Laboratório e Análises

Analitica Latin America: Com foco ampliado para vários segmentos, congresso e feira registram aumento de visitantes

Marcelo Fairbanks
22 de outubro de 2017
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    A Horiba também desenvolve a técnica TERS (tip enhanced Raman scattering) que permite enxergar melhor as estruturas em nanoescala. “Ela permite, por exemplo, identificar nanomarcadores tumorais em tecidos, apontando as áreas que realmente precisam ser removidas durante uma cirurgia, com rapidez e precisão”, afirmou. O sistema aumenta o campo eletromagnético na ponta de uma sonda, gerando uma onda remanescente (plasmon), aumentando o sinal Raman detectável. “Na indústria, essa técnica ainda é muito recente, começou em polímeros, tribologia e fármacos, neste caso, estima a velocidade de liberação de ingredientes ativos”, explicou. A técnica permite também avaliar a estabilidade ou a degradação de comprimidos embalados em blisters, sem abri-los, atendendo às regulamentações recentes.

    Como toda a novidade, a técnica ainda precisa superar alguns obstáculos. “Estamos validando mundialmente os instrumentos para várias aplicações e buscando as homologações necessárias junto aos órgãos de controle, como FDA, ASTM, e assim a técnica será disseminada mais rapidamente”, comentou. Por não ser destrutiva, a técnica Raman encontra boa acolhida no setor de avaliação e restauração de obras de arte, identificando pigmentos e ingredientes indicadores da data de pintura.

    A Horiba também divulgou espectrômetros de emissão óptica por descarga luminescente por radiofrequência pulsada (Pulsed RF GD-OES), indicado para análises superficiais por camadas. “Os materiais usados hoje em dia, telas de celulares, polímeros e metais, são formados por camadas superpostas ou por tratamentos depositados, por isso é preciso avaliar a composição do material em profundidade”, explicou Carvalho. O instrumento da Horiba decapa a superfície da amostra na razão de 2 nanômetros por minuto, promovendo análises com alta sensibilidade. “Já vendemos cinco instrumentos desse tipo no Brasil para avaliação da composição química de aços em profundidade, determinando sua resistência à corrosão ainda no processo de produção, permitindo correções”, informou.

    Indicado para análise de terras raras em mineração e também para determinação de traços de elementos metálicos em alimentos, o Ultima Expert LT aplica a técnica de ICP-OES de alta perfomance. “É um sistema óptico que usa uma tocha de plasma com desenho especial para excitação dos elementos da amostra, contando também com distância focal de um metro, o que garante elevada resolução, chegando a menos de 5 picômetros na faixa do UV”, salientou o especialista. Esse instrumento é indicado também para produtos químicos, metalurgia e avaliação de desgaste pela presença de resíduos metálicos em óleos de lubrificação de máquinas.

    Química e Derivados, Margutti: nanotecnologia exige medidores sensíveis

    Margutti: nanotecnologia exige medidores sensíveis

    Filmes finos em multicamadas por ser analisados com rapidez pelo Uvisel 2, o elipsômetro da Horiba capaz de caracterizar materiais em semicondutores, telas planas, painéis fotovoltaicos e revestimentos funcionais, operando na faixa do UV distante até o IR próximo. Ele permite medir as camadas caracterizadas com precisão de 0,25 Angström, informando índices de refração e outros parâmetros.

    Durante a feira, Carvalho percebeu um fluxo relativamente baixo de visitantes, porém com elevada qualificação e poder de decisão. “Registramos boas consultas”, comentou.

    A Radchrom, com 25 anos de mercado, representa a Horiba nas linhas de análises de partículas e analisadores de enxofre em óleo e combustíveis. Na Analitica, expôs o Partica LA 950V2, capaz de medir e contar partículas na faixa de 3 mil micrômetros a 10 nanômetros. “Também oferecemos o SZ 100, que chega a 0,3 nanômetros e analisa potencial Zeta simultaneamente”, informou Carlos Augusto Margutti, diretor comercial da Radchrom. Ele explicou que as análises em escala nanométrica estão ficando cada vez mais importantes com o avanço da tecnologia e exigem instrumentos mais precisos e sensíveis.

    Aplicações inovadoras – A espectroscopia Raman já está adiantada no setor farmacêutico nacional. “O setor farma já está operando mais de cem instrumentos Raman, todos para cumprir os requisitos normativos atuais”, afirmou Erwin Mondragon, diretor da Mondragon Equipamentos Farmacêuticos, representante da norte-americana B&W Tek. Ele entende que a tecnologia deve ganhar mais espaço, por não gerar resíduos, dispensar solventes e permitir o aproveitamento do material analisado, aspecto importante quando se lida com substâncias valiosas como as farmacêuticas.

    A B&W Tek é especializada em instrumentos Raman portáteis, usados no controle de qualidade na recepção de ingredientes, oferecendo resultados qualitativos e quantitativos precisos, de modo a evitar a entrada de contaminações no processo produtivo. A empresa também oferece analisadores portáteis e de bancada nas técnicas de HPLC e UV-Vis e LIS (laser).

    A suíça Metrohm também expôs espectrômetro Raman portátil em seu estande, com o intuito de atender à demanda de controle de qualidade nos laboratórios farmacêuticos. No entanto, o destaque da companhia foi dedicado ao sistema Omnis, nova plataforma para análises químicas por via úmida, com capacidade para realizar até quatro análises simultâneas, lidando com 175 amostras de forma autônoma. O Omnis conta com sistema robótico avançado e software de comando amigável, de uso intuitivo, usando tela sensível ao toque para facilitar a operação.



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