Ambiente: Cetrel cria alternativa à incineração

Para reduzir o custo do processamento de solos contaminados com hidrocarbonetos e outras substâncias orgânicas voláteis ou semivoláteis procedentes das áreas livres das fábricas do II Pólo Petroquímico, a Cetrel desenvolveu um método inédito de biolavagem – alternativa bem menos custosa do que o tratamento térmico praticado no incinerador de resíduos sólidos da classe 1, o mesmo previsto inicialmente para esses solos.

Cerca de 9 mil toneladas de solos acumulados na Cetrel que seriam submetidos ao processamento térmico ao custo de R$ 1.500/t, desde novembro do ano passado estão sendo submetidos à biolavagem, ao custo de reduzidos R$ 280/t, assegura o coordenador da área de resíduos sólidos especiais, engenheiro José Artur Lemos Passos.

Até julho, foram biolavadas pouco mais de 1.100 t, ao ritmo de 120 t/mês. A meta imediata é chegar a 150 t/mês.

Essas 9 mil t de solos fazem parte de um total de 40 mil t de resíduos sólidos da classe 1 transferidos em 1992 das empresas do Pólo Petroquímico para estocagem provisória na Cetrel, até tratamento definitivo.

A transferência resultou da chamada “faxina do Pólo”, exigência das autoridades ambientais expressa na mesma resolução que estabeleceu a necessidade de gerenciamento das águas subterrâneas.

A disposição inadequada de resíduos diretamente no solo das indústrias estaria causando a contaminação desses solos do lençol freático por infiltração.

Sem a faxina, as empresas não obteriam a licença de ampliação. Foi determinado também que as empresas não mais poderiam estocar, mesmo adequadamente, resíduos da classe 1 em suas dependências por mais de seis meses.

A menos que investissem para tanto e obtivessem a licença. Quem investiu foi a Cetrel, que, entre outras providências, construiria o incinerador de sólidos ao custo de 8,5 milhões de dólares.

Processo — Cada batelada da biolavagem é precedida da chegada de caminhões basculantes para despejar, em cinco viagens, 60 t de solos contaminados em um tanque de 12 x 12 x 2,2 m, dotado de dois conjuntos aereadores-misturadores.

Na seqüência, a terraplenadora entra no tanque pela rampa para fazer o “espalhamento”. Quando a máquina sai, começa a primeira das inundações, com 150 metros cúbicos de água procedente de poços fluindo por dois pontos de alimentação.

Concluída a inundação, os aeradores-misturadores são acionados: passam a injetar ar e a girar as pás submersas, revolvendo continuamente a mistura água-solo durante quase cinco horas.

No fim desta primeira etapa, a água é canalizada para a estação central de tratamento de efluentes líquidos da Cetrel, a mesma que recebe todo o efluente líquido orgânico das empresas de Camaçari. Outras duas lavagens iguais e sucessivas são procedidas.

Só então ocorre a biolavagem propriamente, feita com lodo ativado. O lodo ativado vem do tanque da estação de tratamento de efluentes líquidos, de onde chega a bordo de caminhão para permanecer biolavando cada batelada por um período de 48 a 72 horas, a depender do grau de contaminação do solo em tratamento.

Decorrido o tempo exigido, ocorre o “polimento” – uma última lavagem com água, para diluir e escoar o lodo. A exemplo das etapas anteriores, a parte líquida, efluente da lavagem, retorna via bombeamento para o tanque da estação central.

Drenado o efluente, uma pá carregadeira entra no tanque para transferir o solo biolavado para um pátio ao lado, onde é posto para secar antes de ser transferido para disposição final no aterro industrial.

Depois de biolavado, o resíduo tem de estar classificado na classe 2, segundo NBR 10.004/87 da ABNT, ou estar adequado aos dez condicionantes para disposição em aterro industrial.

Os condicionantes excluem a possibilidade de serem estocados em aterros:

1) Resíduos líquidos ou com consistência pastosa (fluida);

2) Resíduos que segregam fase líquida durante a estocagem temporária ou disposição final;

3) Resíduos pulverulentos ou que gerem emanações de substâncias voláteis ou odores fortes, a não ser quando convenientemente embalados;

4) Embalagens sob pressão ou vácuo;

5) Resíduos com mais de 10% do peso solúveis em água;

6) Resíduos reativos, inflamáveis ou radioativos;

7) Resíduos com teores de solventes orgânicos maior que 1% em peso e de solventes halogenados maior que 0,1% (1000 ppm);

8) Resíduos com teor de materia orgânica com menos de 5% de voláteis determinados por calcinação referida a peso seco e menos de 2% de material extraído por n-hexano referido a peso original;

9) Resíduos cujas concentrações de substâncias tóxicas, obtidas conforme teste de lixiviação ou equivalente, ultrapassarem os valores permitidos;

10) Resíduos que no teste de lixiviação, conforme NBR 10.005 da ABNT, de setembro de 1987, gerem chorume com parâmetros de qualidade não compatíveis com os limites para recebimento de efluentes líquidos nos sitemas da Cetrel.

Para tratar mais dois tipos de resíduos, procedentes da Pronor e da Griffen, a capacidade de biolavagem será ampliada passando a incluir duas alterações no processo, classificadas de aperfeiçoamento: o caminhão que traz o lodo ativado para o tanque da biolavagem será substituído por um sistema de bombeamento dotado de rotor semi-aberto; a água extraída de poços para possibilitar a biolavagem será substituída pelo próprio efluente já tratado na Cetrel, o mesmo que sai da estação central depois de submetido ao método dos lodos ativados, e chega ao mar via emissário submarino.

Histórico – A Cetrel, conforme explica o engenheiro José Artur dos Lemos Passos, que já havia desenvolvido o tratamento de borras oleosas pelo sistema biológico, “sentiu-se provocada” a estender a experiência aos solos.

Com base nos requisitos iniciais, foram selecionados dez tipos de resíduos, presumivelmente os que mais se adaptariam ao tratamento. Uma planta piloto foi construída e a Fontes & Handle foi contratada para prestar consultoria.

Os requisitos iniciais consideraram: 1) Composição química do resíduo; 2) textura; 3) exigência de não ser prejudicial à saúde dos microorganismos aeróbicos que constituem o lodo ativado.

Dos dez tipos de resíduos, seis foram aprovados tecnicamente, dos quais quatro também foram aprovados economicamente – dois procedentes da Copene e dois da então Pronor.

São os estoques dessas empresas que somam as 9 mil t que estão sendo biolavadas. (José Valverde)

Internacional: Reino Unido quer vender intermediários no Brasil

Os ingleses querem fortalecer o intercâmbio comercial com o setor químico brasileiro. Considerado um de seus mercados prioritários pela associação da indústria química do Reino Unido (Chemical Industries Association – CIA), pequenas e médias empresas nacionais, tanto indústrias como escritórios de representação, começaram a ser oficialmente abordadas em missões de empresários ingleses organizadas pela CIA.

A intenção, numa primeira etapa, é encontrar representações para seus produtos, com foco principal na química orgânica.

Com apoio financeiro do departamento de comércio exterior do governo britânico, um grupo de empresários, no final de setembro, esteve no Brasil para prospectar o mercado e iniciar contatos.

A comitiva foi chefiada pelo diretor de relações exteriores da associação, Stephen Elliott, pela primeira vez incumbido de entender a indústria química brasileira.

Além de visitas a potenciais clientes e representantes, os trabalhos conduzidos por Elliott também incluem um relatório sobre o potencial do mercado brasileiro, a ser divulgado ainda neste ano.

Segundo Elliott, as áreas-chave de interesse são as de especialidades orgânicas, cujas aplicações sejam voltadas, em ordem de importância, para os setores farmacêutico, agroquímicos, fotografia, aromas e fragrâncias, tintas e borracha.

Justamente por não terem estruturas globalizadas, as associadas da CIA que contam com o atual apoio promocional são pequenas e médias empresas de origem britânica, cujas vendas anuais oscilam em uma faixa entre R$ 55 milhões e R$ 220 milhões e com cerca de 3 mil a 4 mil funcionários. Essas empresas representam menos que 30% dos 200 associados da CIA, sendo o restante formado por grandes grupos estrangeiros e alguns ingleses, como BP Chemicals e ICI.

Nessa primeira viagem, vieram representantes de três empresas: a AH Marks, especializada em intermediários agroquímicos; a Contract Chemicals, da área de fármacos; e a Mitchell Chemicals, do grupo Ascot, também de intermediários agroquímicos.

Dessas, apenas a primeira tem representante no Brasil (Pollin Plastiquima) e as demais realizaram em uma semana muitas visitas, com a promessa de em breve atuarem no mercado.

Mas o fato de apenas uma empresa estar já representada não se opõe aos planos da entidade.

Segundo explica Stephen Elliott, o primeiro contato na verdade é apenas para subsidiar um plano de longo prazo.

“Queremos primeiro entender o mercado, depois procurar representantes para as vendas e, quem sabe, daqui a alguns anos até produzir localmente”, afirmou.

Um outro plano também já está definido: daqui a um ano, ou pouco mais, outra missão comercial, dessa vez com mais empresas, deve desembarcar no Brasil.

Para as empresas brasileiras com interesse em obter mais informações sobre os tipos de produtos e as indústrias inglesas, e até mesmo para contatá-las, Stephen Elliott sugere uma consulta ao site www.sourcerer.co.uk.

Neste endereço, que inclui não só informações sobre as associadas, mas de várias outras empresas, é possível fazer uma busca pela área de interesse e/ou produtos. Outra forma de contato pode ser pelo site da associação inglesa www.cia.org.uk ou pelo próprio e-mail do diretor, ElliotS@cia.org.uk . (Marcelo Furtado)

Feira: Fitma apresenta soluções ambientais para a indústria

Diversidade tecnológica em soluções ambientais para dar potabilidade à água, tratar efluentes domésticos e industriais, manter a qualidade do ar, viabilizar, enfim, o destino final aos resíduos sólidos não faltou na Fitma 2000, a primeira edição da Feira Internacional de Tecnologias para o Meio Ambiente, promovida em São Paulo pela Abes, Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, de 29 a 31 de agosto, no Internacional Trade Mart.

Para ilustrar parcialmente o que se pode chamar de aporte financeiro pró-ambiental, dados levantados pela Câmara Brasil-Alemanha dão conta de que o setor privado da economia brasileira teria investido, em 1999, cerca de US$ 970 milhões em sistemas de controle da poluição, ou proporcionado mudanças em processos para melhorar o desempenho das empresas sob o ponto de vista do meio ambiente.

Para o diretor da Câmara, Ricardo Rose, os investimentos estariam assim distribuídos: US$ 450 milhões, para o tratamento de efluentes; US$ 320 milhões, para o gerenciamento de resíduos; e US$ 270 milhões, para controle da poluição atmosférica.

Estatísticas à parte, as contribuições tecnológicas reunidas pelas empresas presentes na feira destacaram alternativas para tratar, recuperar, controlar, aterrar, incinerar etc., em produtos, serviços, equipamentos, projetos e, sobretudo, condutas mais comprometidas com o destino a ser dado ao passivo ambiental e com a geração de menores impactos no futuro.

Entre os participantes institucionais destacaram-se várias empresas do grupo Suez Lyonnaise des Eaux. Atuante em 120 países, o grupo emprega 200 mil funcionários e fatura US$ 35 bilhões (1998), e é considerado o primeiro grande concessionário de infra-estrutura em âmbito mundial, desde 1850, quando da construção e operação do canal de Suez, unindo-se em 1997 ao grupo Lyonnaise des Eaux, que atua em energia (Tractebel), água (Lyonnaise des Eaux), resíduos sólidos (Sita), comunicação, concessão, construção e prestação de serviços industriais.

