Analitica Latin America: Com foco ampliado para vários segmentos, congresso e feira registram aumento de visitantes

Química e Derivados, Analitica Latin America: Com foco ampliado para vários segmentos, congresso e feira registram aumento de visitantes

Química e Derivados, Carvalho: demonstrações ajudam a entender melhor as palestras
Carvalho: demonstrações ajudam a entender melhor as palestras

A grande participação de visitantes surpreendeu até os organizadores da 14ª Analitica Latin America. Apesar do ambiente de crise política e econômica do país, a meta de 7,5 mil visitantes foi superada, tendo passado de 8 mil. Além disso, expositores comentaram que o perfil do público correspondeu às melhores expectativas, proporcionando número elevado de consultas e até propostas de aquisição de produtos.

“A Analitica saiu melhor do que o planejado”, confirmou Diego Carvalho, diretor de portfólio da NürnbergMesse Brasil. Antes mesmo de abrir as portas do congresso e da exposição, o número de pré-inscritos para participar desses eventos já havia superado em 20% a edição anterior.

Carvalho avalia que o aumento da visitação se deve ao trabalho de divulgar e atrair clientes em outras regiões geográficas e mercados além dos consolidados farmacêutico e cosmético. “Registramos maior participação de visitantes oriundos das regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste e Sul”, salientou. Novos campos do conhecimento, como a biotecnologia e nanotecnologia, ganharam destaque e programação científica própria, atraindo mais interessados.

O diretor também comprovou o sucesso de iniciativas para acolher melhor os visitantes, bem como de oferecer a eles contato direto e prático com as novidades do setor analítico. “As apresentações compactas do Q-Lounge e as demonstrações realizadas no Live Lab complementaram muito bem as exposições mais profundas do congresso científico e dos simpósios realizados no período, formando o Circuito de Conhecimento e Inovação”, salientou.

Contribuiu para isso a estrutura física moderna e confortável do SP Expo, que acolheu bem os visitantes e expositores. Apenas o acesso ao recinto ainda deixa a desejar, especialmente nos horários de pico de tráfego, demonstrando que o estreito viaduto de acesso é insuficiente e deve receber mais atenção por parte da Prefeitura de São Paulo.

Química e Derivados, Jonaitis, com o Ultivo LCMS: setor privado compra modelos top de linha
Jonaitis, com o Ultivo LCMS: setor privado compra modelos top de linha

Exposição eclética – A Analitica Latin America se caracteriza pela grande variedade de itens apresentados e mercados atendidos. O visitante pode encontrar desde prosaicos tubos de ensaio até os mais avançados instrumentos analíticos. Todos os grandes nomes do mercado marcaram presença e disputaram a atenção dos visitantes com uma pletora de novidades.

“Curiosamente, no exterior verificamos que as feiras estão se especializando cada vez mais, enquanto por aqui uma feira ampla e diversificada como a Analitica fica mais forte a cada ano”, comentou Ivan Jonaitis, diretor de negócios do Life Sciences and Applied Markets Group (LSAG) da Agilent Technologies Brasil. “Fazemos as contas após cada feira e sempre verificamos que o valor dos negócios gerados a partir dela supera o investimento e, por isso, continuamos a participar”. Ele ressaltou a diversidade de setores que visitaram o estande e também a presença de interessados vindos de países da América Latina.

Jonaitis ressaltou que a venda de instrumentos analíticos avançados tem um período de maturação de 3 a 6 meses, sendo a feira um excelente ponto de partida. “Desde o primeiro dia, registramos uma pilha de indicações de interesse por clientes em potencial, depois disso vamos trocar informações técnicas, o cliente certamente precisará colocar o investimento no seu orçamento de 2018, mas boa parte desses contatos deverá resultar em negócios”, explicou.

Como informou, 2015 e 2016 foram anos ruins para a venda de instrumentos, marcados pela retração dos investimentos das empresas de petróleo e das universidades e institutos de pesquisas mantidos pelo setor público, este tradicionalmente responsável por mais da metade da demanda local por esses equipamentos. “Nos bons anos, em setembro e outubro eram publicados editais para compra de instrumentos, isso não está acontecendo mais”, lamentou.

O setor privado manteve seu ritmo de investimentos, em especial no setor farmacêutico. Em geral, a maior parte da demanda industrial está ligada às atividades de controle de qualidade, mas Jonaitis aponta mudanças importantes nesse perfil. “A indústria farmacêutica brasileira está fazendo pesquisas e comprando HPLC de última geração”, afirmou. “Também estamos vendendo instrumentos LCMS Triplo Quadrupolo top de linha aqui no Brasil.”A Agilent aproveitou a Analitica 2017 para lançar dois instrumentos analíticos. O GC Intuvo 9000 é um cromatógrafo a gás com ampla facilidade de operação, robustez e velocidade de análise. “A grande vantagem dele é ocupar apenas a metade do espaço de um GC convencional”, ressaltou o diretor.

Outra novidade é o LCMS Triplo Quadrupolo Ultivo, cromatógrafo líquido acoplado a espectrômetro de massa que oferece alta sensibilidade e produtividade, porém com tamanho compacto. “Espaço custa caro nos laboratórios”, considerou.

A Agilent também apresenta grandes avanços nas tecnologias para diagnóstico de tumores e de desenvolvimento de produtos para tratamento. Com isso, é possível desenvolver medicações específicas para tumores encontrados durante exames, imediatamente.

Presença marcante – A Thermo Fisher Scientific ocupou uma das maiores áreas da exposição, apresentando seu amplo portfólio de produtos para laboratórios. “Somos líderes em aparatos científicos, oferecendo desde consumíveis até instrumentos de alta tecnologia para o mercado”, comentou Daniela Queiroz, gerente de mercado vertical farma/biofarma.

Química e Derivados, Muito procurado, Live Lab demonstrou o poder das inovações
Muito procurado, Live Lab demonstrou o poder das inovações

A companhia se especializou por áreas de negócios, evitando perder o foco tecnológico em cada segmento de atuação. “O nosso centro de tecnologia do Brasil mantém uma equipe com mais de 65 mestres e doutores especializados por área analítica para dar suporte aos clientes”, salientou Daniela. O centro de tecnologia da Thermo Fisher foi montado em no bairro de Pinheiros, em São Paulo, com investimento de US$ 5 milhões. Como explicou, a empresa desenvolve metodologia para seus clientes e também dá treinamentos para eles. “É um diferencial que oferecemos, como há uma lacuna na formação universitária, é preciso colaborar para construir soluções e também para aproveitar melhor os recursos dos instrumentos e apresentar inovações”, comentou.

Daniela comentou que a demanda por instrumentação avançada depende em grande parte do avanço das normas oficiais. Atualmente, as regulamentações da Anvisa aumentaram a preocupação com substâncias extraíveis e lixiviáveis em produtos farmacêuticos (embalagens de medicamentos, por exemplo), alimentos e também nos artigos de higiene pessoal (fraldas descartáveis). “Apresentamos uma palestra sobre isso durante a Analitica, dado o grande interesse do mercado”, comentou. Outro tema explorado no congresso foi o relacionado à detecção de drogas de abuso, assunto de relevância mundial. “A companhia possui grande atuação no campo de análises forenses, incluindo testes de identificação por material genético, e de segurança, para detecção de drogas ilícitas e explosivos, por exemplo, em aeroportos e locais de grande concentração de pessoas, uma preocupação que ficou muito grande depois dos atentados de 11 de setembro de 2001”, comentou. No Brasil, a Thermo Fisher vendeu instrumentos para o centro de controle antidoping, instalado em 2014, no Rio de Janeiro, e fornece produtos portáveis e de bancada para as forças de segurança de vários países, inclusive o Brasil.

