Analitica Latin America – Tecnologia aprimora tanto instrumentos sofisticados quanto itens tradicionais

Química e Derivados, Reações químicas envolvidas no método de Kjeldahl, Analitica Latin America
Figura 1: Reações químicas envolvidas no método de Kjeldahl. Clique para ampliar.

Rodrigo Fagundes Correia, técnico da DiagTech, de São Paulo, representante da Behr no país há mais de três anos, dava esclarecimentos sobre os produtos no estande da empresa parceira, minimizando os problemas com o idioma. “As unidades de digestão da linha behrotest InKjel para seis amostras são muito rápidas”, disse. “Estão equipadas com um potente aquecedor infravermelho, que elimina a fase de aquecimento demasiado longa associada aos sistemas de blocos convencionais”, complementou. Segundo Correia, a qualidade e o posicionamento do irradiador de infravermelho garantem fases de aquecimento e temperaturas de digestão iguais em todas as amostras. O mesmo se aplica à unidade de digestão de 12 recipientes, dispostos em duas fi las de seis. “Os tubos de digestão ficam suspensos na estrutura e não apoiados sobre o fundo; deste modo, correm menor risco de se partirem, o que acontece com alguma frequência quando se usa um bloco de aquecimento de alumínio”, explicou. A empresa também oferece outros modelos com diferentes capacidades, como o 450, com quatro frascos de reação de 500 ml, e o 475, também com quatro recipientes, porém de 750 ml. Todos os modelos dispõem de dez programas de configuração para temperatura e tempo de digestão. A operação por botão único permite programação fácil e rápida, com opção de menu em português. “Além da determinação de nitrogênio pelo método de Kjeldahl, outras digestões a alta temperatura podem ser feitas no equipamento”, lembrou Correia. Também são oferecidas unidades de destilação para a realização da sequência do método. “Temos cinco modelos diferentes”, ofereceu Correia. “São idênticos na aparência, mas diferem em grau de automação”, disse. O Behr S5, mais avançado, permite acoplar um titulador externo. “Todos os modelos combinam praticidade, simplicidade, segurança e confiabilidade” elogiou. A caixa de aço inoxidável é resistente ao ataque químico, e o equipamento conta com prático dispositivo de fixação rápida que permite ao analista manter as mãos livres.

Química e Derivados, Analisador Behr, Analitica Latin America
Analisador Behr facilita a aplicação do método Kjeldahl

Ressaltando a preocupação com segurança, Correia disse que o aparelho não funciona se a porta estiver aberta. “Apesar de todas essas vantagens, o custo não é muito maior do que as unidades de digestão com sistema de aquecimento tradicional”, informou.

Especializada em fornos, a empresa Nabertherm, de Bremen, exibiu muflas de última geração. “Há vários modelos para utilização em laboratório”, informou o gerente da filial localizada na Espanha, José Carlos Fernandez Orta. “Os fornos podem ser fornecidos com porta basculante ou de elevação; o custo é o mesmo”, acrescentou. A porta basculante pode ser utilizada como bandeja. Nos modelos, com porta de elevação, o lado quente fica afastado do usuário. Dependendo do modelo, a temperatura máxima é 1.100ºC ou 1.200ºC. O aquecimento é feito por placas cerâmicas com resistência integradas, protegidas contra respingos e gases liberados. No interior há um módulo de fibras moldado a vácuo, com elevada resistência e a carcaça é de aço inoxidável. “O corpo tem paredes duplas propiciando isolamento térmico”, comentou Orta. As muflas têm abertura para exaustão de ar na parede traseira. Podem ser equipadas com tubulação de escape. De acordo com Orta, os modelos diferem nas possibilidades de programação para aumento da temperatura. “Pode ser escolhido aquecimento em rampa ou escada, com os tempos de cada fase definidos pelo usuário”, esclareceu. Os dados são inseridos no pequeno painel frontal. “O led piscando indica o parâmetro a ser digitado”, explicou Orta. “Fácil e rápido”, concluiu, demonstrando o procedimento numa das muflas expostas.

Química e Derivados, Mufla e controlador, Analitica Latin America
Usuário determina o aquecimento da mufla com facilidade no controlador (abaixo)

Por sua vez, a Funke Gerber, de Berlim, apresentou vários equipamentos para análise de leite, caso do LactoStar, um analisador com limpeza, lavagem e calibração automatizadas. Segundo o responsável por exportação, Daniel Segenbusch, com uma única medição se determinam de forma rápida e confiável os teores de gordura, proteína, lactose, resíduo seco isento de gordura, além dos minerais, por condutância. “Também se pode determinar densidade e ponto de congelamento por cálculo”, acrescentou. Contendo um sistema de medição de múltiplos sensores, o Lactostar se caracteriza por uma alta tolerância de matriz. “A resolução é de 0,01% e a precisão depende da calibração correspondente”, complementou. De acordo com Segenbusch, todos os parâmetros são calibrados em apenas um passo. Um menu com apresentação clara facilita a entrada dos valores de referência. “Até 20 conjuntos de dados de calibração podem ser salvos. Assim, pode-se trocar de um produto para outro, como de leite para nata, sem que uma nova calibração seja necessária”, informou.

 

Química e Derivados, Controlador, Analitica Latin America
Controlador

O software é constantemente melhorado, objetivando a determinação de outros parâmetros. As atualizações são transmitidas de forma rápida e simples pelas interfaces. O LactoStar contém bombas para medição, lavagem e limpeza, conectadas com os respectivos recipientes. As bombas se encontram abaixo da cobertura de aço inoxidável, do lado esquerdo do aparelho. Seus cabeçotes podem ser trocados sem dificuldade ou ajuda de ferramentas.

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