No Brasil, o grupo tornou-se mais conhecido como concessionário dos serviços de água e esgoto do município de Limeira-SP, desde 1995, e de Manaus, desde julho deste ano, onde deverá investir, segundo Ives Besse, diretor comercial da Lyonnaise des Eaux, R$ 600 milhões, ao longo de contrato de concessão de 30 anos, operando com “sinergias tecnológicas” da Lyonnaise do Brasil, Degrémont – Engenharia de Tratamento de Água e Nalco Química.

“A nossa grande tecnologia é a gestão dos serviços, pois desenvolvemos soluções integradas em todos os campos da infra-estrutura”, afirmou Besse. Um dos projetos mais recentes, segundo destacou, envolve a implantação e operação de aterro sanitário a ser operado por concessão em Joinville-SC.

No segmento de saneamento básico e tratamento de águas, as soluções implementadas pelas empresas do grupo envolvem desde processos tradicionais até alternativas mais modernas e pertinentes ao setor químico relacionadas com “clarificação com densadeg, clarificador com manto de lodos; tratamento de odores; processos biológicos com uso de difusores em tanques profundos de até 8 metros; reuso de águas e de efluentes industriais por processos com membranas – microfiltração, ultrafiltração, nanofiltração e osmose reversa –”, listou José Eduardo Gobbi, responsável pela área de desenvolvimento de negócios da Degrémont.

Outro exemplo de capacitação tecnológica a serviço de políticas ambientais pôde ser conferido pela participação da delegação alemã na feira, trazendo como destaque a presença da Aqua Air Adsorbens, fabricante de sistemas de filtragem para descontaminar águas, efluentes, extremamente valorizados em países de recursos hídricos escassos, e distribuidor de carvão mineral e vegetal à base de cascas de coco, caroços de pessego e de azeitona, fornecidos em pellets e empregados em filtros para tratamento de efluentes industriais, representada pela Texon Representações, de São Paulo.

Entre os desenvolvimentos mais recentes, segundo informou o presidente da Aqua Air Adsorbens, Carsten Mangold, está o sistema de filtragem, também provido de células de carvão, que promove a separação do óleo da água, permitindo a reutilização.

Condutas pró-ambientais também podem ser extraídas de operadoras públicas, como a Sabesp, ao fazer uso de produtos de alta tecnologia para tratar efluentes, como é o caso da estação de tratamento de Barueri-SP, que firmou recentemente contrato com a Ciba Especialidades Químicas (também presente na Fitma 2000), para fornecimento de 300 toneladas do polímero e agente floculante Zetag, por um período de dois anos.

Para Kleber S. Martins, um dos responsáveis pela área de aditivos da divisão Water Treatment da Ciba, a legislação mais rigorosa e a obrigatoriedade na instalação de sistemas de tratamento antipoluição favorecem o maior emprego das tecnologias ambientais. mas os departamentos de controle e tratamento das empresas, também estão sendo impulsionados a buscar melhores recursos, visando evitar desperdícios, promover reciclagens e diminuir a geração de resíduos.

Em conseqüência, o interesse por produtos como Zetag (poliacrilamida) e Magnafloc, agente coagulante desenvolvido especificamente para purificação de água potável, vem aumentando, segundo ressaltou Martins, pela alta eficiência dada aos tratamentos. Importado dos EUA e da Inglaterra, Zetag tem aplicações em sistemas/processos de decantação, flotação ou desidratação de lodos por centrífuga, filtros-prensa ou prensa de esteira.

Na unidade da Sabesp, o emprego do produto estará associado ao sistema de aplicação Polykon, representando, depois do Canadá, o segundo País no continente americano a fazer uso dessa tecnologia.

Com foco de atuação voltado para a área de tratamento de efluentes, a Bio-Brasil Limpeza Biológica, distribuidora da americana Bio-Systems Corporation, destacou o pool de bactérias (micrococos e bacilos), que degradam a matéria orgânica e aumentam a eficiência das estações de tratamento.

Na realidade, existem tratamentos pelo sistema Bio-Systems para cada tipo de efluente, envolvendo lodos ativados, lagoas de estabilização e estações instaladas em laticínios, frigoríficos, indústrias de papel e celulose, metalúrgicas, têxteis, cervejarias, petroquímicas, siderúrgicas, alimentos etc.