Outro campo de atuação é o controle microbiológico de doenças, mediante sequenciamento genético de patógenos, como feito no combate ao vírus Ebola, na África, e do Zika, em várias regiões.

A Thermo Fisher aproveitou o Live Lab, espaço da feira dedicado às práticas laboratoriais, para colocar em ação seus instrumentos científicos, reforçando a divulgação dos produtos. “O mercado atual exige muito dos laboratórios, tanto no desempenho dos instrumentos, quanto na redução dos custos operacionais”, salientou Daniela.

Como novidades, o estande da Thermo Fisher destacou os microscópios por infravermelho Nicolet iN 10 e iN 5, dotados de software Ominic que agrega funcionalidades que auxiliam o trabalho analítico. Também sobressaíram os espectrômetros de massa TSQ Altis e TSQ Quantis, ambos com sistema segmentado de triplo quadrupolo na tecnologia Active Ion Management Plus (AIM+) e fonte de íons OptaMax NG. O AIM+ oferece precisão e repetibilidade elevadas, com alta velocidade, em análises por LC-MS/MS. O Altis apresenta alta sensibilidade, enquanto o Quantis se mostra robusto e confiável. A empresa também exibiu o ISQ EC, espectrômetro de massa com quadrupolo único, oferecendo resultados na faixa de ppb quando acoplado a cromatógrafo.

Química e Derivados, Machado com reator Hel, que pode ser customizado para cada cliente
Machado com reator Hel, que pode ser customizado para cada cliente

Portfólio amplo – Com a intenção de fornecer aos interessados todos os equipamentos e instrumentos necessários para montar laboratórios, a DP Union levou para a Analitica 2017 várias novidades de suas representadas. “Atuamos no país há 31 anos e sempre buscamos ter no portfólio marcas que tenham produtos únicos, com diferenciais exclusivos, não nos interessa ser mais uma fonte do que já existe no mercado”, comentou Wylder Machado, executivo de contas da empresa.

Assim, tiveram destaque o novo titulador Karl Fisher fabricado pela Mitsubishi; o cromatógrafo a gás portátil e compacto para análises ambientais no campo, fornecido pela Defiant Technologies; o analisador de tamanho de partículas por laser que também realiza sua contagem, na mesma operação, determinando também o potencial Zeta, produzido pela PSS Nicomp, que possui várias opções de modelos para diversas aplicações; bem como a linha de reatores do Hel Group (Inglaterra).

“Os reatores Hel, por exemplo, compõem uma linha extensa que parte dos microrreatores até equipamentos de 150 litros, com controle total das variáveis de processos e possibilidade de customização para cada cliente e aplicação”, explicou Machado. Ele informou ter recebido várias consultas sobre os reatores Hel, especialmente de representantes do setor de cosméticos. “Quando se fala em reator, a primeira ideia que vem à mente é fazer reações de síntese, mas esses equipamentos são essenciais para lidar com produtos viscosos, por exemplo, mesmo em misturas”, considerou.

De forma geral, Machado considera ruim o atual momento do setor analítico no país. “Faltam investimentos, principalmente em pesquisas, cujo fluxo está muito restrito”, avaliou. Isso reflete a retração dos investimentos governamentais em universidades e institutos de pesquisa do setor público. “Até 2011, os órgãos de fomento, como Finep e Fapesp, contavam com verbas abundantes, agora restritas”, disse. As empresas privadas instaladas no país fazem pouca pesquisa, buscando inovações no exterior, contentando-se com adaptações locais.

“Como fornecemos para os setores farmacêutico e de alimentos, que ignoram crises, temos conseguido manter bons negócios”, salientou. Ele citou como grande inovação o uso de espectrometria de massa para identificação de micro-organismos, lançado pela Bruker, empresa para a qual a DP Union atua como canal de vendas no país.

