciados nossos serviços, são coletados em embalagens por nós fornecidas”, completou. O atendimento inclui várias etapas: identificação e quantificação dos resíduos, adequação das embalagens e do armazenamento, planejamento logístico, documentação e treinamento dos laboratoristas. Segundo Luisa, a Ambicamp conta com galpões espaçosos, áreas de armazenamento, frota e motoristas especializados. No centro de triagem são feitas as inspeções visuais, pesagens e conferências dos resíduos coletados e ainda a preparação das embalagens disponibilizadas. Também nesse centro, os resíduos são separados, levando-se em conta tipos e riscos químicos. Após a armazenagem temporária, atendendo às legislações RDC 306/2004-Anvisa e Resolução 358/2005-Conama, seguem para destinação final, sendo a documentação comprobatória fornecida aos clientes.

A venda e locação de cromatógrafos líquidos e gasosos seminovos foi divulgada no evento pela G-Crom, de São Paulo. A empresa deu início às suas atividades em 2007, oferecendo também assistência técnica, treinamento e venda de consumíveis. Segundo o diretor Carlos Alberto Flores Teruya, a G-Crom mantém um amplo estoque de equipamentos, acessórios e peças de reposição que permitem oferecer bons preços e prazos de entrega. “O preço de um equipamento usado é cerca de 50% do de um novo”, informou. Dentre os cromatógrafos usados oferecidos, estão equipamentos de todas as marcas internacionais mais conhecidas. Os setores sucroalcooleiro e de combustíveis foram citados por Teruya como compradores de seminovos. A locação ocorre quando o laboratório tem projetos temporários, nos quais a aquisição de um equipamento novo não é viável ou necessária. “Em geral, os contratos são de seis a doze meses”, informou. Como vantagem, a G-Crom oferece a possibilidade de abater o montante pago na locação do valor total do equipamento, caso a aquisição ao final do contrato seja desejada pelo usuário. Ao locar, o cliente recebe garantia de assistência técnica, incluindo uma revisão mensal do equipamento. Leilões e a troca de equipamentos por modelos mais novos são a fonte de obtenção dos cromatógrafos que loca ou vende. A compra de peças no exterior possibilita a modernização de máquinas obsoletas que voltam ao uso depois de reformadas.

Química e Derivados, Didier Arniaud, Gerente-geral da divisão de análises elementares da Horiba, Analitica Latin America
Didier Arniaud: ICP analisa vários elementos sem interferências

Sensíveis e rápidos – Equipamentos com alto grau de sofisticação também foram expostos. No estande da Agilent Technologies foi destacado o analisador de metais em concentrações traço 7700 ICP/MS (espectrometria de massa acoplada a plasma indutivo). De acordo com o fabricante, o equipamento oferece alta produtividade, facilidade de operação e ocupa o menor espaço na bancada de trabalho em comparação com qualquer outro equipamento de sua categoria. “A análise ICP/MS tem se tornado cada vez mais comum, à medida que os laboratórios têm necessidades de quantificação de elementos com concentrações cada vez menores, em amostras mais complexas. Com isso, vem crescendo a demanda por maior qualidade com alta produtividade e facilidade de processamento”, informou Reinaldo M. Castanheira, gerente-geral para América do Sul. “Buscamos criar um instrumento novo que atenda a essas necessidades; os primeiros usuários já nos informaram que estão bastante satisfeitos com os resultados”, afirmou. Uma característica percebida à primeira vista é o seu tamanho reduzido, ocupando cerca de 70 centímetros da bancada de trabalho. Sua estrutura é 31% menor do que o equipamento antecessor da própria Agilent, e 50% menor do que muitos concorrentes. Apesar de pequeno, o ICP/MS 7700 incorpora um sistema de reação de octopolo, o qual, segundo a Agilent, é a única tecnologia de eliminação de interferências já testada e aprovada pela EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA). Permite a introdução direta de amostras com alta concentração de sólidos, como água do mar. O plasma é alimentado por um gerador de estado sólido, operando a 27 MHz para máxima energia de dissociação. O novo software é fácil de usar, porém com a potência e flexibilidade requeridas pela rotina de um laboratório de pesquisa, como recurso de revisão de dados em tempo real. Outra vantagem citada foi a redução no impacto ambiental, já que o equipamento requer menor volume de amostras, minimizando a produção de resíduos.

Química e Derivados, Activa-M - Horiba, Analitica Latin America
Activa-M - Horiba

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