Meio Ambiente (água, ar e solo)

Ambiente: Fitma atrai interesse estrangeiro

Marcelo Furtado
14 de setembro de 2002
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    A capacidade inicial da central será de 40 metros cúbicos por dia, mas o plano abrange a meta de 100 metros cúbicos. A unidade conta com tanque de armazenagem, etapa biológica, físico-química e, por fim, a possibilidade de reciclagem de água. De acordo com Cleibson Moreira da Silva, gerente administrativo da Enviro-Chemie do Brasil, cujo escritório comercial também ficará sediado em Jacarepaguá, antes mesmo de iniciar a operação a carteira de clientes já está quase completa. “Devemos crescer muito rapidamente, tendo em vista o interesse que o projeto despertou no Rio”, diz. O sistema de cobrança será por metro cúbico tratado.

    Química e Derivados: Ambiente: Cleibson - central de tratamento no Rio.

    Cleibson – central de tratamento no Rio.

    Além da central, a Enviro-Chemie divulgava seus serviços de reuso de efluentes. Para tanto, expôs uma estação piloto para 500 litros por hora, com osmose reversa e ultrafiltração. A estação representa também uma parceria com a Universidade de São Paulo (USP), cujos trabalhos de bancada servirão para identificar efluentes industriais possíveis de serem reciclados com os sistemas da Enviro-Chemie. A unidade em exposição, aliás, será usada em teste na Cognis, de Jacareí-SP.

    Com apenas um ano de Brasil, a empresa já instalou sistemas de tratamento de efluentes e de reuso na Altana Pharma, em Jaguariúna-SP, na qual 12 metros cúbicos de efluentes são 100% reciclados por osmose reversa e ultrafiltração para aproveitamento na alimentação da torre de resfriamento da empresa. Também na Nívea, de Itatiba-SP, a Enviro-Chemie instalou uma estação de tratamento de efluentes (ETE) completa, com tratamento biológico, numa primeira fase já concluída, e futuramente com reuso por ultrafiltração. Bom lembrar que a Enviro-Chemie tem know-how para qualquer tipo de solução de fim-de-tubo, desde estações compactas até unidades de grande porte, sob análise, estudo e planejamento do seu corpo de engenharia.

    Também com origem alemã, e sede no Rio, a Tribel (sigla de Tratamento de Resíduos Industriais de Belford Roxo) também tinha novos planos para anunciar na Fitma. Fruto de joint-venture realizada em agosto de 2001 entre a divisão ambiental da Bayer com a francesa Tredi, a Tribel divulgava sua entrada no mercado de co-processamento de resíduos em fornos de cimento. Com essa alternativa, a empresa amplia suas possibilidades de tratamento de resíduos, que tradicionalmente conta com as operações de seu incinerador de Belford Roxo e do aterro para resíduos classe 1.

    Química e Derivados: Ambiente: Claudia e Lucio - Tribel vai co-processar.

    Claudia e Lucio – Tribel vai co-processar.

    “Estamos oferecendo o serviço aos nossos clientes e já nos encontramos em fase final de negociações com cimenteiras”, afirmou a engenheira da Tribel, Claudia Cristina dos Santos. Uma vantagem natural da estrutura já montada no complexo da Bayer é o fato de os resíduos para fornos de cimento poderem ser segregados e preparados sem precisar de novos investimentos. “Já realizamos essa operação para preparar os resíduos para o incinerador”, comentou o chefe de laboratório da Tribel, Luiz Henrique Lucio. De forma geral, a limitação para o co-processamento será com relação aos contaminantes clorados, mais indicados para a incineração.

    A concorrente Basf também divulgava investimentos totais de R$ 11 milhões na sua área ambiental em Guaratinguetá-SP. O plano engloba a construção da primeira célula de aterro industrial para disposição de resíduos classe 2, situado ao lado de seu incinerador e de estação de tratamento de efluentes. Com área total de 12 mil metros quadrados e com obras finalizadas neste ano, foram empregados R$ 2,5 milhões na etapa. A segunda célula do aterro, cujas obras já foram iniciadas, absorverão R$ 2 milhões.

    O propósito da Basf é aumentar a oferta de serviços de incineração, possibilitando que seus aterros suportem uma demanda maior das cinzas geradas no processo de queima. O incinerador de forno rotativo, que destrói resíduos líquidos, pastosos e sólidos, é supervisionado por dois microcomputadores e uma câmera de vídeo que monitora o processo. Sua capacidade de incineração atinge a marca de 2.700 toneladas.



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