Micro-organismos em massa – O uso da espectrometria de massa para identificação de micro-organismos começou em 2010, na Europa. “Quase todos os hospitais europeus já usam essa técnica para identificação de patógenos com mais rapidez que os métodos convencionais, além de reduzir o volume de materiais descartados”, explicou Luiz Fernando de Arruda Santos, coordenador de aplicações de espectrometria de massa da Bruker do Brasil.

No país, a técnica só recebeu aprovação da Anvisa há dois anos e está em franco desenvolvimento. O FDA (EUA), já a homologou há quatro anos. Segundo Santos, o Biotyper (um MS time of flight – TOF, com matriz assistida por desorção e ionização a laser – Maldi) encontra usos em vários campos, permitindo o estudo de micro-organismos de interesse agrícola e estudos de contaminação de alimentos, entre outros. Basicamente, é preciso isolar uma colônia do micro-organismo a identificar. Basta coletar uma pequena fração do material e colocá-la em uma placa metálica de suporte (capaz de comportar até 96 amostras) que é introduzida no instrumento analítico. Em um minuto, ele faz a leitura do perfil de proteínas presente em cada amostra e o compara com um banco de dados com mais de 6 mil perfis de interesse médico já catalogados, armazenados na memória do instrumento. “Além disso, cada cliente pode criar sua própria biblioteca, armazenando novos perfis”, disse.

O estande da Bruker não contou com a presença de um exemplar do Biotyper, mas fornecia informações sobre a tecnologia, já disponível para venda no país. Além dele, Machado comentou que os espectrômetros de massa ganham a cada ano mais resolução e capacidade analítica. “A Bruker também é muito forte em ressonância magnética nuclear para análises”, comentou.

Química e Derivados, Carvalho e espectrômetro Raman: técnica analítica avança e conquista aplicações
Carvalho e espectrômetro Raman: técnica analítica avança e conquista aplicações

Raman avança – A técnica de espectroscopia Raman avança a passos largos no campo analítico, por combinar rapidez, simplicidade operacional – dispensa preparo da amostra, que não é destruída – e elevada precisão. “É a técnica analítica do futuro”, comentou Igor Alessandro Silva Carvalho, especialista em espectroscopia micromolecular e gerente regional para a América Latina da Horiba Instruments Brasil.

Ele explicou que a técnica já é conhecida no meio acadêmico e, agora, começa a conquistar o campo analítico em atividades industriais. É uma técnica que detecta e analisa vibrações elementares induzidas, captadas por um sensor CCD, permitindo obter resultados qualitativos e quantitativos (estes, indiretamente). “Aliando a espectroscopia Raman com força atômica, conseguimos baixar a resolução de 100 micrômetros para 10 nanômetros, atendendo às necessidades do desenvolvimento da nanotecnologia”, comentou Carvalho.A Horiba também desenvolve a técnica TERS (tip enhanced Raman scattering) que permite enxergar melhor as estruturas em nanoescala. “Ela permite, por exemplo, identificar nanomarcadores tumorais em tecidos, apontando as áreas que realmente precisam ser removidas durante uma cirurgia, com rapidez e precisão”, afirmou. O sistema aumenta o campo eletromagnético na ponta de uma sonda, gerando uma onda remanescente (plasmon), aumentando o sinal Raman detectável. “Na indústria, essa técnica ainda é muito recente, começou em polímeros, tribologia e fármacos, neste caso, estima a velocidade de liberação de ingredientes ativos”, explicou. A técnica permite também avaliar a estabilidade ou a degradação de comprimidos embalados em blisters, sem abri-los, atendendo às regulamentações recentes.

Como toda a novidade, a técnica ainda precisa superar alguns obstáculos. “Estamos validando mundialmente os instrumentos para várias aplicações e buscando as homologações necessárias junto aos órgãos de controle, como FDA, ASTM, e assim a técnica será disseminada mais rapidamente”, comentou. Por não ser destrutiva, a técnica Raman encontra boa acolhida no setor de avaliação e restauração de obras de arte, identificando pigmentos e ingredientes indicadores da data de pintura.

