Meio Ambiente (água, ar e solo)

Ambiente: Cetrel estuda usar a biodigestão anaeróbica

Jose Valverde
26 de março de 2005
    -(reset)+

    Já o catabolismo das bactérias que se desenvolvem na ausência de oxigênio passa pela fermentação e conseqüente transformação da carga orgânica em compostos estabilizados. Diferente-mente do processo aeróbico, grande parte da energia originalmente presente no material orgânico não é liberada, fica no gás metano, cuja produção corres-ponde entre 90% a 95% do material orgânico degradado.

    Química e Derivados: Ambiente: Biodigestor piloto adota fluxo ascendente. ©QD Foto - Fred Passos

    Biodigestor piloto adota fluxo ascendente.

    Sumariamente, o tratamento anaeróbico desdobra-se em quatro etapas – cada etapa atribuída à ação de bactérias específicas: na hidrólise, bactérias hidrolíticas transformam a carga orgânica em compostos simples, como ácidos graxos, aminoácidos e açúcares; nas segunda e terceira etapas, bactérias acidogênicas e acetogênicas transformam os ácidos e açúcares em compostos ainda mais simples, como ácidos graxos de cadeia curta, ácido acético, H2 e CO2; na seqüência, as bactérias metano-gênicas acabam o serviço: transformam esses substratos em dióxido de carbono e metano. “Além de não requerer energia, o processo anaeróbico a produz”, valoriza Demósthenes referindo-se ao metano.

    Sumariamente, o tratamento anaeróbico desdobra-se em quatro etapas – cada etapa atribuída à ação de bactérias específicas: na hidrólise, bactérias hidrolíticas transformam a carga orgânica em compostos simples, como ácidos graxos, aminoácidos e açúcares; nas segunda e terceira etapas, bactérias acidogênicas e acetogênicas transfor-mam os ácidos e açúcares em compostos ainda mais simples, como ácidos graxos de cadeia curta, ácido acético, H2 e CO2; na seqüência, as bactérias metano-gênicas acabam o serviço: transformam esses subs-tratos em dióxido de carbono e metano. “Além de não requerer energia, o processo anaeróbico a produz”, valoriza Demós-thenes referin-do-se ao metano.

    Comparações – É também apontada como vantagem do tratamento anaeróbico: a “muito menor” produção do lodo bio-lógico e conseqüente menor produção de excedente em relação às doses requeridas para inocular a carga orgânica no reinício do processo (partidas), fato que resulta em redução de custo operacional em uma das etapas mais onerosas do trata-mento: a disposição final do excedente. Concorre para ampliar esta vantagem a circunstância de que o lodo anaeróbico ao final do processo apresenta total estabilização.

    São outras vantagens: menor necessidade de nutrir as bactérias com açúcar e acetatos; possibilidade de preservar o lodo ativado por mais tempo, até por meses, sem necessidade de alimentar as bactérias; e maior flexibilidade para operar com altas e baixas taxas orgânicas.

    Potenciais desvantagens são o maior empenho para atender as exigências ambientais; e, principalmente, a relativa lentidão, atribuída a propriedades das bactérias anaeróbicas, na “partida do sistema”, que exige a inoculação da carga orgânica com determinada quantidade de lodo anaeróbio e é avaliada pelo desempenho imediato das bactérias.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *