Laboratório e Análises

22 de outubro de 2017

Analitica Latin America: Com foco ampliado para vários segmentos, congresso e feira registram aumento de visitantes

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Analitica Latin America: Com foco ampliado para vários segmentos, congresso e feira registram aumento de visitantes

    Química e Derivados, Carvalho: demonstrações ajudam a entender melhor as palestras

    Carvalho: demonstrações ajudam a entender melhor as palestras

    A grande participação de visitantes surpreendeu até os organizadores da 14ª Analitica Latin America. Apesar do ambiente de crise política e econômica do país, a meta de 7,5 mil visitantes foi superada, tendo passado de 8 mil. Além disso, expositores comentaram que o perfil do público correspondeu às melhores expectativas, proporcionando número elevado de consultas e até propostas de aquisição de produtos.

    “A Analitica saiu melhor do que o planejado”, confirmou Diego Carvalho, diretor de portfólio da NürnbergMesse Brasil. Antes mesmo de abrir as portas do congresso e da exposição, o número de pré-inscritos para participar desses eventos já havia superado em 20% a edição anterior.

    Carvalho avalia que o aumento da visitação se deve ao trabalho de divulgar e atrair clientes em outras regiões geográficas e mercados além dos consolidados farmacêutico e cosmético. “Registramos maior participação de visitantes oriundos das regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste e Sul”, salientou. Novos campos do conhecimento, como a biotecnologia e nanotecnologia, ganharam destaque e programação científica própria, atraindo mais interessados.

    O diretor também comprovou o sucesso de iniciativas para acolher melhor os visitantes, bem como de oferecer a eles contato direto e prático com as novidades do setor analítico. “As apresentações compactas do Q-Lounge e as demonstrações realizadas no Live Lab complementaram muito bem as exposições mais profundas do congresso científico e dos simpósios realizados no período, formando o Circuito de Conhecimento e Inovação”, salientou.

    Contribuiu para isso a estrutura física moderna e confortável do SP Expo, que acolheu bem os visitantes e expositores. Apenas o acesso ao recinto ainda deixa a desejar, especialmente nos horários de pico de tráfego, demonstrando que o estreito viaduto de acesso é insuficiente e deve receber mais atenção por parte da Prefeitura de São Paulo.

    Química e Derivados, Jonaitis, com o Ultivo LCMS: setor privado compra modelos top de linha

    Jonaitis, com o Ultivo LCMS: setor privado compra modelos top de linha

    Exposição eclética – A Analitica Latin America se caracteriza pela grande variedade de itens apresentados e mercados atendidos. O visitante pode encontrar desde prosaicos tubos de ensaio até os mais avançados instrumentos analíticos. Todos os grandes nomes do mercado marcaram presença e disputaram a atenção dos visitantes com uma pletora de novidades.

    “Curiosamente, no exterior verificamos que as feiras estão se especializando cada vez mais, enquanto por aqui uma feira ampla e diversificada como a Analitica fica mais forte a cada ano”, comentou Ivan Jonaitis, diretor de negócios do Life Sciences and Applied Markets Group (LSAG) da Agilent Technologies Brasil. “Fazemos as contas após cada feira e sempre verificamos que o valor dos negócios gerados a partir dela supera o investimento e, por isso, continuamos a participar”. Ele ressaltou a diversidade de setores que visitaram o estande e também a presença de interessados vindos de países da América Latina.

    Jonaitis ressaltou que a venda de instrumentos analíticos avançados tem um período de maturação de 3 a 6 meses, sendo a feira um excelente ponto de partida. “Desde o primeiro dia, registramos uma pilha de indicações de interesse por clientes em potencial, depois disso vamos trocar informações técnicas, o cliente certamente precisará colocar o investimento no seu orçamento de 2018, mas boa parte desses contatos deverá resultar em negócios”, explicou.

    Como informou, 2015 e 2016 foram anos ruins para a venda de instrumentos, marcados pela retração dos investimentos das empresas de petróleo e das universidades e institutos de pesquisas mantidos pelo setor público, este tradicionalmente responsável por mais da metade da demanda local por esses equipamentos. “Nos bons anos, em setembro e outubro eram publicados editais para compra de instrumentos, isso não está acontecendo mais”, lamentou.

    O setor privado manteve seu ritmo de investimentos, em especial no setor farmacêutico. Em geral, a maior parte da demanda industrial está ligada às atividades de controle de qualidade, mas Jonaitis aponta mudanças importantes nesse perfil. “A indústria farmacêutica brasileira está fazendo pesquisas e comprando HPLC de última geração”, afirmou. “Também estamos vendendo instrumentos LCMS Triplo Quadrupolo top de linha aqui no Brasil.”


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