Meio Ambiente (água, ar e solo)

Ambiente – Alstom investe na captura CO2

Denis Cardoso
16 de julho de 2009
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    Atualmente, são conhecidas três tecnologias de captura de dióxido de carbono: pré-combustão, pós-combustão e oxicombustão. A Alstom concentra seus esforços no desenvolvimento das duas últimas técnicas de CCS, já que ambas podem ser aplicadas tanto em usinas já existentes quanto em novas centrais produtoras de eletricidade. Por envolver processos mais complexos, a tecnologia de pré-combustão não permite modificações nas fábricas em funcionamento, segundo avaliação do grupo francês. As usinas já construídas são consideradas estratégicas para os planos futuros do grupo, pois estimativas dão conta de que essas centrais ainda terão potencial para emitir dois terços do total de CO2 previsto para ser despejado na atmosfera em 2030.

    A captura de pós-combustão, que envolve a remoção do carbono dos gases de exaustão, está em fase mais avançada, segundo a Alstom, por ser considerada uma tecnologia de fácil adaptação às usinas já existentes. Nesse processo, o dióxido de carbono é extraído após a queima do combustível por meio do uso de um solvente, que pode ser a amina ou a amônia. Após esta etapa, apenas componentes inofensivos ao meio ambiente, como nitrogênio e vapor de água, são lançados na atmosfera. Por sua vez, o CO2 puro é comprimido, ocupando menos de 1% do espaço que ocuparia em estado normal, para depois ser enviado a um sítio geológico escolhido para o armazenamento final.

    Como o nome sugere, a tecnologia de oxicombustão consiste na queima do combustível sólido com oxigênio puro em lugar do ar comum, para aumentar a concentração de dióxido de carbono. O gás de combustão obtido com esse processo é composto principalmente de água e CO2, o que facilita as operações posteriores de separação e captura do gás poluente.

    A tecnologia de pré-combustão usa o Ciclo Combinado de Gaseificação Integrada (IGCC), método que transforma por meio de uma reação química um combustível rico em carbono, como o carvão, em gás de síntese (CO e H2). Após algumas etapas, forma-se o CO2 que é separado, enviando-se o hidrogênio para alimentar uma turbina de ciclo combinado. Por ser uma tecnologia complexa e de alto custo, segundo informações da Alstom, a sua aplicação só se justificaria em unidades de poligeração, nas quais a produção de hidrogênio, metanol, gás de síntese, óleo diesel, entre outros produtos, além de eletricidade, ajudaria a recuperar o alto investimento.

    De nada adianta investir na captura de CO2 em usinas de geração de energia se não for traçado simultaneamente um plano de armazenagem e possível transporte (por dutos ou navios) do gás poluente. Os locais mais propícios para a estocagem do carbono são aquíferos salinos, jazidas de petróleo e gás e minas de carvão. Na avaliação da Alstom, os aquíferos, constituídos por rochas porosas encontradas no fundo da crosta terrestre, são os reservatórios mais apropriados para injetar o dióxido de carbono. A quatro mil metros de profundidade, o CO2 ao passar dos séculos reagirá com os minerais ali presentes e formará um depósito de
    calcário.

    Química e Derivados, Avanço Asiático, Ambiente

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