A Horiba também divulgou espectrômetros de emissão óptica por descarga luminescente por radiofrequência pulsada (Pulsed RF GD-OES), indicado para análises superficiais por camadas. “Os materiais usados hoje em dia, telas de celulares, polímeros e metais, são formados por camadas superpostas ou por tratamentos depositados, por isso é preciso avaliar a composição do material em profundidade”, explicou Carvalho. O instrumento da Horiba decapa a superfície da amostra na razão de 2 nanômetros por minuto, promovendo análises com alta sensibilidade. “Já vendemos cinco instrumentos desse tipo no Brasil para avaliação da composição química de aços em profundidade, determinando sua resistência à corrosão ainda no processo de produção, permitindo correções”, informou.

Indicado para análise de terras raras em mineração e também para determinação de traços de elementos metálicos em alimentos, o Ultima Expert LT aplica a técnica de ICP-OES de alta perfomance. “É um sistema óptico que usa uma tocha de plasma com desenho especial para excitação dos elementos da amostra, contando também com distância focal de um metro, o que garante elevada resolução, chegando a menos de 5 picômetros na faixa do UV”, salientou o especialista. Esse instrumento é indicado também para produtos químicos, metalurgia e avaliação de desgaste pela presença de resíduos metálicos em óleos de lubrificação de máquinas.

Química e Derivados, Margutti: nanotecnologia exige medidores sensíveis
Margutti: nanotecnologia exige medidores sensíveis

Filmes finos em multicamadas por ser analisados com rapidez pelo Uvisel 2, o elipsômetro da Horiba capaz de caracterizar materiais em semicondutores, telas planas, painéis fotovoltaicos e revestimentos funcionais, operando na faixa do UV distante até o IR próximo. Ele permite medir as camadas caracterizadas com precisão de 0,25 Angström, informando índices de refração e outros parâmetros.

Durante a feira, Carvalho percebeu um fluxo relativamente baixo de visitantes, porém com elevada qualificação e poder de decisão. “Registramos boas consultas”, comentou.

A Radchrom, com 25 anos de mercado, representa a Horiba nas linhas de análises de partículas e analisadores de enxofre em óleo e combustíveis. Na Analitica, expôs o Partica LA 950V2, capaz de medir e contar partículas na faixa de 3 mil micrômetros a 10 nanômetros. “Também oferecemos o SZ 100, que chega a 0,3 nanômetros e analisa potencial Zeta simultaneamente”, informou Carlos Augusto Margutti, diretor comercial da Radchrom. Ele explicou que as análises em escala nanométrica estão ficando cada vez mais importantes com o avanço da tecnologia e exigem instrumentos mais precisos e sensíveis.

Aplicações inovadoras – A espectroscopia Raman já está adiantada no setor farmacêutico nacional. “O setor farma já está operando mais de cem instrumentos Raman, todos para cumprir os requisitos normativos atuais”, afirmou Erwin Mondragon, diretor da Mondragon Equipamentos Farmacêuticos, representante da norte-americana B&W Tek. Ele entende que a tecnologia deve ganhar mais espaço, por não gerar resíduos, dispensar solventes e permitir o aproveitamento do material analisado, aspecto importante quando se lida com substâncias valiosas como as farmacêuticas.

A B&W Tek é especializada em instrumentos Raman portáteis, usados no controle de qualidade na recepção de ingredientes, oferecendo resultados qualitativos e quantitativos precisos, de modo a evitar a entrada de contaminações no processo produtivo. A empresa também oferece analisadores portáteis e de bancada nas técnicas de HPLC e UV-Vis e LIS (laser).