Em se tratando de patente nacional, um dos produtos que chamaram a atenção dos visitantes é denominado Poc, de pollution oil control. Fabricado pela BW Empreendimentos Ambientais, empresa sediada em Jacarepaguá-Rio de Janeiro, trata-se de blenda balanceada de resinas epóxi, desenvolvida para controlar a ação poluente de hidrocarbonetos, óleos, tintas, silicones, gorduras animais e vegetais por adsorção, ou seja, atua com a fixação das moléculas do produto à superfície do poluente, para neutralizar sua aderência e espalhamento.

Na forma de grânulos, é comercializado em big-bags de 350 litros e 100 litros, tendo como características não saturar em água, e nem alterar seu pH, além de contar com a possibilidade de reutilização.

Projetando aumento nas vendas dos equipametos geradores de ozônio, os quais, além de aplicados em sistemas de desinfecção de água, têm utilidade nas estações de tratamento de efluentes, a ProMinent Brasil, empresa do grupo alemão ProMinent, especializado em equipamentos para dosagem de fluidos e tratamento de água e efluentes, destacou os geradores industriais da linha Bono Zon, com capacidade para gerar até 720 g/hora de O3 a partir do ar, agregando outras qualidades de microprocessamento e controle residual on-line do ozônio aplicado, segundo informou o gerente de vendas da empresa, Gilmar Avelino Pires.

Desenvolvidos a partir de parcerias tecnológicas firmadas com a Organização Panamericana de Saúde e a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), os geradores de cloro Hidrogerox, fabricados pela Hidrogeron do Brasil, de Arapongas-PR, também despertaram interesse dos visitantes da Fitma 2000, por constituirem equipamentos mais econômicos para o tratamento de água para abastecimento.

O equipamento converte sal de cozinha (NaCl) pelo tradicional processo eletroquímico em mistura de cloro, hipoclorito de sódio, ácido hipocloroso e radicais livres de oxigênio, todos com alto poder bactericida.

A linha é composta por vários modelos, com capacidade de 250 m³/dia a 900 m³/dia, sendo cada um deles integrado por fonte de energia, reator e sistema para dosagem ( 1 ppm por m³).

Na área de gerenciamento de resíduos, duas empresas se destacaram na exposição: a Ecossistema, de São Paulo-SP, e a Usina de Passivos Ambientais, de Ulianópolis-PA.

A Ecossistema opera com resíduos sólidos inorgânicos de Classe I e II, inclusive mineralizados, com aterros industriais dispostos em área de 450 mil m².

Para resíduos industriais perigosos, opera com valas standards, com capacidade unitária de 20 mil toneladas, e dupla impermeabilização por geomembranas de PEAD de 1,5 e 2 mm de espessura, em ambiente coberto por estrutura metálica removível, para evitar a geração de efluentes líquidos a partir das chuvas.

Para resíduos da classe II, a disposição é feita em supervala, com capacidade de 75 mil toneladas, impermeabilizada por geomembrana de 2 mm, e que recebe diariamente mantas de sacrifício.

Para os resíduos mineralizados, dispostos em outra supervala, com capacidade para até 120 mil m³, a empresa conta com rede independente para drenagem de efluentes líquidos, destacando-se, ainda, os recebimentos de baterias de celulares e pilhas alcalinas e dos resíduos gerados em estações de tratamento de efluentes.

A Usina de Passivos Ambientais, da Companhia Brasileira de Bauxita (CBB), por sua vez, opera com resíduos industriais das Classes I, II e III, excetuando-se os radioativos e os ascaréis (dentro do limite de 120 ppm) e atua como usina de compostagem, beneficiamento, incineração e também como aterro de cinzas inertizadas.

Como etapas prévias e preparatórias à incineração em alto-forno – acima de 2.000°C –, promove operações de neutralização química, trituração, separação de metais pesados, misturadores etc., sendo considerada a primeira usina a operar por monitoramento informatizado, mapeando e determinando o ponto exato de cada lote de cinzas, por meio de sistema GPS (via satélite). (Rose de Moraes)

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