Farmacêutico e Biotecnologia

Analitica Latin America: Câmbio afeta o setor, mas há oportunidades

Antonio C. Santomauro
19 de setembro de 2013
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    E, se ainda embute grandes oportunidades, o mercado brasileiro mantém também muitos desafios, observa Marc Chalom, gerente de aplicações CMD da ThermoFisher (divisão dedicada à cromatografia e à espectrometria de massa). “Mas, com a conquista de clientes e novos mercados, os negócios crescerão aqui no Brasil”, ele prevê.

    Química e Derivados, Balança da Mettler Toledo: ligeira retomada nas vendas

    Balança da Mettler Toledo: ligeira retomada nas vendas

    Amigáveis e específicas – Enquanto os negócios do setor se desenvolvem em ritmo pouco acelerado, a tecnologia destinada a laboratórios, análises, biotecnologia e controle de qualidade evolui não apenas para atender aos requisitos de produtividade de seus clientes, mas também buscando se tornar mais acessível e mais facilmente utilizável por uma gama maior de usuários.

    Atenta a essa demanda, já há alguns anos a Metrohm trabalha para dotar seus equipamentos de softwares cujo manuseio seja menos complexo, e os traduz para o português. “É grande a demanda por equipamentos cujas interfaces sejam mais amigáveis”, observa Barrionuevo.

    Para Bittar, da Bruker, características mais intuitivas de utilização contribuem também para ampliar a penetração dessa tecnologia em regiões e mercados nos quais há maior carência de mão de obra qualificada para operá-la. “Temos buscado desenvolver essa tecnologia por meio de interfaces mais simples, softwares em português, e boa estrutura local de suporte”, enfatiza.

    Harada, da Mettler Toledo, também cita a facilidade de operação como quesito importante de desenvolvimento da tecnologia dos equipamentos para laboratórios (e nos produtos de sua empresa, como displays touch screen e informações em português). Mas evoluem também, ele destaca, os componentes de medição e sensibilidade dos equipamentos. Por exemplo, nas células de carga, a cada dia mais precisas pelo uso de ligas metálicas mais estáveis e circuitos eletrônicos mais sofisticados. “Também temos desenvolvido novos materiais, como ligas especiais de vidro, para os eletrodos, que constituem o coração dos medidores de pH”, acrescenta Harada.

    De acordo com Fúlvio Casallanovo, gerente da divisão de análises químicas da Agilent Brasil, além de se manifestar em áreas como a sensibilidade para identificação e determinação de compostos, e em produtos com manuseio mais simples, a tecnologia focada em laboratórios e controle de qualidade exige também equipamentos mais robustos, que permitam aos sistemas operar por mais tempo, com menor necessidade de paradas.

    Essa tecnologia evolui ainda no sentido do atendimento de necessidades específicas, por exemplo, na análise de alimentos destinados à exportação. “A identificação de contaminantes, como pesticidas, precisa estar em conformidade com rígidos padrões internacionais, e os laboratórios especializados nessas análises devem se adaptar rapidamente aos novos padrões requeridos pelos países importadores”, finaliza Casallanovo.



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