A suíça Metrohm também expôs espectrômetro Raman portátil em seu estande, com o intuito de atender à demanda de controle de qualidade nos laboratórios farmacêuticos. No entanto, o destaque da companhia foi dedicado ao sistema Omnis, nova plataforma para análises químicas por via úmida, com capacidade para realizar até quatro análises simultâneas, lidando com 175 amostras de forma autônoma. O Omnis conta com sistema robótico avançado e software de comando amigável, de uso intuitivo, usando tela sensível ao toque para facilitar a operação.Metais em análise – Famosa por seus analisadores de hidrogênio, nitrogênio e oxigênio, com larga aplicação em siderurgia e metalurgia, a Leco apresentou o cromatógrafo a gás Pegasus, acoplado a espectrômetro de massa (GC/MS), de alta produtividade (até 500 espectros por segundo) e tempo de vôo (TOF). O Pegasus também é oferecido na versão GC/GC, com dois fornos em sequência, para maior precisão e seletividade.

A Leco está divulgando a nova interface e software de comando adotada em toda a linha de instrumentos, denominada Cornerstone. “Todas as informações do processo analítico aparecem na interface, com uma tela touch screen e sistema de diagnóstico, tudo muito fácil de operar”, explicou Luiz Antonio Neves, engenheiro de vendas da Leco Instrumentos.

Ele salientou que a Leco não atua apenas no setor de fundição, ramo no qual possui larga participação de mercado, mas também no de alimentos, análises de proteínas, cimento, mineração e solos. “Temos analisadores de enxofre que ajudam a detectar pirita, minério de ferro com enxofre, que às vezes é confundido com ouro; essa análise evita perder tempo e recursos com o minério errado”, disse.

Nos analisadores de nitrogênio, Neves comentou que a tecnologia atual usa termocondutividade, com auxílio de hélio, gás nobre que está se tornando cada vez mais escasso e caro. “Oferecemos a opção de usar argônio no lugar do hélio, mas essa opção dobra o limite de detecção do nitrogênio”, explicou. “Isso só é problema quando a concentração de nitrogênio é muito baixa, caso de alguns aços.”

Reologia – A Anton Paar aproveitou a feira para lançar seu primeiro espectrômetro Raman, da linha Cora, lançado há apenas três meses. Além dele, a empresa mostrou o densímetro portátil DMA-35, com design renovado, que também mede a concentração das amostras.

A Anton Paar apresentou aos visitantes o Torc 5000, refratômetro por oscilação termo-óptica com software que permite determinar coeficientes de expansão térmica, monitorar fases e transições vítreas, sendo indicado para fabricantes de polímeros e adesivos.

Na área de partículas, a Anton Paar divulgou a aquisição da linha PSA (particle size analyser) da Cilas, realizada em junho deste ano, com integração total dos produtos prevista para janeiro de 2018. Com isso, ampliou a oferta de instrumentos por espalhamento de luz, conseguindo medir e contar partículas em líquidos e sólidos, além de determinar o potencial Zeta.

Para a indústria de bebidas, demonstrou o sensor Carbo 520 Optical, medidor da concentração de CO2 em líquidos em processos produtivos, que opera por reflexão total atenuada (ATR), promovendo leituras a cada quatro segundos.

Água e microbiologia – A Merck levou para a feira sua ampla linha de produtos, na qual se destaca os sistemas de produção de água com qualidade analítica da linha Milli-Q. Lançado em comemoração aos 50 anos do início da técnica de separação para água laboratorial, o Milli-Q IQ 7000 apresenta cartuchos de purificação compactos, com sistema integrado de gestão de dados e operação flexível, atendendo todas as demandas volumétricas de laboratórios.

Química e Derivados, Merck destacou novo Milli-Q IQ 7000
Merck destacou novo Milli-Q IQ 7000

A Merck aproveitou a ocasião para lançar no mercado o MC Media Pack, sistema com placas contendo meios de cultura desidratados, prontos para uso, que auxiliam a indústria de alimentos e bebidas e identificar e quantificar a presença de micro-organismos, de modo a facilitar o controle de qualidade sanitário.

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